2ª edição do “Café Decolonial”, em disciplina da graduação na Udesc Esag, conecta identidades, territórios e cultura alimentar em uma mesa de aprendizagem 

Mais do que saciar a fome, comer é um ato carregado sentimentos, histórias, afetos e identidades que conectam as pessoas aos seus territórios. Foi com essa ideia que a Udesc Esag realizou, nesta quinta-feira (22), a 2ª edição do “Café Decolonial”, atividade da disciplina “Desenvolvimento Territorial Sustentável”, organizada pela professora Maria Letícia Xavier, pesquisadora do grupo Politeia, com apoio da Direção de Extensão (DEX/Esag) e do Programa de Extensão Assessorem. 

A alimentação, reforça a docente, é muito mais do que uma necessidade biológica: carrega signos e modos de vida de pertencimento, senso de comunidade e permite sociabilidades comunitárias. Segundo a docente, o objetivo pedagógico da atividade foi valorizar esse rico patrimônio alimentar como expressão e extensão da cultura e como recurso para o desenvolvimento e produção de memória dos territórios. 

Na prática, o convite pedia para que cada aluno e aluna participassem do momento de partilha com um prato afetivo que remetesse às origens territoriais, memórias da infância, tradições familiares e à experiência significativa de trajetória pessoal com aquele alimento-símbolo. “Mais do que compartilhar, a ideia foi estimular relações culturais e alimentares, sociais e territoriais”, sintetizou a docente. 

Ao todo, 23 alunos e alunas e trouxeram seus pratos, entre eles: 1) bolo de macaxeira, tradicional de Sergipe, região de origem da aluna Maria Isabel; 2) caldo-de-cana para representar a cultura sucro alcooleira do interior paulista, trazido pelo estudante Pedro Brossi, natural de Piracicaba e 3) até o chimarrão tão tradicional da cultura gaúcha. 

Não faltou também o clássico doce de brigadeiro, paçoca e os tradicionais refrigerantes regionais como Guaraná Pureza, Cini e Laranjinha da marca catarinense Água da Serra, fundada em Braço do Norte, em 1943.

No cardápio, o café, bebida tradicional nas casas brasileiras foi especial: para esta edição, a bebida foi preparada pelo paí da aluna Vitória, repetindo o gesto que ele realizada todo dia: passar o café no bule antes de todo mundo acordar. 

Completando os pratos, o salame remeteu à forte presença dos planteis de suíno do Sul de Santa Catarina e as cucas de banana e goiabada fizeram referência à presença germânica no estado.


Debate sobre segurança alimentar e nutricional

Para ampliar a reflexão, após o café, a turma também assistiu ao documentário Muito Além do Peso [veja aqui]. Em seguida, o grupo fez um debate sobre alimentação, consumo, indústria alimentar, desigualdades e os desafios para a construção de sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e justos. 

“Queremos que o Café Decolonial seja um espaço de encontro, diálogo e aprendizagem coletiva, no qual nossas experiências cotidianas se conectam às discussões sobre patrimônio alimentar e cultural, desenvolvimento territorial e segurança alimentar e nutricional. Pensar o desenvolvimento dos territórios também é reconhecer as histórias que cabem em um prato e os saberes que se compartilham ao redor de uma boa, farta e democrática mesa”, detalhou a professora da disciplina. 

Diversidade alimentar para reconhecer territórios

Para o aluno Michel Orival, a aula de sobre patrimônio alimentar surpreendeu. “Foi experiência maravilhosa. Aceitei a proposta da professora Maria Letícia de falar sobre o prato de oferenda que é dado a orixá Yemanjá divindade da umbanda. Foi muito bom compartilhar essa experiência criada pela nossa professora”, comentou o participante. 

Já para a acadêmica Sabrina Louise, a aula, os sabores e as trocas sociais durante o “Café Decolonial” proporcionaram conhecer um pouco da cultura dos colegas e ampliar repertórios, paladares e percepções cultuais. 

“Conheci meus amigos por meio da comida. Também pude compartilhar um pouco da minha história assim. Como nordestina, o cuscuz representa nossa identidade e herança familiar, além de ter um papel importante no sustento de muitas famílias. Poder compartilhar isso com a turma e ver tantas pessoas experimentando e gostando do cuscuz foi muito gratificante”. 

A arte gráfica do convite foi criada pelos acadêmicos Felipe Solonca e Amanda Garcia.

Até a próxima!

