Sessão Especial Pré-CLAG “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública” é na próxima terça, 27

Evento gratuito e sem necessidade de inscrição, das 14h30 às 17h30, antecede a programação do VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), na Udesc Esag

Na próxima terça-feira, 27, a Udesc Esag sedia a Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”, que ocorre das 14h30 às 17h30, no auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis. A atividade é gratuita, aberta ao público e não precisa inscrição. Saiba mais aqui, na página do evento. 

Promovido pelo grupo de pesquisa Politeia e parceiros acadêmicos de diversas universidades e grupos de pesquisa, o painel integra a programação de abertura do VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), que ocorre também na Udesc Esag, de 27 a 29 de outubro, com a participação de pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e de outros países lusófonos.

Acadêmicos de várias gerações e escolas debaterão a obra de Guerreiro Ramos


a) Programação da 1ª parte: painelistas, 14h30min às 16h

Ana Paula Paes de Paula (UFMG);


Genauto França Filho (UFBA);

Fernando Tenório (UFSC, UFT e UFFRJ);

Francisco Salgado Arteaga (Universidad del Azuay, Equador), convidado internacional, por vídeo;


Laís Silveira Santos, mediadora do painel (Udesc Esag)

b) Apresentação sobre o projeto e o significado desta sessão especial

Ariston Azevedo (UFRGS)

Paula Schommer (Udesc Esag e Politeia)

c) Programação da 2ª parte: comentários sobre Alberto Guerreiro Ramos e sua teorização, das 16h às 17h30min

Ariston Azevedo (UFRGS);

Coletivo Negro Guerreiro Ramos;


Elaine Cristina de Oliveira Menezes (Udesc Esag e pesquisadora do Politeia);

Francisco Gabriel Heidemann (Docente aposentado da Udesc e da UFSC, fundador dos grupos Politeia e Callipolis):


José Francisco Salm (Docente aposentado da Udesc e da UFSC, fundador do Politeia);

Karina Francine Marcelino (Egressa Udesc Esag, UniSENAI e Coletivo Negro Guerreiro Ramos);


Sergio Luis Boeira (UFSC/ORD);

Tânia Fischer (UFBA).


A contemporaneidade do pensamento de Guerreiro Ramos

A sessão reunirá especialistas para discutir a atualidade da obra do sociólogo Alberto Guerreiro Ramos diante dos desafios da administração pública, da gestão social, da economia solidária e da coprodução do bem público. O encontro é inédito e propõe uma reflexão sobre o momento atual da sociedade brasileira, seus desafios antigos e atuais. 

Para a professora e pesquisadora do Politeia, Paula Chies Schommer, da Udesc Esag, o evento ocupa lugar especial no percurso de pesquisas e debates do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na realidade (saiba mais aqui). “Guerreiro Ramos é um pensador que nos inspira e instiga. Suas ideias são fundamento de pesquisas, cursos e disciplinas de pós-graduação e graduação em administração pública na Udesc Esag e em diversas instituições”, afirma.

Mediadora do painel, a professora Laís Silveira Santos, da Udesc Esag, afirma que a sessão buscará relacionar as ideias de Guerreiro Ramos aos desafios atuais da gestão de e com pessoas nos países lusófonos. “Mais do que discutirmos as obras de Guerreiro, iremos refletir sobre seus desdobramentos nos dias de hoje”, declara.

Projeto e parcerias ampliam impacto das teorias do autor

A sessão integra o projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade, idealizado pelo professor José Francisco Salm. A iniciativa resulta de parceria entre os grupos de pesquisa Politeia (Udesc Esag), Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD/UFSC) e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos (UFRGS). O projeto promove a divulgação científica das ideias do sociólogo por meio de uma série temática de vídeos no YouTube. 

O projeto conta com financiamento da Fapesc e da Udesc, por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (PAP). A sessão especial pré-Clag também tem o apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (Prapeg) da Udesc Esag e do Coletivo Negro Guerreiro Ramos.

VIII CLAG: congresso terá dez eixos temáticos em três dias 

Com foco nos desafios contemporâneos do setor público no espaço lusófono, o congresso ocorre de 27 a 29 de outubro de 2026, no campus da Udesc Esag, no bairro Itacorubi (baixe a programação completa aqui). A conferência de abertura será na noite do dia 27, logo após a sessão especial sobre Guerreiro Ramos, com a professora Maria Alexandra Cunha (FGV EAESP) e a presença dos professores Ricardo Ramos Pinto (ISCSP), Leonardo Secchi (diretor-geral da Esag) e da professora Ivoneti da Silva Ramos, presidenta da comissão organizadora e professora Elaine Menezes, presidenta da comissão científica do VIII GLAG. 

O congresso terá mesas e apresentações de trabalhos em dez eixos temáticos: liderança e gestão de pessoas; governança e reformas das instituições do Estado; inovação, tecnologia e inteligência artificial; desafios da governança e finanças públicas; accountability, coprodução e transparência; desafios do desenvolvimento sustentável; processos colaborativos e novos arranjos organizacionais e institucionais; políticas públicas; Estado, administração pública e direito; e temas emergentes.

Agende-se!

Evento: Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”
Data e horário: terça-feira, 27 de outubro, das 14h30 às 17h30
Local: auditório da Udesc Esag (campus Florianópolis), bairro Itacorubi
Acesso: livre e gratuito, sem necessidade de inscrição
Programação completa: página oficial do evento aqui



Mostra Parlamento Aberto vai reunir experiências de transparência e participação em evento na Udesc Esag e Alesc; chamada de trabalhos vai até 31 de outubro

Propostas podem ser enviadas por câmaras, assembleias, mandatos, universidades e sociedade civil em cinco eixos temáticos. Os trabalhos aprovados serão apresentados durante o Trilhas EquiGov Parlamento Aberto: práticas e ideias em debate, em 18 e 19 de novembro e publicados em e-book gratuito 

Quem já criou projetos para melhorar a transparência pública de uma câmara de vereadores, levou a sessão para o bairro, em busca de mais participação social ou desenvolveu um modelo de parlamento jovem, por exemplo, tem até 31 de outubro para contar essa experiência, em uma oportunidade acadêmica inédita, em Florianópolis. 

