Chamada para interessados em sediar a 11a Conferência Regional da ISTR para América Latina e Caribe 2017



Convocatoria a expresiones de interés para ser país sede de la Undécima Conferencia Regional de ISTR para América Latina y el Caribe en 2017



La Coordinación para América Latina y el Caribe y la Junta Directiva de ISTR consultan a investigadores asociados e instituciones aliadas en todos los países de la Región sobre el interés de coorganizar la Undécima Conferencia Regional de ISTR para nuestra región. La decisión sobre el lugar a realizar la conferencia se tomará durante la Conferencia Internacional de ISTR en Estocolmo, en junio de 2016.

Las diez anteriores conferencias regionales de América Latina y el Caribe se realizaron en Brasil en 1998 y en 2007, en Chile en 1999 y en 2013, en Argentina en 2001 y en 2011, en Costa Rica en 2003, en Perú en 2005, en México en 2009, y la más reciente en Puerto Rico en 2015.  Corresponde realizar la próxima conferencia regional en el año 2017.

Ser la sede de una conferencia regional de ISTR implica una excelente oportunidad para movilizar a los diferentes actores de la sociedad civil de la ciudad y del país, y para promover alianzas fructíferas a nivel local y nacional y con otros países de la región e investigadores de todo el mundo.

Así, convocamos a instituciones académicas, públicas y privadas, organizaciones de la sociedad civil y centros de investigación a presentar una propuesta para la organización de la próxima conferencia regional de ISTR en el año 2017. La organización anfitriona o el consorcio de organizaciones que coordinen esfuerzos para organizar la Undécima Conferencia Regional deben tener la capacidad de:

–  Involucrar a un amplio rango de actores del campo académico y de organizaciones de promoción de la sociedad civil o el tercer sector dentro del país sede, tanto públicos como privados;
   – Realizar actividades y gestiones de recaudación de fondos, que aseguren la realización de la conferencia;
        – Contar con apoyo administrativo para la gestión del proceso de revisión de los trabajos propuestos a la conferencia y para el proceso de definición del programa;
          – Planificar todos los aspectos logísticos y de implementación del evento.

En todas las anteriores conferencias se ha conformado un comité académico integrado por personas de varios países y un comité de organización local. Integrantes de la Coordinación para América Latina y el Caribe servirán voluntariamente en el comité académico de la conferencia y trabajarán coordinadamente con el comité local en los aspectos programáticos de la conferencia.

Las instituciones y personas interesadas pueden enviar sus consultas y sus propuestas a la Coordinación para América Latina de ISTR (Anabel Cruz o Analía Bettoni) a los emails: istr@lasociedadcivil.org, acruz@lasociedadcivil.org, o abettoni@lasociedadcivil.org. Quienes tengan interés pueden escribirnos para solicitar informaciones específicas. Responderemos todas las consultas que se nos hagan llegar y apoyaremos la preparación de una propuesta para ser sede de la conferencia.

El proceso de selección de la sede de la Conferencia Regional 2017 será facilitado por la Junta Directiva de ISTR, con la participación de todos los miembros asociados en la región. El plazo para la presentación oficial y completa de las propuestas vence el 20 de abril de 2016.

En nombre de la Junta Directiva de ISTR y de la Coordinación para América Latina y el Caribe les enviamos un muy cordial saludo.
Paula Chies Schommer, Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, Brasil
Gabriel Berger, Universidad de San Andrés, Argentina
Analía Bettoni, Instituto de Comunicación y Desarrollo, ICD, Uruguay

Anabel Cruz, Instituto de Comunicación y Desarrollo, ICD, Uruguay

Sinais Vitais: Indicadores de Florianópolis publicados no aniversário da cidade



O DC desta terça-feira, 22 de Março, circula com um caderno especial com dados do relatório Sinais Vitais de Florianópolis. São dados, indicadores e desafios em saúde, educação, segurança, mobilidade e planejamento urbano. 

