Pesquisadora do Politeia vai a Paris apresentar pesquisa sobre governança em contratações públicas sustentáveis

Aluna da turma 2025.2 do Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag, Giselle Floriano Coelho, estará no evento na próxima terça, dia 8

Participar de discussões globais sobre temas emergentes, aprender com lideranças de outras nações e abrir questões de sua pesquisa para receber contribuições internacionais. Estas são algumas das finalidades que a doutoranda da Udesc Esag e pesquisadora do Politeia, Giselle Floriano Coelho, pretende alcançar durante sua participação em fórum de líderes, na França, na próxima semana.  

Giselle também é servidora pública. Atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos

Aluna do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo de pesquisa Politeia, Giselle participará do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, em Paris, dia 8. 

Ela apresentará um policy brief, trabalho científico pautado por urgências cotidianas de tomadores/as de decisão. A pesquisadora também é servidora pública e Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

No encontro que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, Giselle apresentará o artigo intitulado “Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou“Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil (ENCP)”. O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido. 

Para a doutoranda e pesquisadora do Politeia, essa oportunidade articula teoria e prática e projeta no mundo os avanços e desafios brasileiros.

“Participar desse fórum representa a oportunidade de colocar a experiência brasileira lado a lado com a de outros países que também aplicam o uso do poder de compra estatal em prol do desenvolvimento sustentável; ainda, vou levar as perguntas que me movem como pesquisadora e volto com isso direto para a minha tese, que discute justamente essa temática em um sistema tão complexo quanto o das contratações públicas do Brasil”, declara Giselle. 

Temas globais em debate 

Na mesa temática, Giselle terá a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

Carta-convite do evento que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris

Após a apresentação, o trabalho receberá a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão encaminhados para publicação pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

Para a orientadora de Giselle, professora Paula Chies Schommer, a experiência internacional, multicultural e contributiva vai ampliar o horizonte do tema de pesquisa e fortalecer a atuação  da acadêmica no seu  trabalho como servidora pública. 

“A participação da doutoranda e servidora Giselle nesse evento, apresentando e debatendo seu trabalho com especialistas e gestores de várias organizações e países, é uma oportunidade incrível de conexão para o aprimoramento da gestão pública e das compras públicas sustentáveis. Essa proximidade entre pesquisa e prática está na essência da proposta do doutorado profissional da Udesc Esag”. 

Giselle ingressou no doutorado em 2025.2. Sua tese se concentra do uso do poder de compra estatal para promover impactos sociais, ambientais e econômicos, sobretudo na experiência da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável.

Quem participa

A programação do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento conta com a participação de representantes de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Banco Europeu de Investimento (EIB) e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD). 

Pesquisa “Parlamento Aberto” em debate na Semana Regional de Políticas Públicas e Inovação, em Itajaí

Compartilhar resultados das pesquisas do Politeia e de parceiros de ação é uma principais das formas de circular conhecimento novo produzido por pesquisadoras e pesquisadores do grupo, ampliar redes e parcerias e estimular a coprodução de soluções inovadoras para a gestão pública. 

Evento durou três dias e reuniu legisladores, pesquisadores e sociedade civil (fotos: Assessoria da Câmara de Itajaí)

Foi com esse propósito que a pesquisa aplicada Parlamento Aberto foi apresentada durante a Semana Regional de Políticas Públicas e Inovação, de 10 e 12 de agosto, na sede da Câmara de Vereadores de Itajaí.  

Professora e pesquisadora Karin Vieira da Silva, uma das líderes do Politeia, trouxe bastidores da pesquisa e detalhou relevância do tema para pensar o futuro do legislativo

Promovido pela Escola do Legislativo da cidade, Maria Rosa Heleno Schulte, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP) da Univali, o evento acadêmico teve palestras e sessões temáticas para presentação de artigos, além da apresentação estudos de casos. Assista aqui às apresentações dos artigos e cases no último dia de evento, dia 12, quarta-feira. 

Pesquisadores e servidores da Alesc e da Escola do Legislativo em parceria no evento

O evento reuniu agentes públicos, políticos, pesquisadores e estudantes da Região da Foz do Rio Itajaí, com o objetivo de fomentar a discussão sobre políticas públicas e promover espaços de diálogo e construção coletiva entre prefeituras, acadêmicos, câmaras de vereadores e sociedade civil. 

O grupo de pesquisa Politeia, da Udesc Esag, esteve presente no evento por meio da professora Karin Vieira da Silva, uma das lideranças do grupo. Em parceria com o Politeia, foi apresentado o trabalho “Educação legislativa, políticas públicas e parlamento aberto: a experiência da Escola do Legislativo da Alesc em Câmaras Municipais Catarinenses”, de autoria de Laura Josani Andrade Correa, da Escola do Legislativo da Alesc.