Este é o prazo da chamada da Mostra Parlamento Aberto: Transparência, Participação e Colaboração, agenda do Trilhas EquiGov Parlamento Aberto: práticas e ideias em debate, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026. No dia 18, as atividades são na Udesc Esag. No dia 19, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). 

De acordo com a organização, o encontro reunirá pesquisadores, parlamentares, servidores legislativos, gestores públicos e sociedade civil para debater como as casas legislativas podem ser mais transparentes, participativas, colaborativas e comprometidas com a equidade no serviço público. Inovação, coprodução de políticas públicas, práticas e novas metodologias também estarão em pauta e discussão no evento. 

> Inscrição para o evento: forms.gle/z2gTD84GFAC7Rb2PA

Como participar Mostra Parlamento Aberto: Transparência, Participação e Colaboração

Chamada está aberta até dia 31 de outubro

A proposta da Mostra Parlamento Aberto: Transparência, Participação e Colaboração surge de uma constatação interessante: muita gente já faz parlamento aberto sem chamar assim. Por isso, a chamada convoca experiências de câmaras municipais, assembleias legislativas, mandatos, prefeituras, órgãos de controle, sistema de justiça, universidades e organizações da sociedade civil. Interessam as práticas que deram certo e também as que enfrentaram desafios ou tiveram os resultados esperados.

Não é preciso conhecer o conceito, usar o termo e nem trabalhar no Legislativo. Para participar, basta que a experiência tenha relação com o tema. Para participar, é preciso enviar um resumo de até 400 palavras (confira a chamada completa aqui). As experiências selecionadas serão apresentadas durante o evento e reunidas em um e-book de acesso aberto. 

Para o professor de Admistração Pública da Udesc Esag e pesquisador o Politeia, Jorge Braun Neto, o formato do evento também reflete o momento da agenda de abertura que as instituições vêm ampliando e chegando a todos os poderes. 

“A agenda de abertura chegou também ao Legislativo. Os parlamentos são muito importantes para o Estado democrático de direito porque são o espaço de representação e participação por natureza”, afirma. Segundo ele, o evento foi pensando para promover o diálogo e o compartilhamento de aprendizados nos parlamentos. “O Trilhas EquiGov Parlamento Aberto quer reunir no mesmo espaço universidade, parlamentos dos diferentes níveis, órgãos de controle e sociedade civil. Não é um evento sobre o parlamento, é um evento com o parlamento”, destaca. 

Eventos integram a Semana Global de Abertura Legislativa, a GLOW 2026

O encontro integra a Semana Global de Abertura Legislativa (GLOW 2026), promovida pela Open Parliament e-Network (OPeN), rede internacional de organizações dedicadas à abertura parlamentar. Durante a semana, parlamentos, universidades e organizações da sociedade civil de dezenas de países realizam atividades simultâneas sobre o tema. As discussões de Florianópolis passam a fazer parte desse movimento.

“Nosso evento ocorre dentro da Semana Global de Abertura Legislativa, iniciativa que acontece, simultaneamente, em dezenas de países. Diferentes experiências câmaras do interior catarinense que participarem estarão integrando esse importante movimento de abertura que ocupa parlamentos de todos os continentes naqueles dias”, destaca Braun Neto. O professor ainda esclarece que o convite se estende a quem não tem total clareza sobre o conceito ou, na prática, também não percebeu que desenvolve alguma ação simples, mas eficaz, de parlamento aberto. 

“Muita gente já faz parlamento aberto sem chamar assim, ou seja, cria ferramentas de transparência, inovação, abre dados, promove a sessão no bairro, cria um parlamento jovem ou se articula com a prefeitura para resolver um problema da cidade. É isso que queremos conhecer! O convite é aberto, e não é preciso trabalhar no Legislativo para participar”, convida o docente da Udesc Esag. 

Pesquisa e articulação lideradas pelo Politeia e parceiros

O foco no Poder Legislativo em temas de abertura e transparência dá continuidade a pesquisas, projetos e ações do grupo de pesquisa Politeia, da Udesc Esag, e de seus parceiros acadêmico-profissionais. Entre elas está o projeto Parlamento Aberto: Inovação e Colaboração nas Câmaras de Vereadores Catarinenses, realizado entre 2023 e 2025 em parceria com a Escola do Legislativo da Alesc e associações de câmaras municipais.

O evento também se conecta ao projeto Accountability e Equidade, ao Plano de Ação Estado Aberto SC 2026 e às edições anteriores das Trilhas EquiGov, desdobramentos do Encontro Internacional EquiGov, realizado em outubro de 2024. Já foram realizadas pela série as trilhas de Resiliência Climática, Justiça Aberta e Controle Aberto.


Programe-se e não perca as datas! 

  • O quê: Trilhas EquiGov Parlamento Aberto: práticas e ideias em debate
    Quando: 18 e 19 de novembro de 2026
    Onde: dia 18/11 (Udesc Esag); 19/11, na Alesc 
  • Mostra Parlamento Aberto: até 31 de outubro (data final para envio de propostas)
  • Como: com resumo de até 400 palavras (confira a chamada completa neste link)
  • Inscrição no evento: forms.gle/z2gTD84GFAC7Rb2PA

Realização: Udesc Esag, Grupo de Pesquisa Politeia, Programa de Extensão Estado Aberto, CIGAT, LISS, Prapeg/Departamento de Administração Pública, Alesc e Escola do Legislativo da Alesc Deputado Lício Mauro da Silveira.



