Pesquisadoras e pesquisadores do Politeia debatem investigações de graduação durante o 36ª Seminário de Iniciação Científica (SIC) da Udesc Esag  

Evento ofereceu variada programação voltada às metodologias, resultados e divulgação da produção científica da universidade, da graduação à pós-graduação, junto ao Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Administração e Socioeconômicas (V SPPG 2026)

Cientistas de iniciação científica do Politeia apresentaram pesquisas em curso sobre comunicação independente, injustiça ambiental e tecnologias sociais para mobilização comunitária

Depois de três dias de apresentação de trabalhos científicos, oficinas e debates, chegou ao fim, na última sexta-feira, 11, dois eventos de debates sobre pesquisas em curso e difusão e divulgação científica da Udesc Esag: o V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) e o 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC), encontros que incluíram a apresentação de resumos expandidos pelos estudantes  e mediação crítica de professores, professoras e convidados externos. 

Do grupo de pesquisa Politeia, na quinta-feira, 10, participaram da 36ª SIC e apresentaram trabalho científico os graduandos e graduandos de administração pública da Udesc Esag, Davi da Rosa Pizzolatti, Caroline Fraga Leimann e Maria Clara Borges Alegri, sob orientação da professora Paula Chies Schommer, acompanhados pela professora Karin Vieira da Silva, e Gustavo Schiphorst, coorientado pelo professor da Felipe César Marques. 


Temas e problemáticas dos trabalhos de IC apresentados 

Davi Pizzolatti apresentou a pesquisa “Justiça Climática e Tecnologias Sociais no Recife: a Comunidade Como Protagonista”.

RESUMO – No texto, o pesquisador em iniciação científica apresenta como a crise climática afeta diferentes grupos populacionais de maneira desigual e como grupos e organizações comunitárias desenvolvem tecnologias sociais para lidar com os desafios e construir soluções. 

Na  Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco, o cenário é agravado pela localização no litoral e pela frequência de eventos extremos. Em áreas vulneráveis, como a bacia do Rio Beberibe, na qual a maioria da população é negra, problemas históricos de falta de moradia digna e infraestrutura precária (saneamento, mobilidade, segurança pública) deixam os moradores expostos aos efeitos de alagamentos, enchentes e desmoronamentos, configurando quadros de injustiça ambiental. 

Diante da falta de apoio público e dos riscos ambientais severos, diversas organizações e grupos comunitários de Recife e região têm desenvolvido tecnologias sociais – formas singulares de se organizar, comunicar, engajar, demandar ação e informação do poder público e de se proteger contra desastres. A partir desse tipo de iniciativa, grupos e coletivos resistem e combatem o racismo ambiental, além de conscientizar os moradores e fortalecer a resistência dos territórios. 


Caroline Fraga Leimann compartilhou a pesquisa “Meios de Comunicação para Mobilização Social: o caso do Coletivo Redes do Beberibe”.  

    RESUMO – A estudante contextualiza o fato de que a internet se consolidou como a principal ferramenta para conectar pessoas em rede. No Brasil, as conexões alcançam 88% da população. Hoje, estima-se que 70% dos brasileiros usam ativamente redes sociais como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e LinkedIn. Nesse cenário, as plataformas digitais se tornaram o canal principal para a troca de informações, mobilização digital e a interação social por meio de plataformas de comunicação. 

    É dentro dessa dinâmica digital que atua o Redes do Beberibe, um coletivo de mídia independente do Recife, Pernambuco. O grupo adota a comunicação popular para visibilizar informações e demandas dos moradores da Bacia do Rio Beberibe, em pautas que denunciam moradia em risco, problemas ambientais e o descaso do poder público na região. A partir desta atuação, o estudo analisa a experiência do coletivo para compreender como as mídias independentes e a produção comunitária ajudam a promover engajamento em causas públicas e sociais hiperlocais. 


    A acadêmica Maria Clara Borges Alegri partilhou o trabalho “Ocupação Urbana, Infraestrutura e Injustiça Ambiental em Recife e Olinda”. 

      RESUMO – O trabalho apresenta dados sobre  a história da ocupação urbana e a infraestrutura na bacia do Rio Beberibe, em Recife e Olinda, sob a ótica da justiça ambiental. Embora o Rio tenha relevância histórica para Pernambuco, o crescimento urbano no seu entorno escancara desigualdades sociais: sem opções de moradia, famílias pobres e majoritariamente negras passaram a ocupar e residir em áreas de risco.