É informação que chega a mais cidadãos, convidando-os a conhecer, refletir e se envolver na construção do futuro de nossa cidade. 

No aniversário da cidade, é o presente do Instituto Comunitário Grande Florianópolis, ICom, e do Observatório Floripa Cidadã/Udesc Esag, em parceria com o Floripa te Quero Bem e diversas organizações públicas e privadas, servidores públicos e cidadãos.
Para ver a matéria completa no DC: Estudo sobre 5 temas críticos revela novos desafios e velhos problemas de Florianópolis | Link direto para dados nas cinco áreas e desafios
Para donwload do relatório Sinais Vitais Checkup 2015 completo: goo.gl/qqGxt9






Sinais Vitais Florianópolis, um conjunto de indicadores atualizados da cidade, será lançado no dia 21 de Março

Na semana em que Florianópolis completa 343 anos, um dos presentes para a cidade é a apresentação e debate de indicadores sobre nossos avanços e desafios em saúde, educação, segurança, mobilidade e desenvolvimento urbano.

O relatório Sinais Vitais, que nos ajuda a “sentir o pulso” da cidade, é uma realização do Instituto Comunitário Grande Florianópolis, ICom, em parceria com o Observatório Floripa Cidadã, da Udesc Esag, e o Floripa Te Quero Bem, com participação de diversas organizações públicas e privadas no processo de construção do relatório.

O evento acontece no auditório da Udesc Esag, às 19h de 2a feira, dia 21 de março.

Veja aqui entrevista com Anderson Giovani da Silva, diretor executivo do ICom, sobre o lançamento do Relatório Sinais Vitais: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/bom-dia-santa-catarina/videos/t/edicoes/v/evento-apresenta-os-desafios-da-capital-em-2016/4898211/.
Na entrevista, ele destaca a responsabilidade compartilhada de governos, cidadãos e as várias organizações da cidade na construção de nosso futuro, o que passa pela cocrição e pela coprodução do bem público.

Para download do relatório completo, acesse: goo.gl/qqGxt9

Desafio para prefeituras que desejam inovar com participação cidadã – Mayors Challenge 2016 – Bloomberg Philanthropies

Prefeitos e prefeitas de cidades da América Latina e do Caribe tem até o dia 15 de março para se inscrever no desafio proposto pela Bloomberg Philanthropies: o Mayors Challenge 2016.

Podem participar cidades com mais de 100.000 residentes na região administrativa da cidade ou área urbana.

As inscrições devem ser enviadas pela prefeitura, sob a direção de um órgão ou executivo autorizado, sendo valorizada a colaboração — tanto com cidadãos como com fundações, ONGs e setor privado.

Segundo um dos divulgadores da iniciativa no Brasil, “o tema de engajamento de cidadãos na gestão pública é central para o Mayors Challenge. A Bloomberg Philanthropies está interessada em: apoiar novas ideias que reforcem o engajamento dos cidadãos; solucionem grandes problemas sociais ou econômicos na área local; melhorem o serviço público para cidadãos ou empresas; ou criem ganhos de eficiências no governo.”

Exemplos da combinação do arcaico e do moderno na cultura política e na administração pública brasileira

A presença de elementos arcaicos e modernos nas práticas políticas e administrativas brasileiras foi discutida em aula do oitavo termo do curso de Administração Pública da Udesc Esag, na manhã de 10 de Março de 2016. O debate aconteceu durante a disciplina Sistemas de Accountability, ministrada pela professora Paula Schommer, e teve como base o artigo “Accountability: já podemos traduzi-la para oportuguês?”, de José Antonio Gomes de Pinho e Ana Rita Silva Sacramento.

Segundo os autores “no Brasil coexistem dois países, cujas mentalidades, comandadas pela educação, são bastante distintas: uma moderna, outra arcaica”. Entre as características arcaicas, estão o clientelismo, o formalismo e o patrimonialismo, que muitas vezes se disfarçam ou se modificam para permanecer, gerando, por exemplo, o neopatrimonialismo, que convive com práticas consideradas avançadas nas democracias contemporâneas.

