Grupo de pesquisa Politeia promove bate-papo sobre ciência aberta

Na próxima terça-feira, dia 2 de dezembro, entre 15h e 17h, os pesquisadores Marcelo Barcelos e Gisiela Klein participam de um bate-papo online sobre ciência aberta, comunicação de ciência e o uso da Inteligência Artificial no ambiente acadêmico. O evento será online e aberto a todos e todas. Basta acessar o link para participar https://bit.ly/4p0Hk2q.

A Ciência Aberta é um movimento global que busca tornar todo o ciclo da pesquisa — desde o planejamento até a publicação dos resultados — acessível, transparente e participativo. Trata-se de um compromisso dos pesquisadores e das instituições com o público, baseado na partilha livre e compreensível dos resultados e produtos da atividade científica. O tema integra os estudos do grupo Politeia que procura compreender a coprodução do bem público e a inovação no setor público, envolvendo a accountability, transparência, governo aberto e coprodução do controle; finanças, orçamento público e política alocativa; ética e transparência em sistemas sociotécnicos; e a governança territorial.

Durante o bate-papo, a jornalista e pesquisadora Gisiela Klein vai focar nas questões relacionadas à comunicação de ciência, um dos primeiros passos para garantir que a ciência feita nas universidades seja conhecida, compreendida e, até mesmo, coproduzida pela sociedade. Já o professor Dr. Marcelo Barcelos vai destacar o relacionamento das universidades com audiências ativas, a multiplicidade de meios de comunicação para se ampliar o alcance da informação científica, os desafios da desinformação e os modelos de comunicação científica inovadores. 

O evento é promovido pelo grupo de pesquisa Politeia, da Udesc Esag, com apoio do Programa de Apoio ao Ensino de Graduação (PRAPEG).

O quê: bate-papo online sobre Ciência Aberta e comunicação de ciência
Onde: Plataforma Teams por meio do link >>> https://bit.ly/4p0Hk2q
Quando: Terça-feira, dia 2 de dezembro, das 15h às 17h

Mais detalhes sobre os debatedores

GISIELA KLEIN

Doutoranda em Ciências da Comunicação na Universidade de Coimbra, Gisiela investiga como a emergência climática desafia os valores centrais do jornalismo e exige uma reconfiguração normativa da profissão, analisando os impactos dessas transformações na prática jornalística e na esfera pública.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em Administração pela UDESC, realizou intercâmbio acadêmico na Universidade de Bolonha (Itália), aprofundando estudos sobre sistemas de mídia e comunicação democrática em perspectiva europeia.

Com mais de 20 anos de experiência profissional, atuou no jornalismo local brasileiro, na defesa da comunicação pública, em estratégias de conteúdo digital e em comunicação governamental na China. Sua trajetória combina prática e pesquisa voltadas às interseções entre jornalismo, democracia, comunicação climática e desinformação.

Atualmente reside em Portugal e acredita no papel transformador do jornalismo e da comunicação para sociedades mais justas e sustentáveis, com especial interesse em projetos interdisciplinares e colaborativos que aproximem academia, mídia e sociedade civil, promovendo transparência, sustentabilidade e debate público informado.

MARCELO BARCELOS

É jornalista, mestre e doutor em Jornalismo (UFSC), com pós-doutorado em IA Generativa junto ao Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPGEGC), centrada em Humanos Soma 20 anos de experiência em docência laboratorial em projetos de comunicação digital, científica e pública. No mercado, tem sólida experiência em comunicação multiplataforma e em marketing digital, atuando na dianteira de projetos de transformação digital, inovação ágil e na definição/estratégica de conteúdo rico, de alta performance. 

Coordenou setores de Comunicação, Relacionamento, Marca, Assessoria de Imprensa e Digital de empresas e instituições públicas de referência, nos segmentos da educação, serviço, turismo, inovação, segurança pública e tecnologia. Cientista prático, está habilitado a repensar o mundo hoje com as lentes do amanhã. Entre suas trilhas de pesquisa , estão alguns objetivos como: 

1) prospectar novos problemas de pesquisa para disseminar, nas instituições de ensino e ciência (e junto à comunidade brasileira, em geral), questões preditivas que orbitam a evolução da IA, os limites de desenvolvimento dos sistemas especialistas (sobretudo os de IA Generativa e IA Forte);

2) articular redes de pesquisa e de cooperação técnico-científica para a para modelagem, tipificação e segmentação de modelos de IA, Estado Aberto e Jornalismo Aberto, em busca de protagonismo científico nacional e internacional, intercâmbios na área, parcerias público-privadas e na gestão de hubs temáticos acadêmicos na área da prospecção. es e software); Social-Comunidade (redução de desigualdades e violências); Cultura e Letramento Digital (conteúdos formativos); Futuro do Jornalismo com IA (MVP’s, materiais formativos e de cultura hacker). 