      A falta de planejamento urbano adequado expõe essas populações a desastres ambientais frequentes e evitáveis. O trabalho aponta que a omissão do poder público e a demora na aplicação de políticas sociais perpetuam o sofrimento de quem vive na beira do rio, ao mesmo tempo em que destaca a força das mobilizações comunitárias na busca por mudanças.


      O acadêmico Gustavo Schiphorst desenvolveu a pesquisa “Finanças Públicas Municipais: Uma Análise da Autonomia Fiscal das Capitais Brasileiras”.  

        RESUMO – Schiphorst e Marques partem do princípio que a autonomia financeira dos municípios é um dos pilares do modelo político brasileiro. É este sistema que confere às cidades o poder de arrecadar impostos próprios, a exemplo do IPTU, ISS e ITBI. No entanto, na prática, a maior parte do dinheiro arrecadado no país continua concentrada no governo federal. 

        Com isso, os repasses de recursos vindos da União e dos estados, a exemplo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), tornaram-se a principal fonte de renda para o funcionamento e operação das cidades. Para entender o cenário, os pesquisadores analisaram até que ponto as 26 capitais do Brasil dependem dessas verbas externas para financiar serviços e obras públicas. A investigação científica acompanhou a evolução das finanças municipais ao longo de uma década, entre os anos de 2015 e 2024, para checar se essa dependência diminuiu ou aumentou com o passar do tempo.


        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        O SIC é a primeira experiência de muitos estudantes na construção do conhecimento acadêmico por meio de comunicações orais e apresentação de trabalhos científicos. A programação contou com a presença de avaliadores externos, medida que amplia a visibilidade dos trabalhos desenvolvidos na Udesc Esag e possibilita debates que contribuem para o aprimoramento das pesquisas. 

        “Foi muito interessante ter apresentado o trabalho pela primeira vez, sobretudo para avaliadores que nos dão feedback contributivo ali na hora, entre comentários, devolutivas e colaborações. Outra questão valiosa foi a oportunidade de integração que tivemos, já que nosso trio de pesquisa apresentou três recortes temáticos de pesquisa a partir de um objeto: justiça climática e tecnologia social, ocupação urbana e infraestrutura e comunicação”, sintetizou o pesquisador de IC e bolsista do Politeia, Davi da Rosa Pizzolatti. 

        Os estudos apresentados pelos estudantes são parte de pesquisas em curso no âmbito do curso de administração pública da Udesc Esag e do grupo de pesquisa Politeia. Cada estudante focalizou no evento um aspecto específico, conforme seu interesse e buscando contribuir para o conhecimento mais amplo sobre o tema, de diferentes perspectivas. 


        V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG)

        Integração acadêmica e divulgação da produção científica – O V Seminário de Pesquisa e Pós-Graduação (V SPPG) da Udesc Esag encerrou sua programação na sexta-feira, 11, reunindo estudantes, professores e pesquisadores. O evento promoveu a integração e a visibilidade da produção acadêmica por meio de palestras, oficinas, debates e apresentações de trabalhos. Haverá publicação nos anais do evento, com possibilidade de fast track para revistas científicas. 

        Com o tema “Ciência para a Sociedade: pesquisas em Administração, Administração Pública e Economia”, a edição tratou de debater transformações institucionais, avanços tecnológicos e novas formas de governança. Como em outros anos, a proposta do encontro é promover a disseminação de conhecimento prático e teórico voltado à resolução dos desafios atuais das organizações e da comunidade.

        36º Seminário de Iniciação Científica (SIC)

        Apresentação dos resultados de pesquisas acadêmicas – O 36º Seminário de Iniciação Científica (SIC) reúne alunos e professores dos cursos de Administração, Administração Pública e Ciências Econômicas para expor os resultados de seus projetos. O evento serve como vitrine para a produção científica da instituição, promovendo a troca de experiências entre bolsistas, orientadores e órgãos financiadores. 


        Ao lado de lideranças globais, em Paris, pesquisadora do Politeia apresenta práticas brasileiras em governança para contratações públicas sustentáveis

        Giselle (ao centro) apresentando pesquisa na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, na Franca, esta semana.

        A doutoranda do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo Politeia, Giselle Floriano Coelho, participou nesta segunda-feira, 8, como painelista  no “Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento”, realizado em Paris, na França. Giselle é também servidora pública e atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, vinculada à Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

        O evento ocorreu na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB) e reuniu representantes de diferentes países para apresentação de práticas e projetos na área de contratações públicas sustentáveis. Durante o fórum, Giselle apresentou o trabalho“Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou em portugues “Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil”.  