“A participação em espaços como a Semana Regional de Políticas Públicas e Inovação é uma oportunidade importante para aproximar a produção acadêmica das experiências concretas da gestão pública. No caso do Parlamento Aberto, esse diálogo permite compartilhar resultados de pesquisa, conhecer diferentes realidades e construir coletivamente alternativas para fortalecer a participação, a transparência e a inovação nas instituições públicas”, comentou a pesquisadora do Politeia e professora da Esag.

Pesquisadora e servidora da Escola do Legislativo, Laura Josani Andrade Correa

De cultura da inovação a projetos territoriais 

No primeiro dia, segunda-feira (10), a programação trouxe experiências de integração municipal, com apresentações da AMFRI e do CIM-AMFRI, além de palestras sobre mobilidade urbana regional e sobre a integração dos poderes legislativos, com participação da Federação das Câmaras de Vereadores de Santa Catarina (UVESC).

Público pôde interagir com autores e autoras sobre as produções científicas em debate

No dia seguinte, as discussões tiveram foco em debates técnicos sobre captação de recursos para projetos territoriais, estratégicas na gestão de pessoas e formas de promover a cultura de inovação no setor público, incluindo temas especiais como reflexos de decisões do STF na legislação municipal.

O último dia foi dedicado às pesquisas científicas, com abertura dos trabalhos a partir da palestra “Políticas Públicas e Ciência” e a apresentação dos 17 cases e artigos científicos aprovados. 


Udesc e Tribunal de Contas da União convidam para último webinário da série sobre Participação Cidadã e Controle 

Evento online que ocorre na terça-feira, 18, às 15h, discutirá aprendizados, principais desafios e novas perspectivas de atuação social e participativa junto aos tribunais de contas no Brasil

Estão abertas as inscrições para o 6º e último webinário da série “Participação Cidadã e Controle”, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com Udesc e o Grupo de Pesquisa Politeia e Instituto Instituto Serzedello Corrêa (ISC). 

O evento de fechamento de ciclo terá o tema “Aprendendo conjuntamente entre Tribunais de Contas e Sociedade Civil para um controle público mais efetivo” e será realizado no dia 18 de agosto, próxima terça-feira, às 15h. Clique aqui para se inscrever. 

O webinário debaterá as principais ações apresentadas ao longo dos eventos anteriores, incluindo casos, diagnósticos e projetos especiais. Haverá, ainda, discussão sobre os desafios organizacionais dessa abertura institucional nos tribunais de contas do país.

Entre os painelistas estão Aurelio Toaldo, auditor federal de Controle Externo do TCU e Chefe do Serviço de Participação Cidadã da Secretaria de Relações Institucionais (SRI); Luiz Gustavo Andrioli, auditor e especialista sênior do TCU. Ele colaborou na elaboração do “Referencial de Participação Cidadã”, do “Guia fiscalizando com o Cidadão no Foco” e “Orientações para formalização de um Compromisso Cidadão”; Marcos Mendiburu, especialista em participação cidadã no controle público e em transparência e Roni Enara, diretora-executiva do Observatório Social do Brasil (OSB). 

Segundo Andrioli, o 6º webinário Participação e Cidadã e Controle encerrará a série sobre participação cidadã com uma reflexão sobre os principais aprendizados, desafios e perspectivas para fortalecer essa agenda no campo dos tribunais de contas do Brasil. 

“Debateremos como consolidar o cidadão no centro do controle, ampliar a cooperação com a academia e a sociedade e transformar experiências em práticas institucionais permanentes”, explicou.

A mediação será feita novamente pela professora Paula Chies Schommer, docente do curso de Administração Pública Udesc Esag e uma das líderes do grupo de pesquisa Politeia – Coprodução do Bem Público, Accountability, Inovação e Sustentabilidade. 

“Essa série de eventos foi um marco. Ela trouxe ao público a perspectiva das variadas práticas de participação cidadã que são realizadas junto aos tribunais de contas, mostrou como se faz, os resultados já alcançados e o que ainda pode ser melhorado e ampliado”, finalizou Paula.