Politeia marca presença no 36º Encontro Nacional dos Cursos de Graduação em Administração, Fortaleza (CE)

36º ENANGRAD tem palestras, sessões científicas e visitas técnicas de terça até esta sexta-feira, 24, na Universidade de Fortaleza (Unifor)

Pesquisadora do Politeia coordenou sessão científica

Com o tema Transformações Disruptivas: Implicações para a Administração, encerra nesta sexta o 36º Encontro Nacional dos Cursos de Graduação em Administração, o ENANGRAD, realizado desde terça-feira, 21, na Universidade de Fortaleza (UNIFOR), em Fortaleza – CE. O Grupo Politeia também participa do maior evento científico em Administração do país, representado pela professora da Udesc Esag Karin Vieira da Silva e por alunos e alunas de graduação da Esag Udesc. 

Parte da comitiva Udesc Esag que participa do evento: na foto (esq. p/ dir): Marlon, professora Karin, Kaiane e Emily

A docente e pesquisadora do Politeia coordenou, ontem, 22, a sessão temática “Sustentabilidade e ODS”, dentro do eixo Administração Pública, Governo e Terceiro Setor. Seis acadêmicos (foto) de diferentes universidades e regiões do país apresentaram trabalhos com recortes que tratam de contratações públicas, estudos de caso para cogestão de parques públicos por OSCs, arrecadação de tributos durante a pandemia, emendas parlamentares de Santa Catarina e adminstração de apostas em contexto brasileiro, a respeito das regulamentações das bets

Participar do Enangrad é sempre uma excelente oportunidade de aprender e conhecer estudos interessantes na área de administração pública de diferentes pesquisadores do país. Esse ano foi ainda mais especial, pois coordenei uma sessão científica onde dois alunos da Esag apresentaram trabalhos. Foi gratificante ver o crescimento deles enquanto pesquisadores”.

Professora Karin após a sessão “Sustentabilidade e ODS”, no eixo Administração Pública, Governo e Terceiro Setor, na companhia especial dos estudantes da Udesc Esag Marlon e Kaiane.

A programação 36º ENANGRAD segue até esta sexta-feira, 24. Por lá, todos os dias, ocorrem paineis temáticos e palestras com especialistas nacionais e internacionais, oficinas, sessões científicas tanto no formato presencial quanto virtual, além de visitas técnicas a importantes instituições da região. 

O encontro reuniu com sucesso professores, pesquisadores, estudantes e profissionais da área, proporcionando um espaço de debate fundamental sobre as transformações e os desafios contemporâneos no ensino e na prática da Administração no Brasil

Justiça Aberta: Udesc Esag integra conferência internacional com 21 países

A professora da Udesc Esag e vice-líder do Grupo de Pesquisa Politeia, Karin Vieira da Silva, participou nos dias 27 e 28 de agosto, em Santo Domingo (República Dominicana), da Primeira Conferência Internacional de Justiça Aberta.

O encontro reuniu representantes do setor judicial de 21 países da América Latina e do Caribe, além de organizações da sociedade civil e organismos internacionais, para debater a necessidade e as possibilidades  de políticas e estruturas de justiça transparentes, inclusivas e participativas.

O evento foi de extrema importância para as pesquisas que estamos desenvolvendo no Politeia. Uma de suas grandes contribuições foi a Declaração de Santo Domingo, um avanço significativo para a promoção de políticas, estratégias e programas de justiça aberta, construídos de forma participativa e inclusiva”, explica a professora Karin.

O Grupo Politeia prepara agora um projeto de extensão sobre o tema “Estado Aberto”, a iniciar em 2026, com três linhas de ação:

  • Palestras e oficinas sobre Estado Aberto;
  • Promoção da Ciência Aberta;
  • Atividades de articulação institucional.