        No trabalho, a autora mostrou experiências e dados do cenário brasileiro em formato de policy brief, um modelo de produção científica produzido para subsidiar decisões de gestores públicos. Segundo ela, que já retornou ao Brasil, a participação no fórum permitiu acompanhar discussões internacionais sobre temas de ponta na área das compras públicas verdes, dialogar com lideranças de contratações públicas de outros países e submeter aspectos de pesquisa a contribuições de especialistas estrangeiros.

        O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido.

        O que foi debatido no fórum 

        Segundo a painelista, o fórum teve programação integralmente dedicada à temática das compras públicas, com pesquisadores e gestores de diferentes países e instituições de representação multilateral. Dentre elas, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimento (EIB) e do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD). 

        Pesquisadora e servidora pública, Giselle destacou que o principal ponto do Fórum foi estabelecer planejamento e políticas para médio e longo prazo na mitigação da crise climática e suas consequências a todos os povos e nações

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Para a doutoranda, a qualidade e relevância dos temas globais debatidos e as medidas estabelecidas como urgentes são um chamado para ação em rede, com financiamento e planejamento a médio e longo prazos para temas de agora, em múltiplas políticas para mitigação dos efeitos da crise climática. 

        “Foi um evento de muita maturidade e com profissionais extremamente experientes, destinado a compartilhar boas práticas sobre o que de melhor é feito em cada país e iniciativas. Discutimos problemas comuns para projetos de sustentabilidade não de curto prazo. O recado do evento é que os países é esse: abandonar a versão de curto prazo e entender que para promover a sustentabilidade precisamos ter um custo a ser partilhado. E é com toda sociedade, caso contrário viveremos problemas ainda mais sérios pela frente”, alertou Giselle. 

        Trabalhos serão publicados

        Na mesa temática, Giselle teve a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Após a apresentação, o trabalho recebeu a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão publicados pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

        Novas pontes e internacionalização na pesquisa e na gestão pública 
        Evento internacional permitiu estabelecer contatos com pesquisadoras que são referência no tema de Giselle aqui grupo Politeia

        Entre as vivências resultantes dos debates, trocas e conversas, a pesquisadora do Politeia destacou novas pontes e contatos para futuras colaborações na temática de compras públicas, em especial com a professora Ximena Lazo Vitoria, que coordena o grupo de Investigação de Compras Verdes na Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha, e a pesquisadora e professora, Sabrina Comotto, da Universidade Austral, da Argentina. 

        Segundo a professora e orientadora de Giselle, Paula Chies Schommer, a participação da doutoranda nesse Fórum traz boas perspectivas de diálogo e colaboração internacional com outras universidades, governos e instituições especialistas em temas  de pesquisa que interessam ao Politeia e ao Programa de Pós-Graduação da Udesc Esag, fortalecendo a pesquisa científica e sua conexão com a atuação da acadêmica como servidora pública. 

        “Com essa participação de caráter tanto profissional como científico, Giselle pôde apresentar e debater a pesquisa e sua experiência como servidora pública, já que atua na área da temática do fórum global, em um ministério brasileiro. Na França, a acadêmica esteve lado a lado com especialistas e gestores de vários países e s organizações globais, compartilhando avanços, desafios e aprendizagens que vem sendo construídas no Brasil na área de compras públicas sustentáveis. São novas conexões em rede que abrem e se formam, outras possibilidades de cooperação e melhorias em compras públicas sustentáveis, em várias partes do mundo. É pesquisa e prática como estimulamos aqui no doutorado profissional da Udesc Esag”, reforça Paula Schommer.  

        Giselle iniciou o doutorado no segundo semestre de 2025 para desenvolver sua tese sobre o uso do poder de compra estatal na promoção de impactos sociais, ambientais e econômicos sustentáveis, tendo como um dos focos a construção da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável. A Estratégia é liderada pelo Ministério da Gestão e Inovação do Governo Federal brasileiro, envolvendo diversos órgãos e níveis de governo e parceiros nos setores público, privado e na sociedade civil.

        Sessão Especial Pré-CLAG, em outubro na Udesc, destaca a obra de Guerreiro Ramos e as pessoas no contexto da administração pública

        O auditório do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas, Esag, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) será palco, no dia 27 de outubro, da Sessão Especial “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública”. 

        O evento, gratuito e aberto ao público, será das 14h30 às 17h30, como atividade pré VIII Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública (CLAG), que ocorre na Udesc Esag de 27 a 29 de outubro (confira a programação), com a presença de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e de outros países lusófonos.