Os estudantes trouxeram exemplos de como ocorre essa combinação do arcaico e do moderno em nosso cotidiano, evidenciando que nem sempre a emergência de um instrumento considerado moderno substitui ou elimina um valor ou uma prática arcaica.


Exemplo 1 – Sistemas de Avaliação

Um dos exemplos trazido pelos colegas foi o próprio sistema de avaliação interno da Universidade, que inclui a avaliação dos professores pelos alunos, ao fim de cada semestre. Segundo os acadêmicos, por mais que o sistema seja um exemplo de ação moderna, pois facilita a identificação de pontos positivos e negativos vivenciados no dia a dia, não se percebe que os resultados sejam valorizados pelos professores para promover melhorias. Assim, há um certo desestímulo à participação dos acadêmicos, pois não se percebe conexão entre o sistema de avaliação e as mudanças nos processos de ensino. Além disso, os estudantes não recebem retorno sobre o que é feito com os resultados da avaliação e não tem conhecimento sobre responsabilização associada ao desempenho docente e institucional.

Outros sistemas de avaliação em geral foram lembrados, ressaltando-se a relevância de que sejam úteis – para aprendizagem, para tomada de decisão, para promover melhorias em serviços, políticas e métodos, e para gerar responsabilização, na forma de prêmios ou punições. Foram lembrados exemplos de classificação para qualidade de serviços oferecida por aplicativos de celular. A professora comentou sobre o aplicativo 99 Taxis, onde a avaliação negativa por vários usuários pode gerar penalização aos taxistas. Outra aplicação para celular lembrada foi o IFood, onde o estabelecimento pode justificar uma avaliação negativa, orientando a decisão de futuros usuários.

Exemplo 2 – Aplicativo Dengue SC (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.sc.ciasc.denguesc&hl=pt_BR)

O aplicativo foi criado recentemente pelo governo do Estado de Santa Catarina para que a população localize possíveis focos de dengue e encaminhe ao Poder Público. Assim, medidas cabíveis podem ser tomadas. A medida é considerada moderna, pois o recurso gera agilidade na identificação de focos, com a participação direta dos cidadãos, coproduzindo a resolução de um problema grave e que afeta diretamente a saúde de todos. No entanto, uma série de fragilidades que são comuns no cotidiano da administração pública afetam a efetividade desse novo instrumento. Entre elas, a falta de preparação para os municípios sobre as ações. Até o momento, 34 dos 295 municípios catarinenses aderiram ao aplicativo, mas reclamavam de falta de treinamento. Enquanto isso, catarinenses de 102 municípios já fizeram download da aplicação, mostrando interessem em utilizá-lo.

O elemento arcaico mais visível nesse exemplo é a morosidade dos processos internos do Poder Público. O problema demanda uma velocidade para a qual a Secretaria de Estado da Saúde e demais envolvidos não estão preparados. Essa falta de comunicação entre órgãos e níveis de governo também é um exemplo do arcaico.

Exemplo 3 – Lei que busca impedir o nepotismo

Segundo o grupo que trouxe o exemplo, a lei é um exemplo do moderno porque reconhece que o nepotismo é um problema no país e porque busca contribuir para o combate ao patrimonialismo e à corrupção, tão arraigados na sociedade brasileira. No entanto, a mesma lei se contradiz, pois coloca exceções para cargos específicos. Além disso, não consegue evitar o chamado nepotismo cruzado. O que evidencia que as leis, por si só, não são capazes de mudar as práticas, pois as pessoas encontram maneiras de burlar o espírito da lei, mesmo que formalmente as cumpram integralmente. Algo que evidencia a característica formalista da cultura brasileira. O arcaico é percebido, também, quando se desprivilegia a qualificação dos indicados, pois não se admite que pode haver pessoas apropriadas para certas funções por sua competência e qualificação, ainda que sejam parentes de outro servidor. Além disso, se desconsidera as relações de confiança, inerentes às relações sociais. 