Veja, abaixo, como foram edições anteriores em vídeo e texto de cada webinário:

1º WebinárioA participação cidadã como dimensão estratégica para o controle externo 

Artigo – A participação cidadã como dimensão estratégica para o controle externo

2º Webinário Cidadãos e auditores juntos no acompanhamento de obras públicas  

Artigo – Cidadãos e auditores juntos no acompanhamento de obras públicas 

3º WebinárioParticipação cidadã no planejamento anual das auditorias nos Tribunais de Contas brasileiros: uma perspectiva comparada  

Artigo Participação cidadã no planejamento anual das auditorias nos Tribunais de Contas brasileiros: uma perspectiva comparada

4º WebinárioIncorporando a participação cidadã no ciclo de uma auditoria: a experiência do TCU na auditoria “Pessoa idosa mais segura: proteção contra golpes digitais” 

Artigo – Incorporando a participação cidadã no ciclo de uma auditoria: a experiência do TCU na auditoria “Pessoa idosa mais segura: proteção contra golpes digitais”

5º WebinárioInovação no Controle: experiências de Tribunais de Contas e suas interações

Artigo – Participação Cidadã e Inovação no Controle Externo: experiências de Tribunais de Contas e suas interações     

AGENDE-SE 

Evento: 6º Webinário Participação Cidadã e Inovação no Controle “Aprendendo conjuntamente entre Tribunais de Contas e Sociedade Civil para um controle público mais efetivo” 

Data: 18 de agosto de 2026

Horário: das 15h às 16h30m

Inscrições e programação: https://ir.tcu.gov.br/dg8 

Participação Cidadã e Inovação no Controle Externo: experiências de Tribunais de Contas e suas interações

Síntese de webinário #5, realizado em 30 de junho de 2026.

Por Marcos Mendiburu, Fernando Maccari e Paula Chies Schommer

A inovação é considerada uma qualidade da governança das instituições públicas, seja para alcançar processos de trabalho mais eficazes, para o desenvolvimento de novos arranjos organizacionais ou para aumentar o alcance de seus resultados. A inovação costuma ser associada ao uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs), mas cada vez mais se reconhece a importância da experimentação e da aprendizagem, da participação cidadã e da cooperação interinstitucional como dimensões relevantes para a inovação pública. 

A participação cidadã como fonte de inovação constitui um desafio para as burocracias estatais, quando estas estão organizadas segundo relações hierárquicas, visto que a participação cidadã e a cooperação com outros atores implicam relações horizontais e uma distribuição de poder com terceiros. Por sua vez, estudiosos da participação cidadã e de práticas democráticas vêm examinando inovações em matéria de participação cidadã, que se transforma ao longo do tempo.

Em webinário organizado pelo grupo de pesquisa Politeia da Universidade do Estado de Santa Catarina, Udesc, o Tribunal de Contas da União, TCU e o Instituto Serzedello Corrêa, ISC, moderado pela Prof.ª Paula Chies Schommer, buscou-se examinar a ligação entre a inovação pública e a participação cidadã nos Tribunais de Contas sob diversas perspectivas: a partir da área de inovação do TCU, de uma experiência concreta de participação cidadã em Tribunais de Contas que difere do trabalho convencional de auditoria (o programa “Juntos pelo Cidadão”), de uma análise acadêmica de uma tese sobre o tema e da perspectiva de uma gestão pública municipal. 

Para isso, o painel abordou os seguintes questionamentos: O que se entende por inovação pública e por que ela é importante para as instituições públicas? Como a inovação é promovida nos Tribunais de Contas considerando a cultura organizacional que os tem caracterizado? Quais são os principais desafios e obstáculos para promover a inovação pública nos Tribunais de Contas e suas interações? Como essa inovação é medida ou avaliada? O que significa inovar por meio da participação cidadã?

Em primeiro lugar, Fabi Ruas, Auditora-Chefe Adjunta da Unidade de Inovação do TCU (InovaAUD), destacou que o trabalho do TCU em torno da participação cidadã como uma dimensão de inovação está vinculado à necessidade de os Tribunais de Contas gerarem valor público, especialmente por meio do diálogo e da escuta cidadã. Ou seja, ouvindo a sociedade para um controle mais efetivo. A painelista compartilhou a experiência do projeto “Cidadão no Controle” para compreender como uma política pública é implementada para a cidadania em um território por meio de um projeto em torno do ensino médio no município de Petrolina. Coordenada pela InovaAUD desde 2025, e em cooperação com o TCE de Pernambuco, esta iniciativa contou com 150 participantes (alunos, professores, pais e mães) por meio de uma atividade de escuta presencial e 3074 respostas a um questionário eletrônico, bem como 45 gestores de escolas de ensino médio de Petrolina. 