        O painel integra o projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade, que tem o objetivo de promover o diálogo sobre conceitos e categorias da obra de Alberto Guerreiro Ramos que servem de base para a ação na atualidade. O projeto, idealizado pelo Professor José Francisco Salm, é resultado de uma parceria entre os grupos de pesquisa Politeia, da Udesc Esag, Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento, ORD, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

        A iniciativa promove difusão e divulgação científica das ideias de Guerreiro Ramos por meio da Série Temática de Vídeos no YouTube. Conta com financiamento da Fapesc e da Udesc, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa, PAP.  A sessão especial Pré-CLAG conta, também, com o apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (PRAPEG) da Udesc Esag e o Coletivo Negro Guerreiro Ramos. 

        Ideias de Guerreiro Ramos em debate 

        O evento reunirá diversos pesquisadores para discutir a contemporaneidade do pensamento de Guerreiro Ramos para os desafios da administração pública atual, da gestão social, da economia solidária e da coprodução do bem público. Trata-se de um encontro inédito que debate o atual momento da sociedade brasileira e os seus desafios, antigos e novos.

        Para a professora Paula Chies Schommer, da Udesc Esag, o encontro será um momento especial dentro de um percurso de pesquisas e debates que vêm ocorrendo no projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos, realizado pelo grupo Politeia e parceiros pesquisadores da UFRGS e UFSC. 

        “Guerreiro Ramos é um pensador que nos inspira e instiga. Suas ideias são fundamento de pesquisas, cursos e disciplinas de pós-graduação e graduação em administração pública na Udesc Esag e em diversas instituições e disciplinas. Será uma honra para nós sediarmos esse debate, reunindo em Florianópolis colegas de várias partes, dedicados a compreender e desenvolver ideias e categorias de análise desse grande intelectual e cientista brasileiro, o qual segue iluminando nossas reflexões e ações diante dos desafios da atualidade”, comenta Paula.  

        O professor Ariston Azevedo, da UFRGS, também envolvido no projeto e na organização da sessão especial, está animado com a realização do encontro. 

        “Estou com excelentes expectativas – e até um pouco ansioso, confesso – quanto à realização desse Painel. Dele participarão alguns dos pesquisadores mais reconhecidos quando o assunto são as ideias de Guerreiro Ramos. Será uma oportunidade ímpar de ouvi-los, pois, desde 2015, quando comemoramos, em um evento no Rio de Janeiro, o centenário de nascimento daquele sociólogo, Ana Paula Paes, Genauto França, Fernando Tenório e Francisco Salgado não se reúnem para abordar a influência de Guerreiro Ramos em suas trajetórias acadêmicas e em suas construções teóricas. Será imperdível”, declara o pesquisador e colaborador do projeto. 

        Mediadora do painel, a professora da Udesc Esag, Laís Silveira Santos, a Sessão Especial Pré-CLAG será um momento especial para reunir pesquisadores, estudantes, praticantes e gestores para discutir as pessoas, no contexto da administração pública, sob a lente da obra de Alberto Guerreiro Ramos. 

        “Vamos aproveitar a presença de um público qualificado e comprometido em discutir e melhorar o contexto nas pessoas na Administração Pública para realizar uma Sessão Especial ‘Diálogos sobre Guerreiro Ramos’, unindo as teorias e aplicações dos ensinamentos de Guerreiro ao evento internacional “Congresso Lusófono de Gestão de Recursos Humanos e Administração Pública”. Mais do que discutirmos as obras de Guerreiros, iremos refletir sobre seus desdobramentos nos dias de hoje e como podemos, por meio das pessoas e das práticas de gestão de e com pessoas, lidar com os desafios que a sociedade e as organizações impõem nos países lusófonos. Acredito que será um painel muito rico e sairemos com ainda mais inquietações”, convida Laís. 

        Painelistas da Sessão Especial

        Ana Paula Paes de Paula (UFMG) I Professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem produção acadêmica voltada à teoria das organizações, gestão social e abordagens críticas na administração pública, fundamentadas também no referencial epistemológico de Guerreiro Ramos. Conheça mais sobre a convidada aqui. 

        Genauto França Filho (UFBA) I Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pesquisador especialista em economia solidária, gestão social e desenvolvimento territorial, mobilizando categorias analíticas de Guerreiro Ramos para o exame de enclaves socioeconômicos periféricos. Leia sobre a produção do convidado aqui. 

        Fernando Tenório (FGV EBAPE) – Professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV EBAPE). É um dos principais precursores do debate sobre cidadania deliberativa e gestão social no Brasil, com extensa trajetória dedicada à releitura crítica e à difusão da sociologia e da obra de Guerreiro Ramos. Conheça mais sobre o convidado aqui. 