Novos vídeos do projeto “Diálogos sobre Guerreiro Ramos” trazem entrevista com Christian Lynch e as fundações do pensamento político brasileiro

Episódios com o pesquisador do IESP-UERJ, a convite do grupo de pesquisa Politeia e seus parceiros, estão disponíveis no canal do YouTube 

O projeto “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade” divulga, nesta sexta-feira, 23 de outubro, quatro novos vídeos da série de entrevistas, agora com participação do professor e pesquisador Christian Lynch, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). A sessão foi gravada em 2025 na Udesc Esag, a convite do grupo de pesquisa Politeia e seus parceiros no projeto, e já pode ser acessada no canal do projeto no YouTube, na playlist Diálogos sobre Guerreiro Ramos.

Nos vídeos, o pesquisador participa do projeto a partir de sua obra Fundações do pensamento político brasileiro: a construção intelectual do Estado no Brasil (Topbooks, 2024). A tese do livro é que o pensamento político brasileiro não é mera imitação do modelo europeu, mas uma formulação original e singular. Guerreiro Ramos é um dos pensadores que contribuíram para essa construção.

Os temas abordados em cada parte dessa série são:

  1. A construção de uma tradição do pensamento social e político brasileiro e a interpretação de Guerreiro Ramos, na qual Christian Lynch dialoga com o professor Ariston Azevedo, da UFRGS.
  2. O fio condutor que orienta o pensamento de Guerreiro Ramos, na qual o professor José Francisco Salm interroga Christian Lynch sobre essa conexão e orientação.
  3. Categorias da obra de Guerreiro Ramos como base de uma teoria social do Brasil, com Christian Lynch e o professor Sérgio Luís Boeira, da UFSC.
  4. Como as ideias de Guerreiro Ramos nos ajudam a pensar o Brasil de hoje? Pergunta que a professora Paula Schommer apresenta e Christian Lynch responde.

O projeto

As produções do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade abordam diferentes categorias de análise e suas aplicações à administração pública, com linguagem acessível, caráter formativo e pedagógico, além de produzir uma memória a respeito da obra e as influências do legado de Guerreiro Ramos na contemporaneidade. 

A iniciativa é resultado da colaboração entre três grupos de pesquisa: o Politeia – Coprodução do Bem Público, Accountability, Inovação e Sustentabilidade (Udesc Esag); Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD/UFSC); e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos (UFRGS). Mais detalhes sobre o projeto aqui.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e pela Udesc. 

Sessão Especial Pré-CLAG 

A divulgação dos novos vídeos se somam a outra ação do projeto neste mês: a Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”, na terça-feira, 27, das 14h30 às 17h30, no auditório da Udesc Esag. A atividade é gratuita, aberta ao público, sem necessidade inscrição. 

O painel antecede a programação do VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), que ocorre na Udesc Esag de 27 a 29 de outubro. Participam Ana Paula Paes de Paula (UFMG), Genauto França Filho (UFBA), Fernando Tenório (FGV EBAPE) e Ariston Azevedo (UFRGS), com mediação da professora Laís Silveira Santos (Udesc Esag). O professor Francisco Salgado Arteaga, da Universidad del Azuay (Equador), participa por vídeo.

“Diálogos sobre Guerreiro Ramos” entrevista Christian Lynch 

O quê: 4 novos vídeos do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos, com Christian Lynch
Quando: quinta-feira, 22 de outubro
Onde: canal do projeto no YouTube: [llink da playlist]
Mais informações sobre o projeto:https://www.udesc.br/esag/dialogosguerreiroramos

Sessão Especial Pré-CLAG

Quando: terça-feira, 27, das 14h30 às 17h30
Onde: auditório da Udesc Esag (campus Florianópolis), bairro Itacorubi
Acesso: livre e gratuito, sem necessidade de inscrição
Programação: https://www.udesc.br/esag/clag/programação

Sessão Especial Pré-CLAG “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública” é na próxima terça, 27

Evento gratuito e sem necessidade de inscrição, das 14h30 às 17h30, antecede a programação do VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), na Udesc Esag

Na próxima terça-feira, 27, a Udesc Esag sedia a Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”, que ocorre das 14h30 às 17h30, no auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Florianópolis. A atividade é gratuita, aberta ao público e não precisa inscrição. Saiba mais aqui, na página do evento. 

Promovido pelo grupo de pesquisa Politeia e parceiros acadêmicos de diversas universidades e grupos de pesquisa, o painel integra a programação de abertura do VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), que ocorre também na Udesc Esag, de 27 a 29 de outubro, com a participação de pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e de outros países lusófonos.