Embora o relatório final ainda não tenha sido publicado, Fabi Ruas argumenta que este projeto permitiu identificar alguns problemas, como, por exemplo, “a reforma do ensino médio” e “a infraestrutura e o apoio”, que se vinculam aos resultados do censo escolar de 2026, pois a reforma resultou em uma superpopulação escolar em Petrolina que não era atendida pela infraestrutura existente. Além disso, os programas das disciplinas que foram ampliadas não contavam com conteúdos suficientes, pois os professores deveriam ministrar aulas por 30 horas, mas só tinham conteúdos para 10 horas. Assim, os alunos não apenas enfrentavam limitações quanto ao espaço nas escolas, mas também não valorizavam a utilidade dos programas ampliados. Da mesma forma, alguns alunos que precisavam conciliar a educação com o trabalho viram-se obrigados a abandonar a escola por falta de tempo para estudar nos horários estendidos. 

Por outro lado, Fabi Ruas citou uma auditora do escritório regional do TCE-Pernambuco em Petrolina, que havia realizado uma análise prévia do estado da infraestrutura escolar por meio de um checklist e de conversas mantidas com os gestores escolares, mas não com a comunidade. Porém, após ter acompanhado as atividades da iniciativa “Cidadão no Controle”, ela reconheceu que deveria refazer parte do levantamento dos dados ou informações coletadas. 

Essa iniciativa evidenciou que os dados da perspectiva governamental são importantes, mas também é necessário envolver a cidadania, por meio da escuta ativa da percepção e da experiência dos usuários, para compreender a política pública. Para isso, é necessário registrar essa informação de maneira estruturada, identificando padrões e evidências. Fabi Ruas reconheceu que isso constitui um desafio, pois os auditores não foram capacitados para fazer isso. Para aprimorar sua ação nesse sentido, o TCU, em cooperação com o PNUD, procedeu à contratação de uma consultoria externa que desenvolveu um repositório de métodos de escuta cidadã, reunindo 30 ferramentas para coleta e análise de dados. Além disso, essa consultoria inclui o desenvolvimento de um guia para ajudar os auditores que desejam realizar a escuta cidadã a identificar a ferramenta mais adequada segundo o objetivo perseguido para essa escuta e um conjunto de indicadores para avaliá-la.

Por sua vez, Henrique Ziller, auditor do TCU, compartilhou a experiência do “Juntos pelo Cidadão”. Esta é outra iniciativa que coloca o foco no cidadão e é implementada em paralelo à mencionada previamente por Fabi Ruas, mas coordenada a partir da Secretaria de Relações Institucionais do TCU. Esta iniciativa se diferencia da atuação convencional de Tribunais de Contas focados em examinar a conformidade legal. O projeto Juntos pelo Cidadão compreende uma metodologia simples e duas vertentes: o apoio à gestão municipal e o apoio ao controle social ou fiscalização cívica.

Em cooperação com Tribunais de Contas dos estados e municípios, o TCU visitou 35 municípios, até junho de 2026, para dialogar com os gestores públicos e convidar a cidadania a observar a gestão municipal. Isso implica cultivar valores democráticos e capacitar os cidadãos para atuarem como fiscais cívicos, observando unidades básicas de saúde, o que inclui a realização de entrevistas com pacientes e profissionais de saúde, o exame da disponibilidade de insumos básicos, a revisão do tempo de espera para atendimento, às condições das instalações, etc. Em seguida, os fiscais cívicos registram os achados e fazem propostas de melhoria por meio de um relatório entregue às autoridades locais. Da mesma forma, o TCU promove uma mesa de diálogo ou reunião entre os gestores e a cidadania para pactuar compromissos ou soluções rápidas vinculadas à qualidade dos serviços com prazos específicos. A metodologia é concluída com uma segunda visita após 90 dias para verificar a implementação das ações acordadas. 

Segundo Henrique Ziller, essa metodologia permite registrar informações que as auditorias convencionais não costumam captar e pactuar conjuntamente compromissos de curto prazo. A ideia deste projeto não é que os cidadãos se convertam em auditores, mas que se envolvam na avaliação de políticas públicas, por exemplo, da atenção primária à saúde. Os resultados do projeto até o momento são animadores, observando-se que mais de 70% dos compromissos foram atendidos nas fiscalizações cívicas que já foram monitoradas, nos prazos inicialmente acordados. 

A fiscalização cívica empodera o cidadão. Esse engajamento é o primeiro passo para um controle social sustentável, por meio do qual a própria comunidade passa a zelar pelo patrimônio público e pelo serviço que lhe pertence, fomentando uma cultura de participação cidadã na perspectiva da realização do controle social, neste caso, na fiscalização da execução de uma política pública. O desafio é manter os fiscais cívicos mobilizados. Em conclusão, Henrique Ziller destacou que o controle externo (TCU) atua como indutor do controle social nesse esquema desenhado no âmbito do projeto Juntos pelo Cidadão. E lembrou que a inovação não implica sempre realizar algo novo, mas também promover uma nova maneira de realizar algo já existente. Por fim, o painelista apontou os desafios da cultura de participação cidadã no Brasil, que varia entre as regiões e contextos específicos.