        Mediadora I Laís Silveira Santos (Udesc Esag) I Professora do Departamento de Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do Grupo Politeia. Atua na coordenação de frentes de pesquisa do grupo aplicadas ao contexto governamental catarinense. Conheça o trabalho e a trajetória aqui. 

        Ariston Azevêdo – Professor Titular da Escola de Administração da UFRGS. Graduado em Engenharia Mecânica e doutor em Sociologia Política pela UFSC, destaca-se como um dos principais especialistas da obra de Alberto Guerreiro Ramos. O convidado investiga temas como o Pensamento Social Brasileiro, Filosofia da Administração, Ética e Teoria das Organizações. Conheça a produção e ideias do convidado aqui. 

        Coletivo Negro Guerreiro Ramos – Fundado em 2022, o Coletivo Negro Guerreiro Ramos é uma iniciativa de luta e articulação de estudantes da Udesc Esag. Oferece um espaço de diálogo, reflexão, desenvolvimento educacional e acolhimento dos discentes da universidade e da comunidade em geral, especialmente dos estudantes pretos e pardos. Leia mais aqui. 

        CONVIDADO INTERNACIONAL (participação em vídeo) – Francisco Salgado Arteaga I Professor, reitor e pesquisador da Universidade de Azuay, no Equador. Ele vai apresentar suas conexões teóricas, o pensamento andino (Sumaq Kawsay) e as possibilidades de cocriação teórica com a redução sociológica de Guerreiro Ramos. Leia mais sobre ele neste link. 


        AGENDE-SE 

        O quê: Sessão Especial Pré-CLAG “Diálogos sobre Guerreiro Ramos: as pessoas no contexto da Administração Pública” 

        Acesso: livre e gratuito, sem necessidade de inscrição 

        Quando: terça-feira, 27 de outubro, das 14h30 às 17h30min

        Onde: Auditório da Udesc Esag (campus Florianópolis) – bairro Itacorubi

        Informações: https://www.udesc.br/esag/clag/programa%C3%A7%C3%A3o  

        Pesquisadora do Politeia vai a Paris apresentar pesquisa sobre governança em contratações públicas sustentáveis

        Aluna da turma 2025.2 do Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag, Giselle Floriano Coelho, estará no evento na próxima terça, dia 8

        Participar de discussões globais sobre temas emergentes, aprender com lideranças de outras nações e abrir questões de sua pesquisa para receber contribuições internacionais. Estas são algumas das finalidades que a doutoranda da Udesc Esag e pesquisadora do Politeia, Giselle Floriano Coelho, pretende alcançar durante sua participação em fórum de líderes, na França, na próxima semana.  

        Giselle também é servidora pública. Atua como Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos

        Aluna do programa de Doutorado Profissional em Administração Pública da Udesc Esag e pesquisadora do grupo de pesquisa Politeia, Giselle participará do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento, em Paris, dia 8. 

        Ela apresentará um policy brief, trabalho científico pautado por urgências cotidianas de tomadores/as de decisão. A pesquisadora também é servidora pública e Coordenadora de Projetos na Diretoria de Estratégias em Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Gestão e Inovação, Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. 

        No encontro que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris, Giselle apresentará o artigo intitulado “Designing an Integrated Governance Model for Sustainable Public Procurement: Lessons from Brazil’s National Strategy (ENCP)” ou“Concebendo um Modelo de Governança Integrada para Compras Públicas Sustentáveis: Lições da Estratégia Nacional do Brasil (ENCP)”. O trabalho foi selecionado pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis (SusPP Resource Hub) na área temática de governança, junto a outros cinco policy briefs de autoras e autores da Espanha, Índia, Uganda, Itália e Reino Unido. 

        Para a doutoranda e pesquisadora do Politeia, essa oportunidade articula teoria e prática e projeta no mundo os avanços e desafios brasileiros.

        “Participar desse fórum representa a oportunidade de colocar a experiência brasileira lado a lado com a de outros países que também aplicam o uso do poder de compra estatal em prol do desenvolvimento sustentável; ainda, vou levar as perguntas que me movem como pesquisadora e volto com isso direto para a minha tese, que discute justamente essa temática em um sistema tão complexo quanto o das contratações públicas do Brasil”, declara Giselle. 

        Temas globais em debate 

        Na mesa temática, Giselle terá a oportunidade de acompanhar e debater sobre relatos e experiências de seis países que conectam políticas, desafios e temas de pesquisa dentro de processos e projetos de descarbonização, inclusão social e financiamento climático às contratações públicas sustentáveis.