Acadêmicos de várias gerações e escolas debaterão a obra de Guerreiro Ramos


a) Programação da 1ª parte: painelistas, 14h30min às 16h

Ana Paula Paes de Paula (UFMG);


Genauto França Filho (UFBA);

Fernando Tenório (UFSC, UFT e UFFRJ);

Francisco Salgado Arteaga (Universidad del Azuay, Equador), convidado internacional, por vídeo;


Laís Silveira Santos, mediadora do painel (Udesc Esag)

b) Apresentação sobre o projeto e o significado desta sessão especial

Ariston Azevedo (UFRGS)

Paula Schommer (Udesc Esag e Politeia)

c) Programação da 2ª parte: comentários sobre Alberto Guerreiro Ramos e sua teorização, das 16h às 17h30min

Ariston Azevedo (UFRGS);

Coletivo Negro Guerreiro Ramos;


Elaine Cristina de Oliveira Menezes (Udesc Esag e pesquisadora do Politeia);

Francisco Gabriel Heidemann (Docente aposentado da Udesc e da UFSC, fundador dos grupos Politeia e Callipolis):


José Francisco Salm (Docente aposentado da Udesc e da UFSC, fundador do Politeia);

Karina Francine Marcelino (Egressa Udesc Esag, UniSENAI e Coletivo Negro Guerreiro Ramos);


Sergio Luis Boeira (UFSC/ORD);

Tânia Fischer (UFBA).


A contemporaneidade do pensamento de Guerreiro Ramos

A sessão reunirá especialistas para discutir a atualidade da obra do sociólogo Alberto Guerreiro Ramos diante dos desafios da administração pública, da gestão social, da economia solidária e da coprodução do bem público. O encontro é inédito e propõe uma reflexão sobre o momento atual da sociedade brasileira, seus desafios antigos e atuais. 

Para a professora e pesquisadora do Politeia, Paula Chies Schommer, da Udesc Esag, o evento ocupa lugar especial no percurso de pesquisas e debates do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na realidade (saiba mais aqui). “Guerreiro Ramos é um pensador que nos inspira e instiga. Suas ideias são fundamento de pesquisas, cursos e disciplinas de pós-graduação e graduação em administração pública na Udesc Esag e em diversas instituições”, afirma.

Mediadora do painel, a professora Laís Silveira Santos, da Udesc Esag, afirma que a sessão buscará relacionar as ideias de Guerreiro Ramos aos desafios atuais da gestão de e com pessoas nos países lusófonos. “Mais do que discutirmos as obras de Guerreiro, iremos refletir sobre seus desdobramentos nos dias de hoje”, declara.

Projeto e parcerias ampliam impacto das teorias do autor

A sessão integra o projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade, idealizado pelo professor José Francisco Salm. A iniciativa resulta de parceria entre os grupos de pesquisa Politeia (Udesc Esag), Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (ORD/UFSC) e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos (UFRGS). O projeto promove a divulgação científica das ideias do sociólogo por meio de uma série temática de vídeos no YouTube. 

O projeto conta com financiamento da Fapesc e da Udesc, por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (PAP). A sessão especial pré-Clag também tem o apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (Prapeg) da Udesc Esag e do Coletivo Negro Guerreiro Ramos.

VIII CLAG: congresso terá dez eixos temáticos em três dias 

Com foco nos desafios contemporâneos do setor público no espaço lusófono, o congresso ocorre de 27 a 29 de outubro de 2026, no campus da Udesc Esag, no bairro Itacorubi (baixe a programação completa aqui). A conferência de abertura será na noite do dia 27, logo após a sessão especial sobre Guerreiro Ramos, com a professora Maria Alexandra Cunha (FGV EAESP) e a presença dos professores Ricardo Ramos Pinto (ISCSP), Leonardo Secchi (diretor-geral da Esag) e da professora Ivoneti da Silva Ramos, presidenta da comissão organizadora e professora Elaine Menezes, presidenta da comissão científica do VIII GLAG. 

O congresso terá mesas e apresentações de trabalhos em dez eixos temáticos: liderança e gestão de pessoas; governança e reformas das instituições do Estado; inovação, tecnologia e inteligência artificial; desafios da governança e finanças públicas; accountability, coprodução e transparência; desafios do desenvolvimento sustentável; processos colaborativos e novos arranjos organizacionais e institucionais; políticas públicas; Estado, administração pública e direito; e temas emergentes.

Agende-se!