A seguir, Renato Costa, auditor do TCE de Santa Catarina, apresentou os resultados da pesquisa no âmbito de sua tese de doutorado sobre controle aberto concluída no final de 2025 na Udesc Politeia, que consistiu em uma proposta conceitual e agenda para os Tribunais de Contas brasileiros. Partindo das questões de confiança cidadã e de legitimidade das instituições públicas, o controle aberto compreende cinco dimensões: transparência, prestação de contas (accountability), integridade, participação social e inovação. A pesquisa acadêmica realizada por Renato Costa envolveu a análise de 475 critérios ou indicadores do Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas (MMD-TC), um instrumento de autoavaliação dos 33 TCs brasileiros coordenado pela ATRICON, aplicados em 2024. O MMD-TC é uma avaliação realizada a cada dois anos, mas atualmente esta metodologia está sendo revisada e expandida para também avaliar o impacto (MMDI-TC) do trabalho dos Tribunais. Desses cinco pilares associados ao controle aberto, a maioria dos indicadores vincula-se à accountability (mais de 70%), seguida por um grupo de indicadores de integridade (48%) e depois de transparência (embora, neste tema, a ATRICON também promova o Índice ou Radar Nacional de Transparência Pública de forma separada). As dimensões de inovação (apenas 9% e focada majoritariamente na questão tecnológica) e participação social (3,2%) registram menos indicadores. 

Em consequência, segundo Renato Costa, a participação social e a inovação representam oportunidades de evolução do próprio modelo do MMD-TC e uma mudança de paradigma do controle público, no qual o controle social se torna aliado do controle estatal externo. Em outras palavras, trata-se de uma mudança de paradigma em que a sociedade era a destinatária do trabalho dos Tribunais de Contas para outra em que a sociedade é uma aliada ou parceira dos Tribunais. Esse novo paradigma de controle está mais vinculado ao conceito de coprodução do controle. Segundo Renato Costa, nesse novo paradigma, a participação social (aportando diversos saberes e perspectivas) e a inovação precisam ser pensadas de maneira conjunta, pois se fortalecem mutuamente. Ou seja, existe uma relação de retroalimentação contínua entre ambas, já que a primeira traz novos olhares sobre os problemas e soluções inovadoras.

Finalmente, Victoria Vilvert Costa, secretária de transparência e accountability do município de Brusque, no estado de Santa Catarina, contou seu interesse inicial neste tema como pesquisadora que buscava compreender por que certas experiências participativas conseguem mobilizar mais pessoas do que outras. Além disso, em sua atuação anterior como consultora da UNESCO e junto à Controladoria-Geral do Estado de Goiás, Victoria compartilhou a experiência de auditoria cívica, que consistiu em mobilizar pessoas por meio do sistema educacional para uma auditoria. Essa metodologia foi posteriormente replicada em outros estados e municípios do Brasil a partir do Conselho Nacional de Controle Interno, CONACI. Mais recentemente, como secretária de transparência e accountability do município de Brusque, sua preocupação enfoca em como transformar essas experiências anteriores de participação cidadã em uma política pública mais permanente e, assim, promover um ecossistema municipal de governança colaborativa. 

Em seguida, Victoria Vilvert Costa compartilhou algumas lições aprendidas até o momento. Por exemplo: “a participação não ocorre de maneira espontânea; ela precisa ser desenhada, estimulada e institucionalizada”; “a inovação não é apenas tecnologia, mas sim criar novas formas de relacionamento entre o Estado e a cidadania”; “o controle social produz inteligência coletiva para a gestão”; “a confiança é construída com o retorno (devolutiva), visto que a participação sem resposta gera frustração e diminui o envolvimento futuro”.

Durante a rodada de perguntas e comentários, Fabi Ruas contou que atualmente o diálogo do TCU com a cidadania foi incorporado em ações de controle ou auditorias específicas, mas isso acarreta um custo e enfrenta limites para ser escalável, especialmente em nível federal e em um país com a dimensão do Brasil. Por isso, inspirado na experiência do TCE de Pernambuco, o TCU está atualmente explorando a elaboração de um plano de controle sobre certos problemas públicos e a organização das ações do TCU em torno deles, por exemplo, o direito à cidade, para que o alcance das ações para incorporar a voz da cidadã seja mais escalável e seu custo se insira em ações que resultem mais factíveis. 