        Carta-convite do evento que ocorre na sede do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa (CEB), em Paris

        Após a apresentação, o trabalho receberá a contribuição dos participantes do Fórum e de revisores da Argentina, Suíça e Dinamarca. Logo em seguida, com os eventuais ajustes e edição concluídos, os policy briefs serão encaminhados para publicação pelo Centro de Recursos em Compras Públicas Sustentáveis do SusPP Resource Hub e pelas demais plataformas parceiras. 

        Para a orientadora de Giselle, professora Paula Chies Schommer, a experiência internacional, multicultural e contributiva vai ampliar o horizonte do tema de pesquisa e fortalecer a atuação  da acadêmica no seu  trabalho como servidora pública. 

        “A participação da doutoranda e servidora Giselle nesse evento, apresentando e debatendo seu trabalho com especialistas e gestores de várias organizações e países, é uma oportunidade incrível de conexão para o aprimoramento da gestão pública e das compras públicas sustentáveis. Essa proximidade entre pesquisa e prática está na essência da proposta do doutorado profissional da Udesc Esag”. 

        Giselle ingressou no doutorado em 2025.2. Sua tese se concentra do uso do poder de compra estatal para promover impactos sociais, ambientais e econômicos, sobretudo na experiência da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Nacional Sustentável.

        Quem participa

        A programação do Fórum de Compras Públicas Sustentáveis dos Líderes de Contratações de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento conta com a participação de representantes de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), o Banco Europeu de Investimento (EIB) e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD). 

        Novo artigo publicado propõe modelos para a coprodução de serviços públicos a partir das tipologias de participação social 

        Publicação referencial foi produzida pelo pesquisador do Politeia José Francisco Salm e pelas pesquisadoras Paula Chies Schommer, Elaine Cristina de Oliveira Menezes e Vanessa Marie Salm

        A revista científica Organizações & Sociedade (O&S), da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicou esta semana o artigo intitulado “Modelos para a Coprodução do Bem Público a partir de Tipologias de Participação” (leia ou baixe o paper aqui), assinado pelos pesquisadores José Francisco Salm, Paula Chies Schommer, Elaine Cristina de Oliveira Menezes e Vanessa Marie Salm. 

        O trabalho tem como objetivo propor modelos heurísticos para a coprodução dos serviços públicos, a partir das tipologias de participação desenvolvidas por Arnstein (1969), Pretty (1995) e White (1996), autores clássicos e referenciados no campo da participação cidadã.

        Para isso, os pesquisadores conceituam, no âmbito da administração pública, noções como coprodução dos serviços públicos, empoderamento, accountability, participação, esfera pública e modelos heurísticos, e discutem uma visão geral da participação do cidadão na esfera pública e as tipologias de participação propostas por cada um dos três autores.

        Assista ao vídeo de divulgação do artigo, apresentado pelo professor Francisco José Salm, nesta gravação especial exclusiva para a revista Organização & Sociedade (O&S).

        Discussão proposta

        A partir da comparação entre as três tipologias de participação e por meio da Redução Sociológica proposta por Guerreiro Ramos (1996), os autores elaboram uma síntese dessas tipologias, identificando-as como: participação nominal ou manipulativa; participação simbólica; participação funcional; participação representativa com sustentabilidade e participação com automobilização da comunidade. Em seguida, articulam essa síntese com a literatura sobre coprodução acumulada ao longo do tempo, relacionando os autores sobre coprodução com cada uma das tipologias contidas na síntese sobre participação. 

        No artigo, evidencia-se que a administração pública recorre a diferentes estratégias para produzir serviços à população, passando por órgãos burocráticos públicos e privados, organizações do terceiro setor, associações comunitárias, grupos informais e os próprios cidadãos. É a partir desse cenário, cada vez mais complexo e organizado em rede, que o artigo dos pesquisadores do Politeia se torna útil e atual, contribuindo para uma nova perspectiva conceitual ao tema e ao campo da administração pública.

        Autoras e autor comemoraram a nova publicação, dada sua relevância e ineditismo conceitual

        Assim, para as autoras e o autor do artigo, a coprodução é um fenômeno complexo que exige elaboração conceitual permanente, pois pode estar associado tanto à eficiência e à redução de custos quanto à participação mais ampla do cidadão na administração e na esfera pública. É justamente essa conexão, entre a participação política do cidadão e a produção de serviços públicos (inclusive quando mediada por tecnologia) que, segundo o artigo, abre uma nova perspectiva para a área.