Segundo Karin, o objetivo é desenvolver ações voltadas à comunidade interna e externa à Udesc para a promoção da cultura e das práticas de Estado Aberto, por meio do compartilhamento de conhecimentos e da articulação interinstitucional, fortalecendo, assim, a relação entre a universidade e a sociedade.

O sistema de justiça é tradicionalmente fechado e, em alguns casos, até reativo à coprodução com a sociedade. Mas há uma demanda crescente por participação. A conferência em Santo Domingo mostrou que essa é uma preocupação de toda a América Latina e que há ações interessantes em curso. A troca de experiências fortalece a participação de instituições do sistema de justiça e organizações da sociedade civil nos espaços de co-criação de justiça aberta, com processos inclusivos e participativos”.

A Declaração de Santo Domingo prevê, ainda, alguns compromissos como: 

  • Incentivar a inclusão nos programas de justiça aberta da perspectiva de igualdade de gênero e interseccionalidade e;
  • Incorporar nos programas de justiça aberta enfoques diferenciados para atender às necessidades de mulheres, população LGBTIQ+, povos indígenas, comunidades afrodescendentes, pessoas com deficiência, vítimas, idosos, jovens, migrantes e outros grupos historicamente marginalizados.

Para dar seguimento aos compromissos, foi criado o Comitê Regional de Justiça Aberta (CRJA), composto de forma paritária por poderes judiciais, organizações da sociedade civil e organismos internacionais, com apoio da Rede Internacional de Justiça Aberta (RIJA). A Declaração de Santo Domingo está aberta a novas adesões. Basta preencher este formulário: 

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdGD-GlIDkro_MEeAaW4-JWypgmfE-iNj3dfITK9xUFOuv8aA/viewform?fbzx=8822064992728786833.

Países participantes da Conferência

Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Países Baixos, Panamá, Peru, Polônia, República Dominicana e Venezuela.

Cidadania e transparência em foco na oficina “De Olho na LAI”

A oficina De Olho na LAI reuniu, no dia 19 de agosto, na Udesc Esag, 62 participantes entre estudantes, servidores públicos, jornalistas, representantes da sociedade civil e demais interessados em conhecer e utilizar a Lei nº 12.527, de 18 de Novembro de 2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI).

Todos nós temos o direito de perguntar e o Estado tem o dever de responder”, destacou a jornalista Taís Seibt, diretora de estratégia da agência independente de dados Fiquem Sabendo e ministrante da oficina. A organização foi parceira do evento.

Promovida por professores, estudantes e pesquisadores do Departamento de Administração Pública da Udesc Esag, a atividade gratuita e aberta teve como objetivo principal incentivar o uso da LAI. A ideia surgiu a partir das disciplinas do sexto semestre do curso de Administração Pública. Esta edição foi coordenada pelos acadêmicos Josileia Alves e Maicon Estevam, da turma 2025/1 da disciplina Sistemas de Accountability, ministrada pela professora Paula Schommer.

A programação foi dividida em etapas. Na primeira, os 62 participantes receberam conteúdos introdutórios sobre o direito de acesso à informação, transparência pública e participação social. Taís mostrou como organizações da sociedade civil e agentes públicos se mobilizaram para a elaboração da LAI e sua implementação. Apresentou, ainda, vários exemplos de como o exercício do direito de acesso pelos cidadãos, via pedidos de informação, permitiu o acesso a outros direitos e gerou melhorias em serviços públicos. Na segunda etapa, 38 pessoas exploraram ferramentas disponíveis no Brasil para solicitar informações públicas. A terceira etapa será realizada online, nas próximas semanas, quando os participantes compartilharão os resultados de suas buscas.

A iniciativa procura capacitar cidadãos no uso da LAI como instrumento de diálogo entre governos e sociedade, além de reforçar o engajamento cívico, a cultura da transparência e o controle social. Também consolida a Udesc Esag como referência na formação de gestores comprometidos com a ética e a integridade pública.