Politeia participa do videocast “Diálogos com TCU”, na edição que debateu transparência pública e os 15 anos da Lei de Acesso à Informação

Novo episódio reúne especialistas para discutir acesso à informação pública, controle social, qualidade das informações e os desafios da comunicação pública 

O videocast “Diálogos com TCU” estreou novo episódio dedicado à transparência pública e aos 15 anos da Lei de Acesso à Informação (LAI), com participação da pesquisadora do Politeia, Paula Schommer, professora de Administração Pública da Udesc Esag e integrante do Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC) da Controladoria-Geral da União (CGU). 

Professora Paula Schommer viajou a Brasília para gravar a entrevista no TCU

No programa que foi ar pela TV Senado na semana passada e que agora está disponível em plataformas de aúdio e vídeo como YouTube e Spotify, também foi entrevistada a secretária-geral adjunta de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Tânia Chioato.  

Equipe e entrevistadas do “Diálogos com TCU” desta edição

Na conversa, as convidadas analisam e debatem de que forma o acesso à informação pode fortalecer a participação da sociedade e o controle sobre a administração pública. 

Sancionada em 2011, a Lei 12.527 (Lei de Acesso à Informação), conhecida como LAI, consolidou o princípio de que o acesso à informação pública passa a ser a regra nas instituições públicas, e o sigilo, a exceção. A LAI é um marco para a consolidação do direito de acesso à informação pública no país e é uma peça importante da Política de Transparência e Acesso à Informação brasileira.  

Especialistas debateram as principais mudanças que a LAI trouxe nestes 15 anos

Avanços e desafios da LAI 

Os avanços trazidos pela lei também ampliaram o uso dos dados públicos para além de jornalistas e pesquisadores, aproximando o cidadão do Estado. O episódio explora ainda a distinção entre transparência ativa, quando o governo divulga informações por iniciativa própria, e transparência passiva, quando o cidadão pede dados específicos e obtém as respostas dos órgãos públicos. 

Entre os obstáculos a serem vencidos, estão informações incompletas, linguagem excessivamente técnica, dificuldade de localizar dados e excesso de conteúdo espalhado em diferentes sistemas com baixa interoperabilidade. A transformação digital do acesso à informação é outro ponto em debate. Em 2026, a CGU relançou o Informa.BR – Plataforma de Transparência e Acesso à Informação, que facilita encontrar dados e informações nos principais canais de transparência do governo federal, como o Portal da Transparência, o Portal de Dados Abertos e os sites oficiais.l 

O videocast também aborda os desafios e potenciais do uso da inteligência artificial e a complementaridade  entre transparência e proteção de dados pessoais, especialmente após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Contribuição do Politeia com pesquisas e o Radar LAI

 A transparência pública é um dos temas de pesquisa transversais que o Politeia trabalha a partir de suas diferentes linhas de pesquisa, da Iniciação Científica (IC) às pesquisas de mestrado e doutorado. Dentre as contribuições das pesquisadoras e pesquisadores está a plataforma Radar LAI. 

Lançado em dezembro de 2025, durante reunião do Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC), o painel interativo foi desenvolvido pelo grupo de pesquisa Politeia, em parceria com a CGU, a Fiquem Sabendo e o Sebrae. 

O Radar LAI sistematizou trabalhos científicos sobre acesso à informação e transparência pública entre 2011 e 2024. Ao todo, o painel reúne 180 trabalhos acadêmicos e 75 relatórios técnicos, com análises sobre desafios institucionais, práticas, qualidade das informações, acessibilidade, colaboração federativa e inclusão de grupos vulnerabilizados. 

Para a professora Paula, o acesso à informação pública e a Lei de Acesso à Informação são conquistas da sociedade brasileira. “Conquistas construídas por muitas pessoas. Servidores públicos em diferentes órgãos e níveis de governo, cidadãos e integrantes de organizações da sociedade civil, jornalistas, pesquisadores de várias áreas do conhecimento e também políticos que valorizam a transparência e a cidadania. A transparência nos ajuda a melhorar os serviços públicos, a entender os problemas e buscar soluções viáveis, a exercer a cidadania e a controlar o uso do poder pelos agentes públicos. Por meio do acesso à informação e da transparência, cidadãos e agentes públicos podem dialogar e colaborar, para que o poder seja usado em favor dos cidadãos”, destaca. 

Já para Tânia Chioato, disponibilizar a informação não é suficiente se o cidadão não consegue encontrá-la, compreendê-la ou utilizá-la de maneira acessível e facilitada. A secretária-geral adjunta destaca que o TCU tem intensificado a agenda de participação cidadã e procura ampliar o envolvimento da sociedade no controle. O Tribunal mantém iniciativas próprias de transparência, com dados sobre pedidos de acesso, orçamento, contratos, licitações, pessoal e governança institucional, e regulamenta internamente a aplicação da LAI por meio da Resolução TCU 249/2012.  Outra iniciativa abordada no debate foi o Programa Nacional de Transparência Pública, PNTP, que envolve todo o sistema de controle e vários órgãos públicos, e tem produzido efeitos relevantes na transparência pública no Brasil.O videocast é apresentado pelos jornalistas e auditores do TCU Vanessa Amaral e Emerson Douglas.


Onde assistir

> YouTube do TCU aqui 

> Spotify aqui


Na Espanha, pesquisadoras e pesquisadores do Politeia participam do 13° Congresso Internacional GIGAPP 2026, com trabalhos sobre governança, transparência e Estado aberto 

Professora da Udesc Esag, Elaine Cristina de Oliveira Menezes, liderou a agenda internacional com colegas e alunos e alunas, totalizando dez dias de debates, artigos apresentados, encontros com autoridades e aprendizados teóricos para potencializar ensino, pesquisa e extensão na universidade 

Professora Elaine Cristina de Oliveira Menezes no Gigapp 2026, em Marid

Durante dez dias na Espanha, a professora da Udesc Esag e pesquisadora do Politeia, Elaine Cristina de Oliveira Menezes, encarou uma maratona de compromissos acadêmicos seguidos.  A agenda internacional incluiu apresentação presencial e híbrida de pesquisas com colegas, a participação em mesas de debates sobre os principais desafios da Administração Pública na atualidade, reuniões com parceiros e parceiras de pesquisas e aprendizado com cientistas referenciais nos temas que o grupo de pesquisa Politeia estuda e investiga. 