        A abordagem, destacam os pesquisadores, amplia o debate para além da tradicional dicotomia entre o tecnicismo da burocracia e a política, ou entre a eficiência governamental e os aspectos sociopolíticos da administração pública. Abre espaço para novos estudos sobre participação, tomada de decisão, accountability, empoderamento e articulação comunitária.

        Contribuição acadêmica 

        Segundo os autores, esses modelos podem ser referência para os profissionais de administração pública que necessitam de orientação para o desenvolvimento e o aprimoramento de sistemas de coprodução dos serviços públicos e para aqueles que se dedicam ao trabalho acadêmico no campo da administração pública, incluindo possibilidades de estudos futuros. 

        Palestra em universidade da Indonésia integra a estratégia de internacionalização da pesquisa no Politeia

        Evento online foi assistido por cerca de 200 pessoas da Diponegoro University (UNDIP), em Semarang, na Indonésia

        O ano de 2026 é significativo para a construção da agenda de internacionalização de práticas, produção científica e cooperação global do Politeia, com foco em temas de pesquisas compartilhados pelas pesquisadoras e pesquisadores do grupo e colegas de  universidades e redes no exterior. Na construção dessas pontes, a professora e pesquisadora Paula Chies Schommer palestrou esta semana a convite do Undip Global Classroom Program, da Diponegoro University (UNDIP), em Semarang, na Indonésia, no Sudeste da Ásia. 

        O evento ocorreu  na manhã de terça-feira, 5 de maio (6h – horário de Brasília), e reuniu mais de 200 participantes online, entre professores, estudantes de mestrado e doutorado e gestores acadêmicos da UNDIP. Paula apresentou temas das pesquisas desenvolvidas no Politeia e seus parceiros, iniciando com um panorama das similaridades entre Brasil e Indonésia em aspectos sociopolíticos, econômicos, culturais e de biodiversidade. Entre as temáticas, tiveram destaque conceitos e práticas de accountability, coprodução e equidade em serviços públicos.

        Dentre os textos que basearam a apresentação, estão produções do Politeia que abordam definições de accountability e sua abordagem sociopolítica, relacional, prática e sistêmica (Schommer e Guerzovich, 2025), as relações entre accountability, equidade em serviços públicos e governo aberto (Schommer e Hernandez, 2023), e a proposta de um modo de governo voltado à redução de desigualdades, aberto por padrão e voltado à equidade por desenho (Cruz-Rubio e Schommer, 2024).

        O  debate foi qualificado e engajado. Durante o encontro, os professores debatedores da UNDIP e participantes relacionaram os conteúdos apresentados a questões contemporâneas da administração pública, como gestão de riscos, centralização e descentralização de serviços públicos, participação cidadã, accountability e uso de inteligência artificial e os desafios da coprodução em contextos de conflito.

        Perspectivas para parcerias institucionais 

        A Diponegoro University é referência em administração pública na Indonésia, contando com bacharelado, mestrado e doutorado em administração pública e outros cursos como ciência de governo, relações internacionais, ciências sociais e ciência política, no âmbito da Faculty of Social and Political Sciences. O campus  está localizado em Semarang, integrante da Open Government Partnership (OGP) Local – iniciativa internacional voltada à promoção de governos mais transparentes, participativos e responsivos aos cidadãos. Semarang é um dos casos estudados no âmbito do projeto de pesquisa Equigov, coordenado pelo Politeia  e que envolve pesquisadores de Brasil, Colômbia, Espanha e Indonésia. “Em conjunto com colegas da Politeknik STIA LAN Jakarta, da Indonésia, conhecemos o caso de Semarang, que se destaca entre diversos governos locais estudados, ao incluir compromissos relativos à equidade na participação cidadã e no acesso a serviços públicos em seu primeiro plano de governo aberto”, comenta Paula.

        Além da troca acadêmica, o encontro abriu perspectivas para futuras parcerias institucionais, incluindo cooperação em pesquisa e intercâmbios entre docentes e estudantes e visitas técnicas. Uma das possibilidades discutidas é a realização de uma visita à Indonésia em 2027, aproveitando a realização do OGP Global Summit nas Filipinas, bem como a vinda de representantes da UNDIP ao Brasil.

        Segundo a professora, a experiência reforça o potencial de internacionalização das pesquisas desenvolvidas na Udesc Esag e amplia as conexões com instituições de excelência em diferentes regiões do mundo. “O Sudeste da Ásia, em particular, é uma região com a qual podemos aprender muito. Há similaridades tanto nos desafios sociopolíticos como nas aprendizagens em gestão pública e nas relações entre governos e cidadãos, em países como Brasil, Colômbia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã. Tomara que sejamos capazes de consolidar e ampliar os intercâmbios”.