Ficamos animados  com o interesse pelo tema e com a oportunidade de aproximar a academia, a sociedade civil e o serviço público. A oficina mostrou que a universidade pode promover diálogo entre diferentes segmentos sociais, construindo de forma colaborativa o conhecimento sobre os nossos direitos enquanto cidadãos e as nossas responsabilidades como servidores públicos”, afirmou a professora Paula Schommer, orientadora da atividade.

A oficina De Olho na LAI foi organizada pelo Departamento de Administração Pública da Udesc Esag/Prapeg e pelo grupo de Pesquisa Politeia, com apoio do Núcleo de Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP), Observatório de Inovação Social de Florianópolis e organização Fiquem Sabendo.

Para ter acesso à apresentação da jornalista Taís e às fotos do evento, acesse o site https://politeiacoproducao.com.br/deolhonalai/.

Inscrições abertas para oficina sobre a Lei de Acesso à Informação e a relação entre Estado e sociedade

Estão abertas as inscrições para a oficina De Olho na LAI, agendada para o dia 19 de agosto, das 8h20 às 11h, na Udesc Esag, em Florianópolis. A atividade é gratuita e tem como foco explorar o uso da Lei de Acesso à Informação (LAI) como ferramenta de transparência e participação cidadã, controle social e diálogo entre Estado e sociedade. As inscrições podem ser feitas em https://politeiacoproducao.com.br/deolhonalai/

A oficina será conduzida pela organização Fiquem Sabendo, agência de dados independente que atua nacionalmente para promover o acesso à informação pública no Brasil. A jornalista e professora Taís Seibt, diretora de estratégia da entidade e especialista no uso da LAI, será a responsável por compartilhar experiências, casos reais e estratégias práticas com os participantes.

Criada por professores, estudantes e pesquisadores do Departamento de Administração Pública da Udesc Esag, a iniciativa De Olho na LAI busca promover o uso da LAI. A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), resultado da colaboração entre governo e sociedade civil, marcou um avanço na democracia e na administração pública ao garantir o direito à informação. Sua entrada em vigor em 2012 representa um divisor de águas. Pode-se dizer que existe “o antes e o depois da LAI”.

A edição de agosto da iniciativa De Olho na LAI é coordenada pelos acadêmicos Josileia Alves e Maicon Estevam, da turma 2025/1 da disciplina Sistemas de Accountability, ministrada pela professora Paula Schommer. Além de integrar os conteúdos das disciplinas de graduação e pós-graduação, a atividade visa engajar estudantes, pesquisadores, servidores públicos, jornalistas, integrantes de organizações da sociedade civil e demais interessados no uso estratégico da LAI como instrumento de diálogo com governos e promoção da transparência. 

A iniciativa é organizada pelo Departamento de Administração Pública da Udesc Esag/Prapeg e pelo grupo de Pesquisa Politeia, com apoio do Núcleo de Inovações Sociais na Esfera Pública (NISP)Observatório de Inovação Social de Florianópolis e organização Fiquem Sabendo.

O quê: Oficina “De Olho na LAI”

Quando: terça-feira, 19 de agosto de 2025

Hora: das 8:20 às 11hLocal: Sala Espine e Laboratório 2 de Informática na Udesc Esag. Avenida Madre Benvenuta, 2037, bairro Itacorubi, Florianópolis.

Inscrições: https://politeiacoproducao.com.br/deolhonalai/

Públicos-alvo da iniciativa: estudantes, pesquisadores, servidores públicos, jornalistas,  integrantes de organizações da sociedade civil e demais interessados

Mais informações: Josileia (WhatsApp: 48 99958‑8158‬)

Christian Lynch em Florianópolis para debate e lançamento de livro na UDESC

O pesquisador e professor Christian Lynch, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), estará em Florianópolis no dia 8 de agosto para uma intensa programação na UDESC ESAG. Além de participar da gravação de mais um episódio do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos, Lynch lançará seu mais recente livro e integrará o debate público “Sobre fundações: Guerreiro Ramos e o pensamento político brasileiro”. 

O lançamento do livro e o debate serão realizados no Plenarinho da UDESC ESAG, das 15h às 17h, com entrada gratuita e abertos ao público. Já a gravação do vídeo ocorrerá pela manhã, nas dependências da universidade, com a equipe do Diálogos sobre Guerreiro Ramos — projeto que tem ganhado projeção no YouTube e que propõe discutir desafios contemporâneos da administração pública à luz da obra de Guerreiro Ramos, em vídeos, com linguagem acessível e caráter formativo. 