Evento: Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”
Data e horário: terça-feira, 27 de outubro, das 14h30 às 17h30
Local: auditório da Udesc Esag (campus Florianópolis), bairro Itacorubi
Acesso: livre e gratuito, sem necessidade de inscrição
Programação completa: página oficial do evento aqui



Pesquisadoras e pesquisadores do Politeia debatem investigações de graduação durante o 36ª Seminário de Iniciação Científica (SIC) da Udesc Esag  

Evento ofereceu variada programação voltada às metodologias, resultados e divulgação da produção científica da universidade, da graduação à pós-graduação, junto ao Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Administração e Socioeconômicas (V SPPG 2026)

Cientistas de iniciação científica do Politeia apresentaram pesquisas em curso sobre comunicação independente, injustiça ambiental e tecnologias sociais para mobilização comunitária

Depois de três dias de apresentação de trabalhos científicos, oficinas e debates, chegou ao fim, na última sexta-feira, 11, dois eventos de debates sobre pesquisas em curso e difusão e divulgação científica da Udesc Esag: o V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) e o 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC), encontros que incluíram a apresentação de resumos expandidos pelos estudantes  e mediação crítica de professores, professoras e convidados externos. 

Do grupo de pesquisa Politeia, na quinta-feira, 10, participaram da 36ª SIC e apresentaram trabalho científico os graduandos e graduandos de administração pública da Udesc Esag, Davi da Rosa Pizzolatti, Caroline Fraga Leimann e Maria Clara Borges Alegri, sob orientação da professora Paula Chies Schommer, acompanhados pela professora Karin Vieira da Silva, e Gustavo Schiphorst, coorientado pelo professor da Felipe César Marques. 


Temas e problemáticas dos trabalhos de IC apresentados 

Davi Pizzolatti apresentou a pesquisa “Justiça Climática e Tecnologias Sociais no Recife: a Comunidade Como Protagonista”.

RESUMO – No texto, o pesquisador em iniciação científica apresenta como a crise climática afeta diferentes grupos populacionais de maneira desigual e como grupos e organizações comunitárias desenvolvem tecnologias sociais para lidar com os desafios e construir soluções. 

Na  Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, o cenário é agravado pela localização no litoral e pela frequência de eventos extremos. Em áreas vulneráveis, como a bacia do Rio Beberibe, na qual a maioria da população é negra, problemas históricos de falta de moradia digna e infraestrutura precária (saneamento, mobilidade, segurança pública) deixam os moradores expostos aos efeitos de alagamentos, enchentes e desmoronamentos, configurando quadros de injustiça ambiental. 

Diante da falta de apoio público e dos riscos ambientais severos, diversas organizações e grupos comunitários de Recife e região têm desenvolvido tecnologias sociais – formas singulares de se organizar, comunicar, engajar, demandar ação e informação do poder público e de se proteger contra desastres. A partir desse tipo de iniciativa, grupos e coletivos resistem e combatem o racismo ambiental, além de conscientizar os moradores e fortalecer a resistência dos territórios. 


Caroline Fraga Leimann compartilhou a pesquisa “Meios de Comunicação para Mobilização Social: o caso do Coletivo Redes do Beberibe”.  

    RESUMO – A estudante contextualiza o fato de que a internet se consolidou como a principal ferramenta para conectar pessoas em rede. No Brasil, as conexões alcançam 88% da população. Hoje, estima-se que 70% dos brasileiros usam ativamente redes sociais como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. Nesse cenário, as plataformas digitais se tornaram o canal principal para a troca de informações, mobilização digital e a interação social por meio de plataformas de comunicação. 

    É dentro dessa dinâmica digital que atua o Redes do Beberibe, um coletivo de mídia independente do Recife, Pernambuco. O grupo adota a comunicação popular para visibilizar informações e demandas dos moradores da Bacia do Rio Beberibe, em pautas que denunciam moradia em risco, problemas ambientais e o descaso do poder público na região. A partir desta atuação, o estudo analisa a experiência do coletivo para compreender como as mídias independentes e a produção comunitária ajudam a promover engajamento em causas públicas e sociais hiperlocais. 


    A acadêmica Maria Clara Borges Alegri partilhou o trabalho “Ocupação Urbana, Infraestrutura e Injustiça Ambiental em Recife e Olinda”. 

      RESUMO – O trabalho apresenta dados sobre  a história da ocupação urbana e a infraestrutura na bacia do Rio Beberibe, em Recife e Olinda, sob a ótica da justiça ambiental. Embora o Rio tenha relevância histórica para Pernambuco, o crescimento urbano no seu entorno escancara desigualdades sociais: sem opções de moradia, famílias pobres e majoritariamente negras passaram a ocupar e residir em áreas de risco.