O primeiro evento foi o XIII Congresso Internacional da Asociación Iberoamericana para la Gobernanza y las Políticas Públicas, o GIGAPP 2026, é um dos principais espaços globais de reflexão, produção de conhecimento e socialização das técnicas sobre a administração pública, com foco em ações de pesquisa, temas e esforços científicos para o fortalecimento institucional e democrático na Ibero-América. 

Registro da sessão híbrida em que foi apresentado o trabalho sobre transparência das universidades publicas

Foram apresentados os seguintes trabalhos: 

  1. “Transparência em universidades públicas brasileiras: Uma Análise de Conteúdo da Produção Científica à Luz dos Marcos Legais (2008–2025), de autoria de Rodrigo Diego Piva, Dayane Dornelles e Elaine Cristina de Oliveira Menezes.
  1. “Governança nas contratações públicas municipais: análise dos regulamentos da Lei no 14.133/2021 em pequenos municípios da Grande Florianópolis”, de autoria de Leonardo Ulisses Moraes e Elaine Cristina de Oliveira Menezes; 
  1. “Estado aberto, parlamento aberto e controle aberto no Brasil: de que participação estamos falando?”, de Paula Chies Schommer. 
  1. “A democratização do acesso à justiça no Brasil por meio das Defensorias Públicas e suas Ouvidorias-Gerais Externas”, de autoria de Maria Aparecida Lucca Caovilla, professoras Karin da Udesc Esag Karin Vieira da Silva e Paula Chies Schommer e acadêmicos de Administração Pública, Davi da Rosa Pizzolatti e Caroline Fraga Leimann. 

Na bagagem acadêmica: inovação, parcerias e novidades para os projetos de pesquisa

Para a professora Elaine, a agenda internacional nestes congressos e nos bastidores trouxe inúmeras possibilidades de inovar em temas, objetos, conceitos e costurar cooperações globais em problemas de pesquisas. Foi ainda uma oportunidade de debater pautas em transição, projetos e futuros acadêmicos para alunas e alunos, discutir a internacionalização do Politeia e visibilizar, institucionalmente, o nome da Udesc, inclusive em conversas com figuras-chave dos temas como Clorinda Romo, responsável pela gestão de Programas da OGP Local (Program Officer for OGP Local), na Open Government Partnership (OGP).

Almoço de trabalho, em Madrid, Clorinda Romo, responsável pela gestão de Programas da OGP Local da OGP e a professora Elaine

“Nestes eventos estivemos em contato com temas e especialistas relacionados às áreas da transparência, accountability e governo aberto. Temas relevantes para a administração pública brasileira e também para inspirarmos inovações no campo da administração pública catarinense, na sala de aula, nas reuniões com nossos cientistas. Muitas das teses e dissertações do grupo de pesquisa Politeia se ancoram em temas que foram apresentados no Gigapp e no CIT. Dessa forma, poderemos trazer para Florianópolis novas lentes analíticas, novas propostas de pesquisa e  para pensarmos inovações em transparência, accountability e governo aberto em Santa Catarina”, declara a professora Elaine Cristina de Oliveira Menezes que já está de volta ao país, com a bagagem acadêmica renovada para partilhar com as turmas, colegas e grupos de pesquisa nos próximos dias.  

Professora Elaine com colegas e parceiras de pesquisas da UFBA e FGV, em Madrid

O Congresso de 2026 e repercussões atuais

Ao todo, foram cinco dias de atividades acadêmicas no Gigapp 2026, sendo 127 horas de programação, das quais mais de 100 horas foram destinadas a apresentações presenciais e 27 virtuais. Os trabalhos foram divididos em 36 grupos de trabalho temáticos, totalizando 54 sessões científicas no total: 41 presenciais e 13 virtuais, com a participação de cerca de 250 autores coautores. 

Entrada da Universidade de Alcalá de Henares

O tema deste ano foi voltado para a Administração Aberta, Gestão do Conhecimento e Inovação Pública. A edição de 2026 estruturou seus debates em grupos de trabalho, abordando problemáticas importantes para a agenda contemporânea: Transformação Digital e Inteligência Artificial, Resiliência Democrática e Desinformação e Governança Colaborativa e Gestão Local, apresentando trabalhos sobre inovação democrática, redes de cooperação e o fortalecimento do poder local e do desenvolvimento territorial.

As apresentações online foram realizadas nos dias 16, 17 e 23 de setembro, enquanto as sessões presenciais ocorreram nos dias 21 e 22. As sessões centrais aconteceram no histórico Colegio de San Ildefonso, sede da Reitoria da Universidade de Alcalá, em Alcalá de Henares, em Madrid.

Veja a programação e os trabalhos apresentados na lista definitiva das pesquisas, com autoras e autores: GIGAPP2026. 

Dentro da agenda internacional, integrantes do Politeia também participaram Congresso Internacional de Transparência e Governo Aberto, o CIT, na Galícia 

Congresso ocorreu na histórica Universidade de Santiago de Compostela

O segundo evento internacional com presença dos professores e pesquisadores da Udesc Esag e Politeia foi na Galícia, na Universidade de Santiago de Compostela, esta semana. Foi lá onde ocorreu o XI Congreso Internacional de Transparencia y Gobierno Abierto, na Facultad de Derecho de la Universidade de Santiago de Compostela , o CIT. No evento, por três dias, estiveram reunidos especialistas, instituições, governos e profissionais da administração para promover e buscar novas alternativas para a transparência, a integridade pública e a  democracia aberta.