Doutor em Ciência Política pelo antigo IUPERJ (atual IESP-UERJ), Lynch é professor de Pensamento Político Brasileiro na mesma instituição e autor do livro Fundações do pensamento político brasileiro: a construção intelectual do Estado no Brasil (Topbooks, 2024), que será lançado na ocasião. Após o debate, o público poderá participar de uma sessão de autógrafos com o autor. O livro estará à venda no local. 

A mesa será mediada pela professora Paula Schommer (Udesc Esag Politeia) e o debate contará com a presença dos demais pesquisadores participantes do projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos: Ariston Azevedo (UFRGS e  NEPP/UFSC), Sergio Boeira (UFSC/ORD), José Francisco Salm (UDESC), Francisco G. Heidemann (UDESC) e Elaine Menezes (UDESC). O debate ocorrerá das 15h às 16h30, seguido do lançamento do livro.

No centro da obra está a tese de Lynch de que o pensamento político brasileiro não é uma mera imitação do modelo europeu, mas uma formulação original — fruto de uma revolução monárquica travestida de revolução oligárquica. Ao analisar a formação do Estado em países como Inglaterra, França e Portugal, o autor argumenta que o Brasil, situado na periferia do mundo iluminista, apropriou-se do republicanismo francês para sustentar os privilégios da nobreza colonial e bloquear a constituição de um Estado democrático. Trata-se, segundo Lynch, de uma inversão do projeto europeu original.

Esse espaço de debate resgatará, também, o projeto de teorização do Brasil realizado pelo autor brasileiro Alberto Guerreiro Ramos, desde os anos de 1950. De 1950 até sua morte, nos anos de 1980, Guerreiro Ramos traz uma interpretação original sobre a tradição do pensamento social e político brasileiro, bem como um quadro analítico da sociedade brasileira por meio de grandes categorias explicativas. Tais reflexões sugerem indagar como Guerreiro Ramos pensaria o Brasil hoje, por meio dessas grandes categorias.

Sobre o projeto Diálogos sobre Guerreiro Ramos

Criado há três anos, o Diálogos sobre Guerreiro Ramos: contribuições para a ação na atualidade tem tratado de temas teóricos, categorias de análise e suas aplicações  de forma clara e acessível, por meio de vídeos no YouTube. O projeto é resultado da colaboração entre três grupos de pesquisa: Politeia – Coprodução do Bem Público, Accountability, Inovação e Sustentabilidade (Udesc Esag), ORD – Organizações, Racionalidade e Desenvolvimento (UFSC) e Pluralismo Jurídico e Interculturalidade nos Estados Latino-americanos (UFRGS). Atualmente, conta com sete vídeos publicados e diversos materiais complementares, além de um projeto piloto de podcast em desenvolvimento. O projeto tem apoio da Fapesc.

A gravação do episódio com Christian Lynch está prevista para a manhã de 8 de agosto, na UDESC ESAG.


Serviço

O quê: Debate “Sobre fundações: Guerreiro Ramos e o pensamento político brasileiro” e lançamento do livro Fundações do pensamento político brasileiro: a construção intelectual do Estado no Brasil, de Christian Lynch
Quando: 8 de agosto de 2025 (sexta-feira), das 15h às 17h
Onde: Plenarinho da UDESC – Avenida Madre Benvenuta, 2007, Florianópolis – SC
Quanto: Evento gratuito e aberto ao público

Extras: Sessão de autógrafos com o autor após o debate

Gravação: Pela manhã, será gravado novo episódio do programa Diálogos sobre Guerreiro Ramos, com Christian Lynch como convidado especial


Sobre Christian Lynch

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5709-9388

Christian Lynch é doutor em Ciência Política pelo IUPERJ (2007), atual IESP-UERJ. Professor e pesquisador do IESP-UERJ e da Fundação Casa de Rui Barbosa, leciona  também no Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Veiga de Almeida (UVA). É Jovem Cientista do Estado (FAPERJ), bolsista de produtividade do CNPq e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o Grupo de Trabalho em Teoria Política e Pensamento Político Brasileiro da ANPOCS e a área temática correspondente na ABCP. Integra a diretoria do Instituto Brasileiro de História do Direito (IBHD) e é editor da Revista Insight Inteligência.