      A falta de planejamento urbano adequado expõe essas populações a desastres ambientais frequentes e evitáveis. O trabalho aponta que a omissão do poder público e a demora na aplicação de políticas sociais perpetuam o sofrimento de quem vive na beira do rio, ao mesmo tempo em que destaca a força das mobilizações comunitárias na busca por mudanças.


      O acadêmico Gustavo Schiphorst desenvolveu a pesquisa “Finanças Públicas Municipais: Uma Análise da Autonomia Fiscal das Capitais Brasileiras”.  

        RESUMO – Schiphorst e Marques partem do princípio que a autonomia financeira dos municípios é um dos pilares do modelo político brasileiro. É este sistema que confere às cidades o poder de arrecadar impostos próprios, a exemplo do IPTU, ISS e ITBI. No entanto, na prática, a maior parte do dinheiro arrecadado no país continua concentrada no governo federal. 

        Com isso, os repasses de recursos vindos da União e dos estados, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), tornaram-se a principal fonte de renda para o funcionamento e operação das cidades. Para entender o cenário, os pesquisadores analisaram até que ponto as 26 capitais do Brasil dependem dessas verbas externas para financiar serviços e obras públicas. A investigação científica acompanhou a evolução das finanças municipais ao longo de uma década, entre os anos de 2015 e 2024, para checar se essa dependência diminuiu ou aumentou com o passar do tempo.


        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        O SIC é a primeira experiência de muitos estudantes na construção do conhecimento acadêmico por meio de comunicações orais e apresentação de trabalhos científicos. A programação contou com a presença de avaliadores externos, medida que amplia a visibilidade dos trabalhos desenvolvidos na Udesc Esag e possibilita debates que contribuem para o aprimoramento das pesquisas. 

        “Foi muito interessante ter apresentado o trabalho pela primeira vez, sobretudo para avaliadores que nos dão feedback contributivo ali na hora, entre comentários, devolutivas e colaborações. Outra questão valiosa foi a oportunidade de integração que tivemos, já que nosso trio de pesquisa apresentou três recortes temáticos de pesquisa a partir de um objeto: justiça climática e tecnologia social, ocupação urbana e infraestrutura e comunicação”, sintetizou o pesquisador de IC e bolsista do Politeia, Davi da Rosa Pizzolatti. 

        Os estudos apresentados pelos estudantes são parte de pesquisas em curso no âmbito do curso de administração pública da Udesc Esag e do grupo de pesquisa Politeia. Cada estudante focalizou no evento um aspecto específico, conforme seu interesse e buscando contribuir para o conhecimento mais amplo sobre o tema, de diferentes perspectivas. 


        V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG)

        Integração acadêmica e divulgação da produção científica – O V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) da Udesc Esag encerrou sua programação na sexta-feira, 11, reunindo estudantes, professores e pesquisadores. O evento promoveu a integração e a visibilidade da produção acadêmica por meio de palestras, oficinas, debates e apresentações de trabalhos. Haverá publicação nos anais do evento, com possibilidade de fast track para revistas científicas. 

        Com o tema “Ciência para a Sociedade: pesquisas em Administração, Administração Pública e Economia”, a edição tratou de debater transformações institucionais, avanços tecnológicos e novas formas de governança. Como em outros anos, a proposta do encontro é promover a disseminação de conhecimento prático e teórico voltado à resolução dos desafios atuais das organizações e da comunidade.

        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        Apresentação dos resultados de pesquisas acadêmicas – O 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC) reúne alunos e professores dos cursos de Administração, Administração Pública e Ciências Econômicas para expor os resultados de seus projetos. O evento serve como vitrine para a produção científica da instituição, promovendo a troca de experiências entre bolsistas, orientadores e órgãos financiadores. 


        Ao lado de lideranças globais, em Paris, pesquisadora do Politeia apresenta práticas brasileiras em governança para contratações públicas sustentáveis

        Giselle (ao centro) apresentando pesquisa na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, na Franca, esta semana.

        A doutoranda do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo Politeia, Giselle Floriano Coelho, participou nesta segunda-feira, 8, como painelista  no “Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento”, realizado em Paris, na França. Giselle é também servidora pública e atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, vinculada à Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

        O evento ocorreu na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e reuniu representantes de diferentes países para apresentação de práticas e projetos na área de contratações públicas sustentáveis. Durante o fórum, Giselle apresentou o trabalho“Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou em portugues “Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil”.  