Na discussão sobre o formalismo, a frase “para os amigos, tudo; para os inimigos, o rigor da lei”, foi lembrada.

Exemplo 4 – Acusação de rede de nepotismo (http://www.estacaodanoticia.com/index/comentarios/id/5614)

O exemplo trazido relata que o ex-governador do Maranhão, Jackson Lago, criou a maior rede de nepotismo já vista no país. Foram contratados 23 parentes diretos do governador. O arcaico é percebido pela persistência de uma prática antiga, típica do coronelismo. 

Já o moderno é entendido a partir dos questionamentos que vêm por meio da população, que começa a se preocupar com essas questões e cobrar posicionamento das autoridades competentes. Debate esse que passou a ser mais difundido no país a partir da difusão das redes sociais.

Exemplo 5 – Prefeitura no Bairro

O programa da Prefeitura de Florianópolis, executado nos primeiros anos da atual gestão, buscou aproximar gestores públicos da população nos diferentes bairros da cidade, contribuindo para compreender as particularidades existentes em um mesmo município. Secretários, servidores e o prefeito se deslocavam a cada comunidade, aos sábados, para ouvir, conhecer as demandas e dialogar. Posteriormente, a Prefeitura enviava um retorno a cada cidadão sobre a sua demanda.
O elemento moderno do programa está na abertura de um canal de diálogo mais próximo entre governantes e cidadãos, considerando as particularidades de cada bairro da cidade. Entretanto, limitava-se a escutar demandas pontuais, sem envolver a população nas decisões e soluções. Além disso, parece ter havido fragilidade na coordenação entre as várias áreas da Prefeitura. E houve descontinuidade.
Também se percebeu que alguns líderes comunitários, ao invés de utilizar o espaço em prol da comunidade, discutindo e encaminhando problemas coletivos, buscavam usar o programa para benefício e promoção pessoal.




Citando Alberto Carlos Almeida, autor do estudo publicado no livro “A Cabeça do Brasileiro” (2007), os autores do artigo debatido concluem que “como a escolaridade está aumentando, pode-se esperar que no futuro haja mais modernos do que arcaicos”. Porém, a escolaridade não garante a mudança de valores e práticas, como demonstra o estudo coordenado por Almeida. Mesmo entre pessoas com alto grau de escolaridade, vê-se aceitação e prática de corrupção, formalismo e nepotismo, como se fosse algo natural. Mas isso está mudando bastante!


* este relato foi elaborado pelo acadêmico Nícola Martins, durante a aula, com contribuição de colegas que trouxeram e debateram exemplos, com a participação da professora Paula.

Livro “Por uma Sociedade mais Transparente: Participação e Controle Social no Brasil” disponível em versão digital


Está disponível a versão digital do livro “Por uma Sociedade mais Transparente: Participação e Controle Social no Brasil”, disponível em http://migre.me/tbZV2.

O livro é uma seleção de monografias do curso de especialização em “Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais”, da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG.

Um dos capítulos é de autoria de Renato Pellegrini Morgado, do Observatório Cidadão de Piracicaba. Sua pesquisa foi sobre Observatórios de Meio Ambiente e Sustentabilidade, na qual analisa três iniciativas: Observatório do ClimaObservatório do Código Florestal e Observatório das Unidades de Conservação.

Renato ressalta que “Existe uma criação intensa de Observatórios nos últimos anos, como um novo arranjo de participação, de controle social e de promoção da transparência pública. A proposta foi contribuir com a reflexão sobre os Observatórios de forma geral, mas mais especificamente sobre iniciativas do campo ambiental e mantidas por organizações da sociedade civil. Só nessas áreas tínhamos, em 2013, 24 Observatórios em funcionamento no Brasil”.