Por outro lado, em referência ao ritmo de mudança institucional para implementar essa temática de forma mais ampla, Henrique Ziller comentou que havia impulsionado a fiscalização cívica no TCU em 2011, mas em 2025 foi quando ela verdadeiramente “pegou” no interior do TCU. Sublinhou, então, que a evolução ou trajetória de um tema para se posicionar tende a ser incremental, e surgem momentos ou oportunidades em que a mudança é mais acelerada. Por isso, é necessário estar preparado para aproveitar tal oportunidade. Em outras palavras, esses processos exigem tempo para amadurecer e para que o esforço de um grupo de especialistas se converta em uma iniciativa promovida pelas autoridades máximas, quando as oportunidades de escala se ampliam.

Para acessar a gravação em vídeo do #5 webinário, clique aqui

Para ver as sínteses dos primeiros webinários, clique #1 aqui, #2 aqui e #3 aqui. e #4 aqui.

As gravações dos webinários, também permanecem disponíveis ao público, para acessá-las clique #1 aqui, #2 aqui e #3 aqui e #4 aqui
Para se inscrever no sexto e último webinário deste ciclo, que se realizará no dia 18 de agosto, você pode se registrar aqui

Novo artigo publicado propõe modelos para a coprodução de serviços públicos a partir das tipologias de participação social 

Publicação referencial foi produzida pelo pesquisador do Politeia José Francisco Salm e pelas pesquisadoras Paula Chies Schommer, Elaine Cristina de Oliveira Menezes e Vanessa Marie Salm

A revista científica Organizações & Sociedade (O&S), da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicou esta semana o artigo intitulado “Modelos para a Coprodução do Bem Público a partir de Tipologias de Participação” (leia ou baixe o paper aqui), assinado pelos pesquisadores José Francisco Salm, Paula Chies Schommer, Elaine Cristina de Oliveira Menezes e Vanessa Marie Salm. 

O trabalho tem como objetivo propor modelos heurísticos para a coprodução dos serviços públicos, a partir das tipologias de participação desenvolvidas por Arnstein (1969), Pretty (1995) e White (1996), autores clássicos e referenciados no campo da participação cidadã.

Para isso, os pesquisadores conceituam, no âmbito da administração pública, noções como coprodução dos serviços públicos, empoderamento, accountability, participação, esfera pública e modelos heurísticos, e discutem uma visão geral da participação do cidadão na esfera pública e as tipologias de participação propostas por cada um dos três autores.

Assista ao vídeo de divulgação do artigo, apresentado pelo professor Francisco José Salm, nesta gravação especial exclusiva para a revista Organização & Sociedade (O&S).

Discussão proposta

A partir da comparação entre as três tipologias de participação e por meio da Redução Sociológica proposta por Guerreiro Ramos (1996), os autores elaboram uma síntese dessas tipologias, identificando-as como: participação nominal ou manipulativa; participação simbólica; participação funcional; participação representativa com sustentabilidade e participação com automobilização da comunidade. Em seguida, articulam essa síntese com a literatura sobre coprodução acumulada ao longo do tempo, relacionando os autores sobre coprodução com cada uma das tipologias contidas na síntese sobre participação. 

No artigo, evidencia-se que a administração pública recorre a diferentes estratégias para produzir serviços à população, passando por órgãos burocráticos públicos e privados, organizações do terceiro setor, associações comunitárias, grupos informais e os próprios cidadãos. É a partir desse cenário, cada vez mais complexo e organizado em rede, que o artigo dos pesquisadores do Politeia se torna útil e atual, contribuindo para uma nova perspectiva conceitual ao tema e ao campo da administração pública.

Autoras e autor comemoraram a nova publicação, dada sua relevância e ineditismo conceitual

Assim, para as autoras e o autor do artigo, a coprodução é um fenômeno complexo que exige elaboração conceitual permanente, pois pode estar associado tanto à eficiência e à redução de custos quanto à participação mais ampla do cidadão na administração e na esfera pública. É justamente essa conexão, entre a participação política do cidadão e a produção de serviços públicos (inclusive quando mediada por tecnologia) que, segundo o artigo, abre uma nova perspectiva para a área.

A abordagem, destacam os pesquisadores, amplia o debate para além da tradicional dicotomia entre o tecnicismo da burocracia e a política, ou entre a eficiência governamental e os aspectos sociopolíticos da administração pública. Abre espaço para novos estudos sobre participação, tomada de decisão, accountability, empoderamento e articulação comunitária.

Contribuição acadêmica 

Segundo os autores, esses modelos podem ser referência para os profissionais de administração pública que necessitam de orientação para o desenvolvimento e o aprimoramento de sistemas de coprodução dos serviços públicos e para aqueles que se dedicam ao trabalho acadêmico no campo da administração pública, incluindo possibilidades de estudos futuros. 

