Categoria: Transparência
Inesc convida para lançamento oficial dos resultados do Índice de Orçamento Aberto 2015
Lançamento oficial dos resultados do Índice de Orçamento Aberto 2015 será nesta sexta-feira (11/9), na Controladoria Geral da União (CGU), em Brasília, a partir das 9h30.
No entanto, o Brasil ainda precisa melhorar alguns aspectos, como a abrangência do seu Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), apresentando mais informações sobre a classificação das despesas e receitas para anos futuros, e também a abrangência do Relatório de Cumprimento de Metas. A pesquisa também sugere que o governo brasileiro providencie uma atualização oficial do seu Plano Plurianual (PPA) como um documento chave que tem que influenciar e orientar o orçamento anual e respeite o prazo estabelecido na legislação em relação ao ciclo orçamentário.
“No período de realização da pesquisa, o Congresso Nacional segurou a LDO 2014, gerando atraso no ciclo orçamentário. Outra questão que consideramos fundamental a ser aperfeiçoada é a participação social no processo de elaboração do orçamento: apesar de algumas iniciativas, como o Orçamento Cidadão, o orçamento ainda é distante da população em geral”, afirma Carmela Zigoni, assessora política do Inesc e responsável pelo Índice no Brasil. Ela lembra ainda que os espaços de participação disponíveis no Brasil não são decisórios, mas apenas consultivos. “E o governo não estimula de fato o engajamento real da sociedade nesse debate. A prova disso é que a participação social não é citada nos documentos do orçamento.”
“Outra questão a ser aperfeiçoada é a disponibilidade dos dados – todos os documentos estão em PDF, não em formatos reutilizáveis. Isso dificulta que os dados sejam utilizados por organizações interessadas em realizar o controle social. Se os dados do orçamento federal estão abertos em diversas plataformas, por que não abrir também os documentos aprovados?”
Em termos globais, o Índice de Orçamento Aberto 2015 aponta que 98 países pesquisados não têm sistemas apropriados para garantir que os recursos públicos sejam utilizados adequadamente, e 32 deles não satisfazem nenhum dos três critérios.
O Índice de Orçamento Aberto é elaborado desde 2006 e tem como princípio avaliar se o governo federal de cada país pesquisado disponibiliza ao público oito documentos-chave do orçamento. Além disso, investiga se os dados desses documentos são abrangentes e úteis. Os resultados são analisados por meio de um questionário de 125 questões, respondido por especialistas independentes, sociedade civil e membros da academia.
A pesquisa usa critérios internacionalmente aceitos, desenvolvidos por organizações multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização Internacional de Instituições de Auditorias. O processo de pesquisa levou cerca de 18 meses, entre março de 2014 e setembro de 2015, envolvendo cerca de 300 especialistas de 102 países.”
Fonte: Comunicação Inesc <comunicacao@inesc.org.br>
Submissão de propostas para a 12a Conferência Internacional da ISTR abertas até 26 de Outubro
O evento acontecerá em Estocolmo, na Suécia, de 28 de Junho a 01 de Julho de 2016
12th International ISTR Conference
Deadline for Submissions – 26 October 2015
The Third Sector in Transition:
Accountability, Transparency, and Social Innovation
- The Third Sector and the Welfare state
- Civil society and Democracy
- NGOs and Globalization
- Accountability and Transparency
- Social Innovation and Social Enterprise
- Advocacy and Public Policy
- Philanthropy and Foundations
- Volunteerism and Co-production
- Managing Third Sector Organizations
- Emerging Areas of Theory and Practice
Para saber mais sobre a ISTR: https://istr.site-ym.com/
Relação Governo-Sociedade: Transparência, Accountability e Participação é um dos temas do XVIII SEMEAD
Conferência da ISTR de 2016 será em Estocolmo.
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| Palácio Real de Estocolmo |
O evento tem relação direta com as Pesquisas do Grupo de Pesquisa Politeia, focadas em temas como a Coprodução do Bem Público, Governança, Accountability e Accountability Social.
Grupo Politeia recebe visita de especialista em transparência pública
Pesquisadores do grupo de pesquisa Politeia, do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), receberam na tarde desta segunda-feira, 2, a visita do jornalista Fabiano Angélico, especialista em temas relacionados às áreas de transparência pública, acesso à informação e accountability.
Futuras parcerias
Entrevistas
Criado em 2003, o grupo de pesquisa Politeia – Coprodução do Bem Público: Accountability e Gestão se dedica ao estudo e à compreensão da coprodução de bens e serviços públicos em rede, envolvendo a participação ativa da burocracia pública, de governantes, cidadãos e organizações empresariais e associativas.
Para assistir ao programa Conexão Pública: Transparência Governamental e Accountability Social
Framework de apoio à democracia eletrônica em portais de governo é tema de tese de doutorado de Paloma Santos
FRAMEWORK DE APOIO À DEMOCRACIA ELETRÔNICA EM PORTAIS DE GOVERNO COM BASE NAS PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO é o título da tese de doutorado de Paloma Maria Santos. Defendida em Dezembro de 2014 no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, a tese representa uma relevante e qualificada contribuição aos estudos sobre accountability e participação cidadã.
Uma das principais contribuições é apresentar os indicadores que traduzem o conceito de democracia eletrônica e servem de base para sua avaliação em portais de governo.
O texto completo está disponível na Biblioteca da UFSC e é resumida pela autora da seguinte maneira:
“Graças a sua capilaridade e facilidade de acesso, os portais de governo são tidos como um dos canais mais importantes para a prestação de serviços públicos e para a interação entre o governo e o cidadão. Muito além de um mero cartão de visitas ou um palanque eletrônico, um portal de governo deve permitir o exercício da cidadania e o aperfeiçoamento da democracia. Dessa forma, deve fomentar iniciativas que aumentem a participação cidadã nos debates e decisões governamentais, além de buscar a accountability na gestão pública. A Gestão do Conhecimento pode contribuir para a realização desses objetivos da democracia eletrônica. Assim, é de fundamental importância desenvolver um portal de governo que seja capaz de atendê-los. O presente estudo, de caráter aplicado, descritivo e exploratório, parte da identificação, análise e representação dos constructos-chave no domínio da democracia eletrônica, para a proposição de um framework que dê suporte a sua realização em portais de governo. A partir da explicitação das dimensões de análise, dos indicadores e das variáveis capazes de fomentar a democracia eletrônica, foi estruturado um framework que mostrou ser consistente tanto do ponto de vista teórico quanto do empírico. Sua aplicação prática revelou que os portais avaliados não estão sendo utilizados como ferramentas em prol do avanço na construção e no aperfeiçoamento da democracia, e que os processos fomentados com mais intensidade são o uso, o armazenamento e o compartilhamento de conhecimento.”
Paloma Santos passa a contribuir com o Blog do Grupo Politeia em 2015. Desejamos que este seja o início de uma parceria frutífera nos temas de interesse que nos unem.