        No trabalho, a autora mostrou experiências e dados do cenário brasileiro em formato de policy brief, um modelo de produção científica produzido para subsidiar decisões de gestores públicos. Segundo ela, que já retornou ao Brasil, a participação no fórum permitiu acompanhar discussões internacionais sobre temas de ponta na área das compras públicas verdes, dialogar com lideranças de contratações públicas de outros países e submeter aspectos de pesquisa a contribuições de especialistas estrangeiros.

        O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido.

        O que foi debatido no fórum 

        Segundo a painelista, o fórum teve programação integralmente dedicada à temática das compras públicas, com pesquisadores e gestores de diferentes países e instituições de representação multilateral. Dentre elas, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimento (EIB) e do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD). 

        Pesquisadora e servidora pública, Giselle destacou que o principal ponto do Fórum foi estabelecer planejamento e políticas para médio e longo prazo na mitigação da crise climática e suas consequências a todos os povos e nações

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Para a doutoranda, a qualidade e relevância dos temas globais debatidos e as medidas estabelecidas como urgentes são um chamado para ação em rede, com financiamento e planejamento a médio e longo prazos para temas de agora, em múltiplas políticas para mitigação dos efeitos da crise climática. 

        “Foi um evento de muita maturidade e com profissionais extremamente experientes, destinado a compartilhar boas práticas sobre o que de melhor é feito em cada país e iniciativas. Discutimos problemas comuns para projetos de sustentabilidade não de curto prazo. O recado do evento é que os países é esse: abandonar a versão de curto prazo e entender que para promover a sustentabilidade precisamos ter um custo a ser partilhado. E é com toda sociedade, caso contrário viveremos problemas ainda mais sérios pela frente”, alertou Giselle. 

        Trabalhos serão publicados

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Após a apresentação, o trabalho recebeu a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão publicados pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

        Novas pontes e internacionalização na pesquisa e na gestão pública 
        Evento internacional permitiu estabelecer contatos com pesquisadoras que são referência no tema de Giselle aqui grupo Politeia

        Entre as vivências resultantes dos debates, trocas e conversas, a pesquisadora do Politeia destacou novas pontes e contatos para futuras colaborações na temática de compras públicas, em especial com a professora Ximena Lazo Vitoria, que coordena o grupo de Investigação de Compras Verdes na Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha, e a pesquisadora e professora, Sabrina Comotto, da Universidade Austral, da Argentina. 

        Segundo a professora e orientadora de Giselle, Paula Chies Schommer, a participação da doutoranda nesse Fórum traz boas perspectivas de diálogo e colaboração internacional com outras universidades, governos e instituições especialistas em temas  de pesquisa que interessam ao Politeia e ao Programa de Pós-Graduação da Udesc Esag, fortalecendo a pesquisa científica e sua conexão com a atuação da acadêmica como servidora pública. 

        “Com essa participação de caráter tanto profissional como científico, Giselle pôde apresentar e debater a pesquisa e sua experiência como servidora pública, já que atua na área da temática do fórum global, em um ministério brasileiro. Na França, a acadêmica esteve lado a lado com especialistas e gestores de vários países e s organizações globais, compartilhando avanços, desafios e aprendizagens que vem sendo construídas no Brasil na área de compras públicas sustentáveis. São novas conexões em rede que abrem e se formam, outras possibilidades de cooperação e melhorias em compras públicas sustentáveis, em várias partes do mundo. É pesquisa e prática como estimulamos aqui no doutorado profissional da Udesc Esag”, reforça Paula Schommer.  

        Giselle iniciou o doutorado no segundo semestre de 2025 para desenvolver sua tese sobre o uso do poder de compra estatal na promoção de impactos sociais, ambientais e econômicos sustentáveis, tendo como um dos focos a construção da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável. A Estratégia é liderada pelo Ministério da Gestão e Inovação do Governo Federal brasileiro, envolvendo diversos órgãos e níveis de governo e parceiros nos setores público, privado e na sociedade civil.

        Sessão Especial Pré-CLAG, em outubro na Udesc, destaca a obra de Guerreiro Ramos e as pessoas no contexto da administração pública

        O auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas, Esag, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) será palco, no dia 27 de outubro, da Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”. 

        O evento, gratuito e aberto ao público, será das 14h30 às 17h30, como atividade pré VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), que ocorre na Udesc Esag de 27 a 29 de outubro (confira a programação), com a presença de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e de outros países lusófonos.