Conheça os principais produtos científicos do projeto de pesquisa aplicada Parlamento Aberto

O projeto de pesquisa aplicada “Parlamento Aberto: Inovação e Colaboração nas Câmaras de Vereadores Catarinenses”, concluído em dezembro de 2025, sob coordenação do Grupo de Pesquisa Politeia (Udesc Esag), também resultou em diversos produtos científicos, para além dos debates, devolutivas e implementações no legislativo municipal de Santa Catarinense. É o que fica disponibilizado e reunido neste post, para os leitores e leitoras do blog. 

Realizado em parceria com a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o projeto de pesquisa Parlamento Aberto também contou a organização Act4Delivery e colaboração do Governo do Estado de Santa Catarina durante os dois anos de campo, entrevistas, oficinas e reuniões institucionais. 

Neste post, disponibilizamos os três relatórios do projeto, sendo: 1)  “Cozinhando Juntos: Metodologia de Coprodução Legislativa”; 2) Dados em Educação: Transparência no acesso e gestão de vagas na educação infantil (filas de creches) e 3) “Sistematização de trabalho de pesquisa aplicada na região da Acamosc”

Entenda o projeto

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o projeto Parlamento Aberto testou uma metodologia de formação-pesquisa-ação em duas regiões catarinenses: a Associação de Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi) e a Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina (Acamosc), com o propósito objetivo de fortalecer participação social, transparência e práticas de parlamento aberto nas Câmaras Municipais.  O trabalho já rendeu reconhecimento nacional, como finalista do Prêmio ABEL, e apresentações em eventos internacionais, incluindo a Cúpula Global da Parceria para Governo Aberto, na Espanha.

  1. O relatório técnico “Cozinhando Juntos: Metodologia de Coprodução Legislativa” é um dos produtos da pesquisa aplicada Parlamento Aberto: Inovação e Colaboração nas Câmaras de Vereadores de Santa Catarina. Trata-se de um guia prático que propõe uma metáfora gastronômica para explicar como cidadãos e parlamentares podem “cozinhar” leis de forma colaborativa.A ideia central é que a elaboração de leis não deve acontecer a portas fechadas, mas sim em uma “cozinha aberta”, onde a sociedade civil ajuda a escolher os ingredientes e a testar a receita.

Leia o relatório aqui 

  1. No relatório técnico da Acamosc, nomeado “Relatório Técnico Sistematização de trabalho de pesquisa aplicada na região da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina (Acamosc)” os pesquisadores e pesquisadoras relatam como foi sistematizar a metodologia de formação-pesquisa-ação voltada à coprodução de soluções de parlamento aberto nas Câmaras Municipais, a partir de problemas reais indicados pelos próprios vereadores. O trabalho foi estruturado em cinco etapas: na primeira, a equipe definiu critérios para a escolha do tema a ser trabalhado, como regionalidade, relação com a atuação legislativa municipal e viabilidade de execução. Em seguida, foi realizada, em maio de 2025, uma oficina de cocriação com vereadores e servidores das Câmaras associadas, que resultou no mapeamento de problemas distribuídos em seis categorias como saúde, infraestrutura e funcionamento das casas legislativas. Diante desse diagnóstico, a equipe definiu como foco prioritário o papel do vereador como “articulador” das demandas da população. 

Leia o relatório aqui 

  1. O Relatório Técnico “Dados em Educação: Transparência no acesso e gestão de vagas na educação infantil (filas de creches) apresenta a fase piloto do projeto “Parlamento Aberto”, realizada entre novembro de 2023 e outubro de 2025, nesta fase na região Associação de Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi), que reúne os municípios de Jaraguá do Sul, Massaranduba, Barra Velha, São João do Itaperiú, Corupá, Schroeder e Guaramirim. O projeto foi conduzido em seis etapas: definição do foco em dados de educação, entrevistas com atores-chave da região, oficina de alinhamento em Jaraguá do Sul, fase de pesquisa sobre experiências de referência (como o “Vaga na Creche” de São Paulo e sistemas da SED/SC, Blumenau e Palhoça), oficina de cocriação em Chapecó e Jaraguá do Sul, e reunião final de encerramento. 

O estudo apontou que o acesso a vagas em creches na região é um problema complexo, intensificado pelo crescimento demográfico e pela falta de integração entre os sistemas municipais, que hoje variam entre plataformas comerciais e planilhas simples, com diferentes níveis de transparência, interoperabilidade e acesso transparente. 