“A coincidência de datas nos levou também a um evento sobre transparência e direito à informação na Galícia, onde estavam presentes professores que foram precursores da temática na Espanha. Além disso, o país está promovendo alterações em sua lei de acesso à informação em função da inteligência artificial, o que nos leva a acompanhar de perto essas transformações em curso no mundo”, conclui a professora Elaine. 

Colegas celebraram encontros, parcerias e olhares sobre as pesquisas apresentadas



Plano de Ação Estado Aberto SC avança com primeiros resultados apresentados durante reunião de trabalho na Udesc Esag 

Encontro permitiu debater as primeiras entregas e planejar os próximos passos acordados no documento

Ampliação das práticas de transparência, inovação em canais de comunicação e de prestação de contas e mais oportunidades de participação social e controle, tanto das instituições públicas como da sociedade. Estes foram alguns dos temas debatidos na última quinta-feira, 24, na Udesc Esag, durante reunião de trabalho sobre oPlano de Ação de Estado Aberto Santa Catarina 2026, construído em parceria entre integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário,  sociedade civil e academia, incluindo o grupo de pesquisa Politeia. 

A iniciativa é resultado da articulação entre instituições públicas, universidade e sociedade civil, orientada por princípios como transparência, participação cidadã, colaboração, prestação de contas, integridade e inovação pública, segundo as premissas da Open Government Partnership (OGP), a Parceria para Governo Aberto.

O encontro teve como objetivo avaliar o andamento da implementação dos compromissos assumidos pelo estado de Santa Catarina no Plano de Ação e compartilhar aprendizagens entre os responsáveis pelas ações, nos diferentes órgãos, e definir os próximos passos. Os responsáveis pela execução das ações em cada órgão participante apresentaram o andamento do que foi previsto em cada compromisso, as adaptações e aprendizagens e o que será feito até novembro deste ano. Em dezembro, conclui-se a implementação desta ciclo e se inicia a preparação para o próximo.


A reunião começou com a divulgação de que o Plano de Ação Estado Aberto de Santa Catarina 2026 está publicado no site (baixe o documento aqui) da Open Government Partnership (OGP). Em seguida, discutiu-se sobre  as possibilidades de monitoramento e avaliação do plano junto à própria organização, avaliação externa e sociedade civil. 

Plano já pode ser lido e baixado por qualquer pessoa aqui

Compromissos acordados no Plano em execução e acompanhamento

Entre os participantes, estiveram a Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, Diretoria de Tecnologia e Inovação (DTI) da Coordenadoria de Orçamento Estadual e da Secretaria Geral, integrantes da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), da Defensoria Pública do Estado (DPE-SC) e sua Ouvidoria-Geral Externa, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) e da Udesc Esag – grupo de pesquisa Politeia.

Segundo a professora e pesquisadora do Politeia, Paula Chies Schommer, o encontro permitiu alinhar as ações, conferir progressos e desafios e ainda partilhar novos conhecimentos e aprendizagens. 

“O encontro foi muito bom para acompanharmos a implementação de cada compromisso do Plano de Ação de Estado Aberto Santa Catarina 2026 e sobretudo para aprendermos uns com os outros. Temos pessoas experientes e dedicadas em projetos e ações por mais transparência, participação e colaboração na Alesc, no Tribunal de Justiça, na Defensoria Pública, na Secretaria do Planejamento do governo estadual, na OAB e na Udesc. São muitos os resultados já alcançados, algumas adaptações no caminho e muito por vir até o final deste ano e nos próximos planos de ação de Estado Aberto. Nesta tarde fiquei impressionada, mais uma vez, com o que é possível alcançar quando nos abrimos para dialogar, colaborar e aprender. Assim é possível melhorar a administração pública e a vida das pessoas”, comemorou a professora que é uma das representantes da Udesc no Plano de Ação de Estado Aberto Santa Catarina 2026 ao lado da colega Karin Vieira da Silva, coordenadora do projeto de extensão Estado Aberto (veja mais aqui).

Para os representantes da Escola do Legislativo (leia mais aqui), a proximidade com a Udesc Esag e com o Politeia propicia desenvolver pesquisas aplicadas com o propósito de promover a Educação Legislativa, fortalecer a articulação interinstitucional e viabilizar a coprodução de conhecimento entre o Poder Legislativo, universidade e os demais atores do Estado Aberto.

Abertura institucional é estimulada em projetos de pesquisa e debates do Politeia 

Um dos momentos decisivos para a elaboração do plano ocorreu em novembro de 2025, durante o evento promovido pelo Politeia, o Trilhas Equigov Justiça Aberta, em parceria com a Alesc e diversas instituições. O encontro resultou na criação de um grupo de trabalho interinstitucional responsável pela elaboração do primeiro Plano de Ação Estado Aberto SC 2026. 

Trilhas Equigov Justiça aberta, promovido pelo Politeia, em novembro de 2025, resultou em grupo de trabalho que oficializou o projeto.

Na ocasião, a Reitoria da Udesc indicou as professoras da Esag Karin Vieira da Silva e Paula Chies Schommer, institucionalmente, para integrar o grupo, representando a universidade no processo de construção do documento e no desenvolvimento das estratégias. 

O Plano de Ação Estado Aberto SC 2026

O documento elege quatro princípios de Estado Aberto para desenvolvimento conjunto: 1) Transparência, com ampliação do acesso público e proativo de dados governamentais; 2) Participação Social, com a criação de espaços de diálogo para que a sociedade colabore com a gestão; 3) Accountability, por meio da prestação de contas contínua, responsabilização e responsividade às demandas públicas e 4) Inovação e Tecnologia, que deve adotar novas ferramentas digitais diversificar métodos e processos para a interação com o cidadão. 