Foi pesquisador visitante no Centro Raymond Aron (EHESS, Paris) e na Fundação Casa de Rui Barbosa, além de lecionar nas Universidades Agostinho Neto (Angola) e Nacional de Cuyo (Argentina). Atuou como professor adjunto na UFF e na UNIRIO. É autor de Da Monarquia à Oligarquia: história institucional e pensamento político brasileiro (1822–1930) (Alameda, 2014) e Monarquia sem Despotismo e Liberdade sem Anarquia: o pensamento político do Marquês de Caravelas (UFMG).

Produções recentes do Prof. Lynch sobre Guerreiro Ramos:

LYNCH. C. Guerreiro Ramos, leitor de Eric Voegelin: teoria pós-colonial e alternativas à modernidade liberal. REVISTA DO LIVRO DA BIBLIOTECA NACIONAL, v. 20, p. 36-51, 2022.

LYNCH; C. MARRECA, P. P. Teoria pós-colonial e pensamento brasileiro na obra de Guerreiro Ramos: o pensamento político (1955-1958). REVISTA SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA, v. 11, p. 1025-1049, 2021.

Produção científica da UDESC ESAG é apresentada em conferência internacional na Cidade do México

Três pesquisadores da UDESC ESAG participaram, de 2 a 4 de julho, da XIV Conferência Regional para a América Latina e Caribe e do XXIII Congresso de Pesquisa sobre o Terceiro Setor, realizados na Cidade do México. Paula Chies Schommer, Daniel Pinheiro e André Manoel apresentaram resultados de estudos recentes desenvolvidos pela ESAG nas áreas de administração pública e terceiro setor.

A professora Paula Chies Schommer levou ao congresso o artigo “Governança, accountability social e equidade: práticas colaborativas entre sociedade civil e governo no uso de dados para a equidade em serviços públicos”, também assinado pelos pesquisadores Larice Steffen Peters e Andres Hernandez Quinones. O estudo analisa práticas de uso de dados para promoção da equidade em serviços públicos, com protagonismo da sociedade civil e colaboração com o governo, em diferentes países da América Latina. São detalhadas seis práticas específicas, com foco na dinâmica colaborativa, seus impactos na busca por equidade, além de seus alcances e limites. Essas práticas estão disponíveis no e-book Encontro Internacional EquiGov – Equidade nos serviços públicos por meio de governos e parlamentos abertos – Relatos e Reflexões, lançado no mês passado pelo grupo de pesquisa Politeia.

O professor Daniel Pinheiro apresentou o estudo “Os Bancos Municipais como Estratégia de Desenvolvimento Local e Governança Pública”, elaborado em parceria com a pesquisadora Camilla Reis. A pesquisa investiga de que forma os bancos municipais podem contribuir para cidades mais democráticas, a partir de suas práticas de governança. Foram mapeadas dez instituições brasileiras, com análise de suas estruturas de governança e arranjos institucionais.

O doutorando André Manoel, integrante do grupo de pesquisa NISP da UDESC ESAG, apresentou o trabalho “Interacciones socioestatales para la innovación social: avances y retos del Programa Inspire en Santa Catarina”, em coautoria com os pesquisadores Carolina Andion, Maria Julia Guedes, Danilo Melo, Julia Graeff e Jaqueline Andrade. O estudo de caso analisa uma experiência de articulação entre ensino, pesquisa e extensão, envolvendo universidade, atores do sistema de ciência e tecnologia, sociedade civil e governo de Santa Catarina, na implementação de uma política pública voltada à inovação social.

Além de participar da conferência, André Manoel integrou também o Seminário Doutoral, realizado previamente. Na conferência, apresentou a pesquisa desenvolvida pelo NISP e, adicionalmente, os resultados preliminares de sua tese de doutorado em andamento.

A participação na conferência foi uma oportunidade estratégica para os pesquisadores da UDESC ESAG compartilharem internacionalmente suas produções científicas, ao mesmo tempo em que conheceram outras experiências e estudos desenvolvidos na América Latina. Essa troca de saberes contribui para o aprofundamento das investigações na instituição e fortalece redes de colaboração na área da administração pública e do terceiro setor.