Leia o relatório aqui

Experiências de Tribunais de Contas e inovações serão tema do 5° Webinário Participação Cidadã promovido por TCU e Politeia

Evento será realizado no dia 30 e tratará de inovação pública e atuação da sociedade

O Tribunal de Contas da União (TCU), a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag), por meio do grupo de pesquisa Politeia,  e o Instituto Serzedello Corrêa (ISC) vão promover o 5º Webinário Participação Cidadã e Inovação no Controle: experiências de Tribunais de Contas e suas interações na próxima terça-feira (30), a partir das 15h. 

O 5° webinário será o penúltimo encontro da série de reuniões virtuais promovidas pelo TCU e a Udesc, desde março desde ano. Nesta edição, os debatedores vão discutir a relação entre inovação pública e participação cidadã no trabalho realizado pelos Tribunais de Contas e em suas interações para realizar o controle público. 

A partir de perspectivas e experiências como as do TCU e as de Tribunais de Contas estaduais e de governos estaduais e municipais, serão abordadas questões relacionadas à inovação por meio da participação cidadã, à promoção da inovação nos Tribunais de Contas, considerando a cultura organizacional que os caracteriza e os desafios e obstáculos para isso. Serão discutidas, também, as interações com outras instituições, gestores públicos e cidadãos.

A mediação será da professora e pesquisadora Paula Chies Schommer, uma das líderes do grupo de pesquisa “Politeia – Coprodução do Bem Público, Accountability, Inovação e Sustentabilidade” e docente do curso de administração pública da Udesc Esag. Para ela, esta edição é especial por abordar como a participação cidadã pode ajudar o controle público a ser mais aberto e inovador nos métodos e resultados. Além disso, acrescenta a professora, é interessante porque buscará debater a inovação nas formas de envolver a população nos processos de controle.

“Quando se pensa em controle como conformidade a regras pré-definidas, é mais difícil inovar. Já quando se pensa em controle como meio para melhorar processos e serviços e gerar valor para a sociedade, abrem-se muitas possibilidades de inovação e aprendizagem”, explica Paula. 

Efetividade, transparência e conexão

Na visão do auditor federal de controle externo do TCU, Luiz Gustavo Andrioli, um dos organizadores da série de webinários, esta quinta edição convida à reflexão sobre um tema cada vez mais relevante para o controle externo: como aproximar a fiscalização da realidade do cidadão, de forma a tornar a atuação dos tribunais de contas mais efetiva, transparente e conectada aos desafios da sociedade. 

“Ao usar a participação cidadã como ponto de partida, o encontro propõe uma conversa sobre novas formas de ouvir a população, compreender melhor os problemas públicos e incorporar inovação às práticas de controle”, afirma Andriolli.

Os participantes vão discutir a conexão entre o impacto da participação cidadã e a inovação no controle público como motor de novas soluções em políticas públicas. Os debates vão propor, ainda, caminhos para modernizar a cultura organizacional, fortalecendo o rigor técnico e a segurança jurídica das funções de fiscalização. Além disso, o evento apresentará modos de mensurar e avaliar os resultados das iniciativas inovadoras, com metodologias que comprovem a inovação em termos reais de eficiência e transparência, por exemplo. 

Confira os painelistas do encontro: 

  • Henrique Ziller, auditor federal de controle externo do TCU, coordenador do projeto Juntos pelo Cidadão, do Tribunal, com experiência em controle externo, controle interno em governo estaduais e controle social; 
  • Renato Costa, auditor do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TC-SC), autor de tese de doutorado sobre controle aberto desenvolvida na Udesc/Politeia; 
  • Fabi Ruas, auditora-chefe adjunta da InovaAud, no TCU, que busca aproximar inovação, tecnologia, escuta e impacto público; 
  • Victória Vilvert Costa, Secretária de Transparência e Accountability no município de Brusque (SC), com experiência em controle interno e controle social.

Assista aqui aos webinários anteriores:

1° Webinário – A participação cidadã como dimensão estratégica para o controle externo

2° Webinário – Cidadãos e auditores juntos no acompanhamento de obras públicas 

3° Webinário – Participação cidadã no planejamento anual das auditorias nos Tribunais de Contas brasileiros: uma perspectiva comparada

4° Webinário – Incorporando a participação cidadã no ciclo de uma auditoria: a experiência do TCU na auditoria “Pessoa idosa mais segura: proteção contra golpes digitais”

Agende-se!

Organização: TCU, Udesc Esag/Politeia, Instituto Serzedello Corrêa (ISC).

Evento: 5º Webinário Participação Cidadã e Inovação no Controle: experiências de Tribunais de Contas e suas interações.

Data: 30 de junho (terça-feira)

Horário:  das 15h às 16h30

Programação e inscrições: Portal do Instituto Serzedello Corrêa