Equipes interinstitucionais vão manter agenda de entregas e acompanhamentos como este que ocorreu na Udesc Esag

NO EXECUTIVO – Entre os compromissos assumidos, no caso do Poder Executivo, as ações incluem soluções voltadas à qualificação da gestão pública e ao fortalecimento dos canais de diálogo com a população. O objetivo aqui é ampliar a divulgação de dados e informações de interesse público, em formatos acessíveis e de fácil compreensão. 

Segundo o documento, os compromissos do Executivo buscam “Qualificar a gestão por meio da aproximação ao cidadão ampliando canais de escuta, promovendo a interlocução com a sociedade civil para melhorar serviços públicos e compartilhando informações para regionalização do desenvolvimento”. São parte desse compromisso três projetos realizados pela Seplan: 1) a Conferência Estadual das Cidades de Santa Catarina, 2) o Avança SC e a 3) Melhoria Colaborativa de Serviços Públicos.

NO PARLAMENTO – No Legislativo Estadual, as prioridades envolvem a ampliação da participação social e da transparência orçamentária, incluindo a continuidade do programa Alesc Itinerante e o desenvolvimento do Portal de Emendas Parlamentares, para facilitar o acompanhamento dos recursos públicos. 

Os dois projetos fazem parte dos compromissos de abertura legislativa, com o objetivo de “Aproximar o Poder Legislativo Estadual da população por meio da atuação da Assembleia em diferentes regiões e da modernização digital do repasse de emendas parlamentares, fortalecendo a participação cidadã, a articulação com os municípios, a transparência e a eficiência na gestão pública”, conforme descrito no documento. 

NA JUSTIÇA – No sistema de Justiça, as ações priorizam a transparência ativa e novas formas de comunicação com a sociedade, por meio de ações como a consolidação de boletins informativos em Linguagem Simples e a criação de um Portal da Transparência unificado para facilitar o acesso da população às informações públicas. 

Foram cinco os compromissos assumidos: dois sob a responsabilidade do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), que tratam de Informação à Sociedade em Linguagem Simples e Unificação Portal da Transparência e Ranking e três sob a liderança da Defensoria Pública de Santa Catarina (DPE-SC), abordando eleição do Ouvidor-Geral por Movimentos Sociais e Linguagem Simples e Transparência, Conferências Regionais Itinerantes – Cidadania Ativa e Acesso à Justiça. Este último, realizado por meio da Ouvidoria-Geral Externa da Defensoria. A OAB-SC também participa do Plano com uma ação relativa à utilização da linguagem simples pelos advogados. 

Temática emergente em eventos locais na Udesc Esag e globais, na Espanha e México 

Outro destaque do encontro foi a participação de integrantes do Comitê Interinstitucional do Plano de Estado Aberto em eventos internacionais na Espanha e no México. Foi anunciado, também, que em novembro, na Udesc Esag, ocorre mais um evento do tema, como parte da Semana Global de Abertura Legislativa, Global Legislative Openness Week (GLOW), iniciativa em rede promovida pela Open Parliament e-Network (OPeN). 

CONVITE – Será nos dias 18 e 19 de novembro, quando ocorrerá o “Trilhas EquiGov – Parlamento Aberto: práticas e ideias em debate”, que também promove, em paralelo, a 1ª A Mostra Parlamento Aberto, um espaço dedicado ao compartilhamento sobre práticas de abertura institucional, transparência e ações de participação social nos parlamentos. 

A chamada para submissão de trabalhos, em diferentes formatos,já está no ar, por meio da página do evento, e será lançada, oficialmente, nos próximos dias. O evento convida interessados e interessadas para compartilhar experiências de câmaras municipais, assembleias legislativas, mandatos, casos de prefeituras, práticas de órgãos de controle, projetos do sistema de justiça, pesquisas de universidades e organizações da sociedade civil. 

Santa Catarina no mapa global das iniciativas de Estado Aberto 

No âmbito internacional, a agenda de Estado aberto é coordenada pela Open Government Partnership (OGP), organização internacional que reúne governos e sociedade civil fomentando ações para criar governos mais transparentes, responsáveis, eficientes e inclusivos. O Brasil é um dos países fundadores da OGP e já desenvolveu seis planos de ação nacionais de governo aberto. Mais detalhes sobre a trajetória brasileira no tema e cada Plano de Ação em https://www.gov.br/cgu/pt-br/governo-aberto 

O estado de Santa Catarina passou a integrar a OGP Local em 2020. Elaborou e executou seu 1o Plano de Ação de Governo Aberto entre 2020 e 2022. Entre 2023 e 2025, desenvolveu um projeto de Parlamento Aberto (veja aqui materiais produzidos ao longo da pesquisa). Em 2025, passou a construir um Plano de Estado Aberto, que foi lançado e está em execução em 2026.

Já a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), também parceira do tema, colabora com os países participantes com orientações e recomendações para apoiar estratégias de governo aberto no setor público, fortalecimento da democracia, confiança pública e maior inclusão das pessoas nos processos decisórios da gestão pública.

Pesquisadoras e pesquisadores do Politeia debatem investigações de graduação durante o 36ª Seminário de Iniciação Científica (SIC) da Udesc Esag  

Evento ofereceu variada programação voltada às metodologias, resultados e divulgação da produção científica da universidade, da graduação à pós-graduação, junto ao Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Administração e Socioeconômicas (V SPPG 2026)

Cientistas de iniciação científica do Politeia apresentaram pesquisas em curso sobre comunicação independente, injustiça ambiental e tecnologias sociais para mobilização comunitária

Depois de três dias de apresentação de trabalhos científicos, oficinas e debates, chegou ao fim, na última sexta-feira, 11, dois eventos de debates sobre pesquisas em curso e difusão e divulgação científica da Udesc Esag: o V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) e o 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC), encontros que incluíram a apresentação de resumos expandidos pelos estudantes  e mediação crítica de professores, professoras e convidados externos. 