        Referências

        Cruz-Rubio, C. N.; Schommer, P. C. (2024). Toward an open government that reduces inequalities: open by default and based on equity by design. Position Paper EQUIGOV 2024.

        Schommer, P.C., Guerzovich, F. (2025). Accountability: From Definitions to Systemic Practice. In: List, R.A., Anheier, H.K., Toepler, S. (eds) International Encyclopedia of Civil Society. Springer, Cham. https://doi.org/10.1007/978-3-319-99675-2_9707-1

        Schommer, P. C., & Quiñonez, A. H. (2024). Accountability, equitable public services, and open government in Brazil and Colombia. Revista De Administração Pública, 58(5), e2024–0008. https://doi.org/10.1590/0034-761220240008

        Politeia promove debate “Rumo ao Estado Aberto” na Open Gov Week SC, dia 19, na Udesc Esag

        Primeiro estado do país a integrar a OGP, Santa Catarina terá atividades na Udesc e Alesc durante a Semana Internacional de Governo Aberto, evento que mobiliza mais de 70 países em torno da transparência, participação social, integridade pública e governança

        Todo ano, em maio, governos, organizações da sociedade civil e universidades de dezenas de países se alinham para debater e compartilhar práticas de abertura institucional, transparência pública e governos mais próximos das pessoas. O Politeia também se conecta a esse movimento global, lado a lado da Parceria para o Governo Aberto (OGP). Por aqui, promoveremos um debate especial sob o título “Rumo ao Estado Aberto!”, na manhã de terça-feira, 19, às 10h, no Plenarinho Udesc Esag, com transmissão online via Teams. 

        Na programação promovida pelo Politeia estarão convidadas e convidados da Escola do Parlamento Catarinense, (Alexandre Fagundes), Defensoria Pública de Santa Catarina (Maria Aparecida Lucca Caovilla), Colab-USP (Gisele Craveiro), Procuradoria-Geral de Contagem/MG (Sarah Campos) e Prunart/UFMG (Edgar Maturana). Inscreva-se aqui! 


        Responsável pela organização do encontro, a professora da Udesc Esag e pesquisadora-líder do Politeia, Karin Vieira da Silva, celebra os avanços importantes que ocorrem neste ano como o lançamento do Plano de Estado Aberto de Santa Catarina, agendado para o dia 20 de maio, a ampliação da pauta de abertura institucional e a formação de uma rede, em processo de institucionalização, com diferentes atores que têm o tema em comum em suas práticas, projetos e processos. 

        “Participar da Semana do Governo Aberto é fortalecer um movimento global por governos mais transparentes, colaborativos e próximos da sociedade. Essa iniciativa materializa um compromisso internacional com a democracia e a participação cidadã. Santa Catarina tem se destacado ao construir um Plano de Estado Aberto, reunindo Executivo, Legislativo e sistema de justiça em uma agenda conjunta. O diálogo entre governo, universidades, órgãos de controle e sociedade civil é crucial para políticas públicas mais responsivas, e o avanço de Santa Catarina demonstra um compromisso com uma gestão pública mais colaborativa.”

        Impacto local, ação global 

        A Open Gov Week ou Semana de Governo Aberto é uma iniciativa anual da OGP que congrega governos, cidadãos e lideranças da sociedade civil a dividirem compartilharem ideias e soluções para promoção de abertura governamental e institucional. O evento reúne participantes de mais de 70 países, com atividades que vão de painéis online a oficinas presenciais, passando por webinars e encontros institucionais como este promovido pelo Politeia.

        A edição de 2026 tem como destaque o aniversário de 15 anos da OGP, da qual o Brasil é um dos países fundadores e signatário. A programação nacional, sob coordenação da Controladoria-Geral da União (CGU), ocorre entre os dias 26 e 29 de maio, em Brasília, com o Seminário “Transparência e Participação na Gestão Pública” na Semana de Governo Aberto 2026. 

        O Politeia participa no 2° dia, com a professora Paula Schommer presente no painel de abertura, nomeado “Política de Transparência e Acesso à Informação: trajetória e perspectivas” e encontro acadêmico aberto ao público sobre “Transparência: Radar LAI e as novas fronteiras da pesquisa acadêmica e aplicada”, com a presença de outros pesquisadores e pesquisadoras do Politeia. Confira a programação completa aqui.     

        O evento

        Open Gov Week SC – Rumo ao Estado Aberto  

        🗓️ 19/05 – terça-feira

        ⏰ 10h

        📍Plenarinho Udesc Esag, com transmissão online via Teams.

        📌 Não perca! Inscreva-se aqui