        O painel integra o projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade, que tem o objetivo de promover o diálogo sobre conceitos e categorias da obra de Alberto Guerreiro Ramos que servem de base para a ação na atualidade. O projeto, idealizado pelo Professor José Francisco Salm, é resultado de uma parceria entre os grupos de pesquisa Politeia, da Udesc Esag, Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento, ORD, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

        A iniciativa promove difusão e divulgação científica das ideias de Guerreiro Ramos por meio da Série Temática de Vídeos no YouTube. Conta com financiamento da Fapesc e da Udesc, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa, PAP.  A sessão especial Pré-CLAG conta, também, com o apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (PRAPEG) da Udesc Esag e o Coletivo Negro Guerreiro Ramos. 

        Ideias de Guerreiro Ramos em debate 

        O evento reunirá diversos pesquisadores para discutir a contemporaneidade do pensamento de Guerreiro Ramos para os desafios da administração pública atual, da gestão social, da economia solidária e da coprodução do bem público. Trata-se de um encontro inédito que debate o atual momento da sociedade brasileira e os seus desafios, antigos e novos.

        Para a professora Paula Chies Schommer, da Udesc Esag, o encontro será um momento especial dentro de um percurso de pesquisas e debates que vêm ocorrendo no projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos, realizado pelo grupo Politeia e parceiros pesquisadores da UFRGS e UFSC. 

        “Guerreiro Ramos é um pensador que nos inspira e instiga. Suas ideias são fundamento de pesquisas, cursos e disciplinas de pós-graduação e graduação em administração pública na Udesc Esag e em diversas instituições e disciplinas. Será uma honra para nós sediarmos esse debate, reunindo em Florianópolis colegas de várias partes, dedicados a compreender e desenvolver ideias e categorias de análise desse grande intelectual e cientista brasileiro, o qual segue iluminando nossas reflexões e ações diante dos desafios da atualidade”, comenta Paula.  

        O professor Ariston Azevedo, da UFRGS, também envolvido no projeto e na organização da sessão especial, está animado com a realização do encontro. 

        “Estou com excelentes expectativas – e até um pouco ansioso, confesso – quanto à realização desse Painel. Dele participarão alguns dos pesquisadores mais reconhecidos quando o assunto são as ideias de Guerreiro Ramos. Será uma oportunidade ímpar de ouvi-los, pois, desde 2015, quando comemoramos, em um evento no Rio de Janeiro, o centenário de nascimento daquele sociólogo, Ana Paula Paes, Genauto França, Fernando Tenório e Francisco Salgado não se reúnem para abordar a influência de Guerreiro Ramos em suas trajetórias acadêmicas e em suas construções teóricas. Será imperdível”, declara o pesquisador e colaborador do projeto. 

        Mediadora do painel, a professora da Udesc Esag, Laís Silveira Santos, a Sessão Especial Pré-CLAG será um momento especial para reunir pesquisadores, estudantes, praticantes e gestores para discutir as pessoas, no contexto da administração pública, sob a lente da obra de Alberto Guerreiro Ramos. 

        “Vamos aproveitar a presença de um público qualificado e comprometido em discutir e melhorar o contexto nas pessoas na Administração Pública para realizar uma Sessão Especial ‘Diálogos sobre Guerreiro Ramos’, unindo as teorias e aplicações dos ensinamentos de Guerreiro ao evento internacional “Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública”. Mais do que discutirmos as obras de Guerreiros, iremos refletir sobre seus desdobramentos nos dias de hoje e como podemos, por meio das pessoas e das práticas de gestão de e com pessoas, lidar com os desafios que a sociedade e as organizações impõem nos países lusófonos. Acredito que será um painel muito rico e sairemos com ainda mais inquietações”, convida Laís. 

        Painelistas da Sessão Especial

        Ana Paula Paes de Paula (UFMG) I Professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem produção acadêmica voltada à teoria das organizações, gestão social e abordagens críticas na administração pública, fundamentadas também no referencial epistemológico de Guerreiro Ramos. Conheça mais sobre a convidada aqui. 

        Genauto França Filho (UFBA) I Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pesquisador especialista em economia solidária, gestão social e desenvolvimento territorial, mobilizando categorias analíticas de Guerreiro Ramos para o exame de enclaves socioeconômicos periféricos. Leia sobre a produção do convidado aqui. 

        Fernando Tenório (FGV EBAPE) – Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE). É um dos principais precursores do debate sobre cidadania deliberativa e gestão social no Brasil, com extensa trajetória dedicada à releitura crítica e à difusão da sociologia e da obra de Guerreiro Ramos. Conheça mais sobre o convidado aqui. 