Do grupo de pesquisa Politeia, na quinta-feira, 10, participaram da 36ª SIC e apresentaram trabalho científico os graduandos e graduandos de administração pública da Udesc Esag, Davi da Rosa Pizzolatti, Caroline Fraga Leimann e Maria Clara Borges Alegri, sob orientação da professora Paula Chies Schommer, acompanhados pela professora Karin Vieira da Silva, e Gustavo Schiphorst, coorientado pelo professor da Felipe César Marques. 


Temas e problemáticas dos trabalhos de IC apresentados 

Davi Pizzolatti apresentou a pesquisa “Justiça Climática e Tecnologias Sociais no Recife: a Comunidade Como Protagonista”.

RESUMO – No texto, o pesquisador em iniciação científica apresenta como a crise climática afeta diferentes grupos populacionais de maneira desigual e como grupos e organizações comunitárias desenvolvem tecnologias sociais para lidar com os desafios e construir soluções. 

Na  Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, o cenário é agravado pela localização no litoral e pela frequência de eventos extremos. Em áreas vulneráveis, como a bacia do Rio Beberibe, na qual a maioria da população é negra, problemas históricos de falta de moradia digna e infraestrutura precária (saneamento, mobilidade, segurança pública) deixam os moradores expostos aos efeitos de alagamentos, enchentes e desmoronamentos, configurando quadros de injustiça ambiental. 

Diante da falta de apoio público e dos riscos ambientais severos, diversas organizações e grupos comunitários de Recife e região têm desenvolvido tecnologias sociais – formas singulares de se organizar, comunicar, engajar, demandar ação e informação do poder público e de se proteger contra desastres. A partir desse tipo de iniciativa, grupos e coletivos resistem e combatem o racismo ambiental, além de conscientizar os moradores e fortalecer a resistência dos territórios. 


Caroline Fraga Leimann compartilhou a pesquisa “Meios de Comunicação para Mobilização Social: o caso do Coletivo Redes do Beberibe”.  

    RESUMO – A estudante contextualiza o fato de que a internet se consolidou como a principal ferramenta para conectar pessoas em rede. No Brasil, as conexões alcançam 88% da população. Hoje, estima-se que 70% dos brasileiros usam ativamente redes sociais como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. Nesse cenário, as plataformas digitais se tornaram o canal principal para a troca de informações, mobilização digital e a interação social por meio de plataformas de comunicação. 

    É dentro dessa dinâmica digital que atua o Redes do Beberibe, um coletivo de mídia independente do Recife, Pernambuco. O grupo adota a comunicação popular para visibilizar informações e demandas dos moradores da Bacia do Rio Beberibe, em pautas que denunciam moradia em risco, problemas ambientais e o descaso do poder público na região. A partir desta atuação, o estudo analisa a experiência do coletivo para compreender como as mídias independentes e a produção comunitária ajudam a promover engajamento em causas públicas e sociais hiperlocais. 


    A acadêmica Maria Clara Borges Alegri partilhou o trabalho “Ocupação Urbana, Infraestrutura e Injustiça Ambiental em Recife e Olinda”. 

      RESUMO – O trabalho apresenta dados sobre  a história da ocupação urbana e a infraestrutura na bacia do Rio Beberibe, em Recife e Olinda, sob a ótica da justiça ambiental. Embora o Rio tenha relevância histórica para Pernambuco, o crescimento urbano no seu entorno escancara desigualdades sociais: sem opções de moradia, famílias pobres e majoritariamente negras passaram a ocupar e residir em áreas de risco.

      A falta de planejamento urbano adequado expõe essas populações a desastres ambientais frequentes e evitáveis. O trabalho aponta que a omissão do poder público e a demora na aplicação de políticas sociais perpetuam o sofrimento de quem vive na beira do rio, ao mesmo tempo em que destaca a força das mobilizações comunitárias na busca por mudanças.


      O acadêmico Gustavo Schiphorst desenvolveu a pesquisa “Finanças Públicas Municipais: Uma Análise da Autonomia Fiscal das Capitais Brasileiras”.  

        RESUMO – Schiphorst e Marques partem do princípio que a autonomia financeira dos municípios é um dos pilares do modelo político brasileiro. É este sistema que confere às cidades o poder de arrecadar impostos próprios, a exemplo do IPTU, ISS e ITBI. No entanto, na prática, a maior parte do dinheiro arrecadado no país continua concentrada no governo federal. 

        Com isso, os repasses de recursos vindos da União e dos estados, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), tornaram-se a principal fonte de renda para o funcionamento e operação das cidades. Para entender o cenário, os pesquisadores analisaram até que ponto as 26 capitais do Brasil dependem dessas verbas externas para financiar serviços e obras públicas. A investigação científica acompanhou a evolução das finanças municipais ao longo de uma década, entre os anos de 2015 e 2024, para checar se essa dependência diminuiu ou aumentou com o passar do tempo.


        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        O SIC é a primeira experiência de muitos estudantes na construção do conhecimento acadêmico por meio de comunicações orais e apresentação de trabalhos científicos. A programação contou com a presença de avaliadores externos, medida que amplia a visibilidade dos trabalhos desenvolvidos na Udesc Esag e possibilita debates que contribuem para o aprimoramento das pesquisas. 

        “Foi muito interessante ter apresentado o trabalho pela primeira vez, sobretudo para avaliadores que nos dão feedback contributivo ali na hora, entre comentários, devolutivas e colaborações. Outra questão valiosa foi a oportunidade de integração que tivemos, já que nosso trio de pesquisa apresentou três recortes temáticos de pesquisa a partir de um objeto: justiça climática e tecnologia social, ocupação urbana e infraestrutura e comunicação”, sintetizou o pesquisador de IC e bolsista do Politeia, Davi da Rosa Pizzolatti. 

        Os estudos apresentados pelos estudantes são parte de pesquisas em curso no âmbito do curso de administração pública da Udesc Esag e do grupo de pesquisa Politeia. Cada estudante focalizou no evento um aspecto específico, conforme seu interesse e buscando contribuir para o conhecimento mais amplo sobre o tema, de diferentes perspectivas. 


        V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG)

        Integração acadêmica e divulgação da produção científica – O V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) da Udesc Esag encerrou sua programação na sexta-feira, 11, reunindo estudantes, professores e pesquisadores. O evento promoveu a integração e a visibilidade da produção acadêmica por meio de palestras, oficinas, debates e apresentações de trabalhos. Haverá publicação nos anais do evento, com possibilidade de fast track para revistas científicas. 

        Com o tema “Ciência para a Sociedade: pesquisas em Administração, Administração Pública e Economia”, a edição tratou de debater transformações institucionais, avanços tecnológicos e novas formas de governança. Como em outros anos, a proposta do encontro é promover a disseminação de conhecimento prático e teórico voltado à resolução dos desafios atuais das organizações e da comunidade.

        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        Apresentação dos resultados de pesquisas acadêmicas – O 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC) reúne alunos e professores dos cursos de Administração, Administração Pública e Ciências Econômicas para expor os resultados de seus projetos. O evento serve como vitrine para a produção científica da instituição, promovendo a troca de experiências entre bolsistas, orientadores e órgãos financiadores. 


        Ao lado de lideranças globais, em Paris, pesquisadora do Politeia apresenta práticas brasileiras em governança para contratações públicas sustentáveis

        Giselle (ao centro) apresentando pesquisa na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, na Franca, esta semana.

        A doutoranda do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo Politeia, Giselle Floriano Coelho, participou nesta segunda-feira, 8, como painelista  no “Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento”, realizado em Paris, na França. Giselle é também servidora pública e atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, vinculada à Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

        O evento ocorreu na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e reuniu representantes de diferentes países para apresentação de práticas e projetos na área de contratações públicas sustentáveis. Durante o fórum, Giselle apresentou o trabalho“Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou em portugues “Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil”.  

        No trabalho, a autora mostrou experiências e dados do cenário brasileiro em formato de policy brief, um modelo de produção científica produzido para subsidiar decisões de gestores públicos. Segundo ela, que já retornou ao Brasil, a participação no fórum permitiu acompanhar discussões internacionais sobre temas de ponta na área das compras públicas verdes, dialogar com lideranças de contratações públicas de outros países e submeter aspectos de pesquisa a contribuições de especialistas estrangeiros.

        O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido.

        O que foi debatido no fórum 

        Segundo a painelista, o fórum teve programação integralmente dedicada à temática das compras públicas, com pesquisadores e gestores de diferentes países e instituições de representação multilateral. Dentre elas, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimento (EIB) e do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD). 

        Pesquisadora e servidora pública, Giselle destacou que o principal ponto do Fórum foi estabelecer planejamento e políticas para médio e longo prazo na mitigação da crise climática e suas consequências a todos os povos e nações

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Para a doutoranda, a qualidade e relevância dos temas globais debatidos e as medidas estabelecidas como urgentes são um chamado para ação em rede, com financiamento e planejamento a médio e longo prazos para temas de agora, em múltiplas políticas para mitigação dos efeitos da crise climática. 

        “Foi um evento de muita maturidade e com profissionais extremamente experientes, destinado a compartilhar boas práticas sobre o que de melhor é feito em cada país e iniciativas. Discutimos problemas comuns para projetos de sustentabilidade não de curto prazo. O recado do evento é que os países é esse: abandonar a versão de curto prazo e entender que para promover a sustentabilidade precisamos ter um custo a ser partilhado. E é com toda sociedade, caso contrário viveremos problemas ainda mais sérios pela frente”, alertou Giselle. 

        Trabalhos serão publicados

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Após a apresentação, o trabalho recebeu a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão publicados pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

        Novas pontes e internacionalização na pesquisa e na gestão pública 
        Evento internacional permitiu estabelecer contatos com pesquisadoras que são referência no tema de Giselle aqui grupo Politeia

        Entre as vivências resultantes dos debates, trocas e conversas, a pesquisadora do Politeia destacou novas pontes e contatos para futuras colaborações na temática de compras públicas, em especial com a professora Ximena Lazo Vitoria, que coordena o grupo de Investigação de Compras Verdes na Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha, e a pesquisadora e professora, Sabrina Comotto, da Universidade Austral, da Argentina. 

        Segundo a professora e orientadora de Giselle, Paula Chies Schommer, a participação da doutoranda nesse Fórum traz boas perspectivas de diálogo e colaboração internacional com outras universidades, governos e instituições especialistas em temas  de pesquisa que interessam ao Politeia e ao Programa de Pós-Graduação da Udesc Esag, fortalecendo a pesquisa científica e sua conexão com a atuação da acadêmica como servidora pública. 

        “Com essa participação de caráter tanto profissional como científico, Giselle pôde apresentar e debater a pesquisa e sua experiência como servidora pública, já que atua na área da temática do fórum global, em um ministério brasileiro. Na França, a acadêmica esteve lado a lado com especialistas e gestores de vários países e s organizações globais, compartilhando avanços, desafios e aprendizagens que vem sendo construídas no Brasil na área de compras públicas sustentáveis. São novas conexões em rede que abrem e se formam, outras possibilidades de cooperação e melhorias em compras públicas sustentáveis, em várias partes do mundo. É pesquisa e prática como estimulamos aqui no doutorado profissional da Udesc Esag”, reforça Paula Schommer.  

        Giselle iniciou o doutorado no segundo semestre de 2025 para desenvolver sua tese sobre o uso do poder de compra estatal na promoção de impactos sociais, ambientais e econômicos sustentáveis, tendo como um dos focos a construção da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável. A Estratégia é liderada pelo Ministério da Gestão e Inovação do Governo Federal brasileiro, envolvendo diversos órgãos e níveis de governo e parceiros nos setores público, privado e na sociedade civil.