        Mediadora I Laís Silveira Santos (Udesc Esag) I Professora do Departamento de Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do Grupo Politeia. Atua na coordenação de frentes de pesquisa do grupo aplicadas ao contexto governamental catarinense. Conheça o trabalho e a trajetória aqui. 

        Ariston Azevêdo – Professor Titular da Escola de Administração da UFRGS. Graduado em Engenharia Mecânica e doutor em Sociologia Política pela UFSC, destaca-se como um dos principais especialistas da obra de Alberto Guerreiro Ramos. O convidado investiga temas como o Pensamento Social Brasileiro, Filosofia da Administração, Ética e Teoria das Organizações. Conheça a produção e ideias do convidado aqui. 

        Coletivo Negro Guerreiro Ramos – Fundado em 2022, o Coletivo Negro Guerreiro Ramos é uma iniciativa de luta e articulação de estudantes da Udesc Esag. Oferece um espaço de diálogo, reflexão, desenvolvimento educacional e acolhimento dos discentes da universidade e da comunidade em geral, especialmente dos estudantes pretos e pardos. Leia mais aqui. 

        CONVIDADO INTERNACIONAL (participação em vídeo) – Francisco Salgado Arteaga I Professor, reitor e pesquisador da Universidade de Azuay, no Equador. Ele vai apresentar suas conexões teóricas, o pensamento andino (Sumaq Kawsay) e as possibilidades de cocriação teórica com a redução sociológica de Guerreiro Ramos. Leia mais sobre ele neste link. 


        AGENDE-SE 

        O quê: Sessão Especial Pré-CLAG “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública” 

        Acesso: livre e gratuito, sem necessidade de inscrição 

        Quando: terça-feira, 27 de outubro, das 14h30 às 17h30min

        Onde: Auditório da Udesc Esag (campus Florianópolis) – bairro Itacorubi

        Informações: https://www.udesc.br/esag/clag/programa%C3%A7%C3%A3o  

        Pesquisadora do Politeia vai a Paris apresentar pesquisa sobre governança em contratações públicas sustentáveis

        Aluna da turma 2025.2 do Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag, Giselle Floriano Coelho, estará no evento na próxima terça, dia 8

        Participar de discussões globais sobre temas emergentes, aprender com lideranças de outras nações e abrir questões de sua pesquisa para receber contribuições internacionais. Estas são algumas das finalidades que a doutoranda da Udesc Esag e pesquisadora do Politeia, Giselle Floriano Coelho, pretende alcançar durante sua participação em fórum de líderes, na França, na próxima semana.  

        Giselle também é servidora pública. Atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos

        Aluna do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo de pesquisa Politeia, Giselle participará do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, em Paris, dia 8. 

        Ela apresentará um policy brief, trabalho científico pautado por urgências cotidianas de tomadores/as de decisão. A pesquisadora também é servidora pública e Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

        No encontro que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, Giselle apresentará o artigo intitulado “Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou“Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil (ENCP)”. O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido. 

        Para a doutoranda e pesquisadora do Politeia, essa oportunidade articula teoria e prática e projeta no mundo os avanços e desafios brasileiros.

        “Participar desse fórum representa a oportunidade de colocar a experiência brasileira lado a lado com a de outros países que também aplicam o uso do poder de compra estatal em prol do desenvolvimento sustentável; ainda, vou levar as perguntas que me movem como pesquisadora e volto com isso direto para a minha tese, que discute justamente essa temática em um sistema tão complexo quanto o das contratações públicas do Brasil”, declara Giselle. 

        Temas globais em debate 

        Na mesa temática, Giselle terá a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Carta-convite do evento que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris

        Após a apresentação, o trabalho receberá a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão encaminhados para publicação pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

        Para a orientadora de Giselle, professora Paula Chies Schommer, a experiência internacional, multicultural e contributiva vai ampliar o horizonte do tema de pesquisa e fortalecer a atuação  da acadêmica no seu  trabalho como servidora pública. 

        “A participação da doutoranda e servidora Giselle nesse evento, apresentando e debatendo seu trabalho com especialistas e gestores de várias organizações e países, é uma oportunidade incrível de conexão para o aprimoramento da gestão pública e das compras públicas sustentáveis. Essa proximidade entre pesquisa e prática está na essência da proposta do doutorado profissional da Udesc Esag”. 

        Giselle ingressou no doutorado em 2025.2. Sua tese se concentra do uso do poder de compra estatal para promover impactos sociais, ambientais e econômicos, sobretudo na experiência da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável.

        Quem participa

        A programação do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento conta com a participação de representantes de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Banco Europeu de Investimento (EIB) e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD).