Aula aberta sobre o Índice de Transparência e Governança Pública dos Estados, com a Transparência Internacional – Brasil, é na próxima segunda, 3

Convidadas vão apresentar os bastidores da produção do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) 2025 e os desafios para governos no próximo ano 

Na próxima segunda, 3 de novembro, a partir das 10h30min, estudantes do curso de administração pública da Udesc Esag, da disciplina “Sistemas de Accountability”, terão uma a oportunidade de aprender mais sobre o tema com dupla de convidadas da organização Transparência Brasil Internacional. Elas participam de uma Aula Aberta para explicar e discutir os resultados do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) 2025, anunciado em setembro deste ano. 

De forma remota, a coordenadora de Integridade e Governança Pública, Amanda Faria Lima, e a colega pesquisadora e analista de Integridade e Governança Pública, Manuella Caputo, apresentam o painel “Avaliando a transparência e a governança dos estados com o ITGP”, quando vão detalhar o que representa cada indicador examinado, a metodologia usada, avanços e retrocessos no desempenho dos governos estaduais na edição deste ano. 

Para participar não é necessário inscrição. Presencialmente, para quem não for da turma, basta chegar até o horário de início (10h30) na sala de aula 106 da Udesc Esag. Remotamente, ao vivo, é só acessar a sala virtual da Plataforma Teams aqui. 

O ITGP em 2025

O blog do Politeia publicou reportagem analítica e interpretativa do ITGP 2025 (leia aqui) para repercutir os dados catarinenses com professores e pesquisadores do grupo. E também para prospectar novos cenários, ampliação de acesso a dados públicos e mais participação popular nas decisões de governo. 

Em um ano, o estado de Santa Catarina saiu da 7ª posição no ranking nacional do ITGP a 19ª posição. Com nota média de 63,01 em um total de 100 pontos nas oito dimensões avaliadas, o governo estadual de Santa Catarina agora figura no penúltimo posto da lista dentro do nível “Bom”. Os pontos mais críticos que precisam ser melhorados, segundo o relatório, são nas dimensões “Legal” e “Participação Social”, ambos com nota 35,0 em 100. 

Controle externo pode contribuir para a universalização do saneamento básico

O fortalecimento do controle externo — com uma atuação mais propositiva, colaborativa e voltada a resultados — é condição para que Santa Catarina avance na universalização da coleta e do tratamento de esgoto. Essa é uma das conclusões do relatório técnico “A atuação do Tribunal de Contas de Santa Catarina para a universalização de coleta e tratamento de esgoto nos municípios catarinenses: fundamentos e recomendações”, elaborado a partir de uma pesquisa de mestrado desenvolvida por Paula Antunes Dal Pont, na Udesc Esag.

Os resultados da pesquisa foram organizados em formato de relatório técnico com o objetivo de facilitar a disseminação do conhecimento científico e promover sua aplicação prática. A escolha desse formato busca aproximar o conteúdo acadêmico das necessidades reais do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), traduzindo as evidências e recomendações da dissertação em linguagem acessível e orientada à ação. Ao mesmo tempo, o relatório amplia o alcance do estudo para a sociedade em geral, estimulando o debate público sobre o papel do controle externo na efetivação das políticas de saneamento e contribuindo para uma gestão pública mais transparente, integrada e voltada a resultados.

A dissertação de mestrado analisou o papel do Tribunal na promoção do saneamento básico nos municípios catarinenses e foi defendida em agosto de 2025 pela pesquisadora Paula Antunes Dal Pont, sob orientação da professora Paula Chies Schommer, da Udesc Esag e do grupo de pesquisa Politeia. A banca examinadora contou com os professores Fabiano Maury Raupp (Udesc Esag Politeia) e Marco Antonio Carvalho Teixeira (FGV-Eaesp). A íntegra da dissertação está disponível no repositório institucional da UDESC.

Desafios e lacunas identificados

A pesquisa parte das metas estabelecidas pela Lei Federal nº 14.026/2020, que atualizou o marco legal do saneamento básico no país. Cumprir essas metas exige coordenação entre diferentes atores institucionais, entre eles os órgãos de controle externo.

A análise identificou quatro grupos de lacunas que dificultam o avanço do esgotamento sanitário no estado:

  • Normativas: ausência ou desatualização de regulamentos;
  • Estruturais: limitações técnicas e operacionais nos municípios;
  • Financeiras: dificuldade de garantir fontes estáveis de financiamento;
  • De governança: fragilidades na articulação entre órgãos públicos, concessionárias e entidades reguladoras.

Embora o TCE-SC já tenha iniciativas voltadas ao tema, sua atuação ainda se concentra na verificação de conformidade formal, com menor ênfase em aspectos estruturantes da política pública.

Oportunidades de aprimoramento

O relatório aponta oportunidades concretas de fortalecimento da atuação do Tribunal, como:

  • ampliar a abordagem preventiva das fiscalizações;
  • fortalecer a integração entre diretorias internas;
  • usar de forma estratégica a diversidade técnica do corpo funcional;
  • fomentar a transparência e a qualidade das informações prestadas pelas concessionárias;
  • qualificar a análise de viabilidade e sustentabilidade de projetos e concessões.

Entre as proposições apresentadas estão o fortalecimento da função orientativa do Tribunal, o acompanhamento sistemático dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSBs) e o estímulo à atuação das entidades reguladoras e das instâncias de controle social.

Um novo olhar para o papel do controle externo

A principal contribuição do estudo é mostrar que, mesmo sem competência para executar investimentos diretamente, o TCE-SC pode desempenhar um papel decisivo ao apontar falhas, incentivar boas práticas e promover a integração entre os atores do sistema de saneamento.O desafio, portanto, é avançar de um modelo centrado na conformidade para uma atuação que gere aprendizagem, induza melhorias e contribua efetivamente para os resultados das políticas públicas, incluindo a prioridade aos grupos populacionais que têm mais dificuldade de acesso aos serviços públicos e sofrem mais as consequências de não contar com tratamento de esgoto. Esse modelo de atuação reflete uma abordagem relacional de accountability, que complementa a abordagem normativa e formal, muito presente na literatura acadêmica e nas práticas da administração pública, mas insuficiente para resolver diversos problemas, considerando as características de cada realidade.

Projeto de pesquisa aplicada Parlamento Aberto é destaque na edição desta sexta do programa Conversas Cruzadas, na Rádio CBN Floripa 

Na próxima semana, integrantes do Politeia viajam para a região de atuação da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina, a Acamosc, que congrega mais de 30 municípios da região oeste catarinense

Assista ao programa Conversas Cruzadas completo, gravado durante transmissão ao vivo na tarde desta sexta-feira, 24, na CBN Diário Florianópolis

Ao longo de dois blocos ao vivo, na tarde desta sexta, 24, a professora da Udesc Esag e pesquisadora do Politeia, Paula Chies Schommer e o diretor da Escola do Legislativo da Alesc, Alexandre Lencina Fagundes responderam perguntas e explicaram a natureza, as fases, os objetivos e os resultados parciais do projeto de pesquisa aplicado “Parlamento Aberto – Inovação e Colaboração nas Câmaras de Vereadores ” durante entrevista para o jornalista e apresentador Renato Igor, em edição do programa Conversas Cruzadas, da Rádio CBN Florianópolis, do Grupo NSC. 

Rodada de perguntas tratou de transparência, participação social, controle externo e comunicação da ciência e da inovação em pesquisa em torno do projeto Parlamento Aberto | Foto – Marcelo Barcelos

Além dos entrevistados em estúdio,  participou remotamente o vereador Gilberto Azevedo, do município São João do Itaperiú e presidente da Associação das Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi). Veja notícia sobre a Oficina de encaminhamentos do projeto Parlamento Aberto na região da AVEVI. Foi nesta região que o projeto realizou sua etapa piloto, em pesquisa colaborativa junto às Câmaras, Prefeituras e organizações parceiras em Barra Velha, Corupá, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Massaranduba, São João do Itaperiú e Schroeder. Além do vereador, também integrou o debate o jornalista e pesquisador do Politeia, Marcelo Barcelos, bolsista Fapesc/Udesc.

Trecho em que o vererador Gilberto Azevedo, do município São João do Itaperiú e presidente da Associação das Câmaras e Vereadores do Vale do Itapocu (Avevi) relata a experiência concreta de crocriar soluções de transparência entre academia, câmaras, sociedade civil e parceiros | Arquivo Pessoal.

Nos próximos dias, o Politeia publica o Relatório Técnico “Dados em Educação | Transparência no acesso e gestão de vagas na educação infantil/filas de creches”, que é fruto de oficinas, reuniões de trabalho, entrevistas, aplicação de formulários e formação de parcerias para promover a abertura do legislativo municipal e sua colaboração com cidadãos, prefeituras e parceiros.

Este foi um dos tantos assuntos abordados na entrevista de mais de 30 minutos, também transmitida pelo YouTube (veja programa na íntegra abaixo e neste link).  

O projeto 

O projeto Parlamento Aberto: Inovação e colaboração nas Câmaras de Vereadores catarinenses é realizado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc Esag), sob coordenação do Grupo de Pesquisa Politeia, e pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), por meio da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. Conta, ainda, com a participação da organização da sociedade civil  Act4Delivery e do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Controladoria-Geral do Estado (CGE-SC) e da Secretaria do Estado do Planejamento (Seplan-SC).

A iniciativa promove inovação na prática ao implementar e sistematizar metodologia de formação-pesquisa-ação, coproduzidos em parceria com os legislativos municipais. O foco está em problemas públicos locais concretos, transformando desafios reais em oportunidades de melhoria na transparência e participação cidadã.

Já na semana que vem, no dia 28 de outubro, o projeto Parlamento Aberto chega a sua segunda e última fase de campo, quando acontece oficina na região de atuação da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina, Acamosc, que congrega mais de 30 municípios da região oeste catarinense. A oficina de cocriação com vereadores e servidores de Câmaras acontecerá na sede da Acamosc, em Chapecó, das 8:30h às 12:30h.

Leia mais sobre o projeto aqui >>>

Politeia debate o papel do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina e sua abertura institucional durante a 10ª Semana Acadêmica Eduardo Janicsek Jara de Administração Pública 

Evento durou três dias entre sessões científicas, debates com convidados e apresentações técnicas para pensar a carreira, a academia e os desafios da tecnologia na área 

Palestras, mesas de debate, oficinas e lançamentos de livros. E novidades em temas como o futuro da carreira, caminhos da produção científica, controle externo, improbidade administrativa, sustentabilidade, defesa civil, inovação social e transparência. Assim foi a 10ª Semana Acadêmica Eduardo Janicsek Jara de Administração Pública da Udesc, finalizada ontem, 22. Integrantes do Politeia participaram da programação. 

O doutorando em Administração Udesc Esag e pesquisador do Politeia, auditor fiscal de controle externo do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), Renato Costa, dividiu o palco com a Professora Dra. Elaine Menezes, para apresentar o painel “O papel do Tribunal de Contas no Controle Externo: acompanhamento das contas dos gestores catarinenses”.

Na ocasião, o pesquisador compartilhou reflexões sobre o papel institucional do TCE-SC e apresentou um spoiler de sua tese de doutorado, que propõe uma abordagem teórico-prática de Controle Aberto nos Tribunais de Contas brasileiros, uma pesquisa original e inédita, que será defendida no dia 10 de dezembro, às 9h30min, na Sala 03 da Esag/Udesc.

Neste ano, a semana teve o tema “Inovação, Diálogo e Impacto” e o subtema “O papel da Esag no desenvolvimento de Santa Catarina”. A promoção foi realizada pelo pelo Centro Acadêmico Cinco de Julho (Cacij), em parceria com o Departamento de Administração Pública da Udesc Esag. A edição também é especial dada a homenagem póstuma ao professor da Esag Udesc, Eduardo Janicsek Jara, que faleceu recentemente. 

Pesquisadores do Politeia, audtor Renato Costa e professora da Udesc Esag, Dra. Elaine Menezes
TCE-SC e sua abertura institucional 

A mesa com integrantes do Politeia se concentrou no debate sobre o papel do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, tanto na fiscalização e no controle externo da gestão pública, entre mecanismos de acompanhamento das contas municipais, novos desafios da transparência e as perspectivas sobre a responsabilidade dos gestores públicos diante das exigências éticas e legais da administração moderna. O diálogo também destacou a importância da abertura institucional dos Tribunais de Contas frente às demandas sociais atuais, reforçando o compromisso dessas instituições com a governança democrática, a integridade e a participação cidadã.

Tela da apresentação executada durante o evento resume as camadas e níveis de controle | Reprodução

Conforme a professora Elaine Menezes, o debate ampliou o entendimento sobre o controle externo da administração pública e o papel do Tribunal de Contas como órgão de apoio ao controle externo. “Também tratamos das mudanças institucionais e culturais da sociedade… E como essas modificações afetam a atuação dos tribunais de contas. Essas mudanças vêm promovendo inovação no sentido do controle aberto”, ponderou a docente.  

Para o doutorando Renato Costa que pesquisa o tema, a oportunidade de participação da Semana Acadêmica da Udesc/Esag foi uma oportunidade de diálogo, ampliar redes e promover a divulgação de uma tema imprescindível para a gestão pública na atualidade. “É o momento em que pesquisa, prática e reflexão se encontram para repensar os desafios da gestão pública e do controle democrático”, defendeu. 

Controle Aberto a partir de cinco pilares: inovação, prestação de contas, transparência, integridade e participação social

Na opinião do doutorando, discutir o papel dos Tribunais de Contas em espaços como o da academia é fundamental para aproximar a universidade da sociedade “Precisamos fortalecer a ética e a transparência na administração. Isso nos ajudará a reafirmar o compromisso por um Estado mais aberto, inovador e responsável perante o cidadão”, declara o pesquisador. 

Trajetórias de pesquisa  

O auditor do TCE/SC, Renato Costa é doutorando em Administração Udesc Esag e pesquisador do Politeia, sob orientação de Paula Chies Schommer. Já atuou em áreas estratégicas como a Diretoria de Controle da Administração Estadual e a Diretoria de Controle de Licitações e Contratações. Atualmente, integra a Diretoria de Atividades Especiais (DAE), onde realiza auditorias operacionais voltadas à área da saúde pública, com foco em eficiência, efetividade e aprimoramento das políticas públicas.

Pesquisadora do Politeia e professora da Udesc Esag, a Professora Dra. Elaine Cristina de Oliveira Menezes tem trajetória acadêmica e profissional consolidada, marcada por pesquisas e atuação nas áreas de gestão pública, orçamento e planejamento governamental, com ênfase no desenvolvimento territorial sustentável e na eficiência da ação estatal.


Jovens pesquisadoras do Politeia apresentam pesquisas de graduação no 35º Seminário da Iniciação Científica da Udesc Esag  

Acadêmicos/as tiveram dois dias para debater temas de investigação que somaram quase 40 exposições trabalhos, além de oficinas e palestras ofertadas nesta edição

A semana que passou foi movimentada para os pesquisadores e pesquisadoras do grupo Politeia, de eventos internacionais a encontros de pesquisa locais, todos relevantes para o avanço e popularização da ciência em temas como governo aberto, transparência, participação cidadã e internacionalização da pesquisa. Estes foram alguns dos assuntos apresentados e debatidos durante os três dias da 35ª edição do Seminário de Iniciação Científica (SIC) da Udesc Esag, onde 38 alunos e alunas apresentaram suas pesquisas (veja programação completa aqui)

Do grupo de pesquisa Politeia, na sexta, 10, participaram e apresentaram trabalho científico as graduandas da Udesc Esag, Caroline Fraga Leimann, que apresentou trabalho chamado “Radar LAI: uma sistematização sobre publicações técnicas relativas à Lei de Acesso à Informação” e Letícia de Oliveira Lagos, que apresentou o artigo “Accountability, serviços públicos equitativos, governança colaborativa e governo aberto”.

Integrantes do Politeia, as duas acadêmicas foram acompanhadas por uma das professoras orientadoras, Paula Chies Schommer (ao centro). Fotos – Arquivo Pessoal.

Ambos os trabalhos foram orientados pelas Professoras Paula Chies Schommer e Karin Vieira da Silva, líderes do Politeia. A sessão foi coordenada pela Professora Carolina Andion e contou as professoras Julia Viezzer Baretta e Karina Francine Marcelino como avaliadoras e debatedoras.

Caroline apresentou o trabalho “Radar LAI: uma sistematização sobre publicações técnicas relativas à Lei de Acesso à Informação“.

Na avaliação da jovem pesquisadora Caroline Leimann, “a participação no 35º SIC foi enriquecedora. Algumas colegas trouxeram reflexões maravilhosas sobre o trabalho e ótimas propostas de continuação. Ouvir isso representa um momento para a reflexão e aprofundamento do tema”. Já para pesquisadora Letícia Lagos (foto abaixo), compartilhar a pesquisa ajuda a aprimorar e validar o percurso do/a investigador/a.

Letícia trouxe o artigo “Accountability, serviços públicos equitativos, governança colaborativa e governo aberto”.

“Participar do 35⁰ SIC foi uma experiência muito rica e interessante. Ter sido capaz de explicar a pesquisa que estou desenvolvendo e receber os feedbacks positivos me fez sentir que estou no caminho certo. Também foi um privilégio poder presenciar outros colegas apresentando temas tão plurais e necessários”, declarou a estudante de IC que está na 8ª fase do curso de Adminstração Pública na Udesc Esag.  

Evento ofereceu palestra, oficina e aprendizado nas sessões de apresentação de trabalhos 

O 35º SIC começou na quarta-feira, 8. A palestra de abertura ocorreu na quarta-feira à tarde e abordou o tema “Governança Corporativa: bases, limites e possibilidades”. A conversa debateu desafios da pesquisa em governança corporativa, com foco nas problemáticas epistemológicas de cada estudo, ministrada pela convidada Profa. Dra. Vanessa Rabelo Dutra, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). 

No mesmo dia, ainda ocorreram duas oficinas. A primeira foi “Scopus.IA + Elicit”, que tratou de noções básicas a respeito de ferramentas de IA para estágios iniciais de pesquisa, como recorte do problema de pesquisa e procura focada em referências relacionadas ao problema de estudo. A Profa. Dra. Aline Regina Santos, da Udesc Esag, foi a desenvolvedora. No começo da noite, foi ofertada segunda a oficina nomeada “Revisão sistemática na prática: métodos, softwares e inovações com IA”, sob a tutela da Profa. Dra. Ana Luize Correa Bertoncini, também da Udesc Esag.  

Premiação à vista 

Como incentivo à IC, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG) divulgou o Edital do Prêmio de Iniciação Científica. O acadêmico que obtiver a melhor nota no ranqueamento dos trabalhos inscritos será premiado com passagens aéreas, inscrição e hospedagem para participar da Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), evento que integra a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Niterói (RJ), de 26 de julho a 1º de agosto de 2026.

O diretor de pesquisa e pós-graduação da Udesc Esag, professor Marcello Zappellini, destaca a relevância do evento. “O 35º Seminário de Iniciação Científica é o evento mais importante da pesquisa no ensino de graduação da Udesc. O Seminário é uma oportunidade valiosa para a comunidade acadêmica conhecer o que está sendo produzido em termos de pesquisa pelos professores da Esag em parceria com os alunos”.

Pesquisadora do Politeia apresenta pesquisas em eventos globais na Espanha esta semana

Professora da Esag Udesc, Karin Vieira da Silva participa de três sessões de debates, a partir de estudos sobre Estado aberto, governança democrática e equidade nos serviços públicos, em parcerias com outros pesquisadores e pesquisadoras 

Termina nesta sexta, 10, a intensa agenda de debates, apresentação de pesquisas e produção científica que a pesquisadora e uma das líderes do Politeia, professora da Esag Udesc, Karin Vieira da Silva, cumpre no País Basco, na Espanha, na cidade de Vitoria-Gasteiz, desde a segunda-feira, 6. 

Professora Karin Vieira da Silva na chegada ao OGP Global Summit 2025 | Foto – Arquivo Pessoal

Ela participa da IX Cúpula Global da Parceria para Governo Aberto | OGP Global Summit 2025, que reúne cerca de duas mil pessoas, entre representantes de governos,  organizações da sociedade civil, academia e organismos internacionais.  Promovida pela organização internacional “Parceria para Governo Aberto” (em inglês Open Government PartnershipOGP) e o governo da Espanha, a Cúpula global se concentrou, neste ano, em práticas para o fortalecimento da democracia, aumento da transparência pública e novas formas de participação cidadã em todos os Poderes e níveis de governo. E também para debater práticas de governo, parlamento e justiça abertas, direitos digitais, governança, liberdade de expressão e cidadania digital. 

O texto da Declaração de Vitoria-Gasteiz, redação que apresenta propósitos e compromissos dos promotores do evento, está aberta para adesão e pode ser acessado em https://www.opengovpartnership.org/vitoria-gasteiz-declaration/ 

Documento trará compromissos, desafios e ações em governo aberto no futuro | Foto- Reprodução Site

Comitiva Brasileira

A professora Karin, além de participar como pesquisadora do tema, integra a comitiva brasileira no evento, pois o grupo de pesquisa Politeia é membro do Conselho Nacional de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção, CTICC, junto à Controladoria-Geral da União, participando do comitê que acompanha o 6o Plano de Ação Brasileiro de Governo Aberto. A comitiva é composta pelo Ministro da CGU, Vinicius Marques Carvalho, pela Secretária Nacional de Transparência e Acesso à Informação, Livia Sobota, e outros integrantes da CGU e ministérios do Executivo Federal, além de membros do Legislativo e do Judiciário.

Pesquisadora do Politeia integra a comitiva brasileira na IX Cúpula Global da Parceria para Governo Aberto – OGP | Foto – Arquivo Pessoal

Participam, ainda, organizações da sociedade civil integrantes do CTICC, acadêmicos e representantes de governos locais brasileiros que integram o programa OGP Local. De Santa Catarina, estão presentes no evento o Deputado Estadual e presidente da Escola do Legislativo da Alesc, Mauro de Nadal, o diretor da Escola do Legislativo, Alexandre Fagundes e o professor Luiz Felipe Reinecke, da Udesc Cesfi.

Pesquisadora do Politeia, professora Karin e o colega de Udesc, professor Luiz Felipe Reinecke, da Udesc Cesfi – Foto Arquivo Pessoal.

Esta edição da Cúpula da OGP marca o início da co-presidência brasileira no comitê diretivo da OGP.

Justiça Aberta

Na quarta-feira, 8, a professora e pesquisadora do Politeia integrou a sessão/painel Justiça Aberta: Passos para a Abertura do Sistema de Justiça Local, ou em inglês Open Justice: Steps Toward Opening Up the Local Justice System, ao lado de parceiros de pesquisa como a Procuradoria-Geral do Município de Contagem (Minas Gerais), Rede Internacional Justiça Aberta (RIJA), Tribunal Superior de Justiça da Cidade Autônoma de Buenos Aires, Civic Tech Field Guide e Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Colab-USP), grupo de pesquisa interdisciplinar da Universidade de São Paulo (USP).  

II Congresso Internacional sobre Estado Aberto e Governança da RAGA   

Nesta sexta, 10, a professora Karin participa do II Congresso Internacional sobre Estado Aberto e Governança, evento promovido pela Rede Acadêmica de Governo Aberto Internacional (RAGA Internacional). No evento, a pesquisadora apresenta o artigo, em coautoria com a também professora da Esag Udesc e pesquisadora do Politeia, Maria Letícia Barbosa Xavier, “Como os Planos de Governos Abertos do Brasil, Colômbia, Indonésia e Espanha reconhecem e buscam reduzir as iniquidades entre grupos populacionais no acesso aos bens e serviços públicos”, dentro da sessão Desafios globais e regionais para a governança democrática. O artigo decorre do projeto de pesquisa Equigov, do grupo Politeia.

Pesquisadora participa de duas apresentações de pesquisa nesta sexta, 10 | Foto – Arquivo Pessoal

Ao final do dia (17h45 horário da Espanha), ocorre a última sessão com participação da pesquisadora do Politeia, denominada “Equigov: Equidade nos serviços públicos por meio do governo aberto”. Nela, será abordado  o tema “As agendas de governo aberto estão ameaçadas? Retrocesso democrático e agendas de governo aberto na América Latina”, pela pesquisadora Karin Vieira da Silva e pelo professor e pesquisador César Cruz-Rubio, da Universidade Carlos III, da Espanha. 

Pesquisas que conectam o local ao nacional e internacional

Segundo projeta a professora e pesquisadora, a participação do grupo de pesquisa Politeia no Summit Global OGP, em Vitoria-Gasteiz, Espanha, representa uma oportunidade de aprofundar as investigações no campo da accountability, equidade em serviços públicos, governança colaborativa e governo aberto. 

Palco principal do OGP Global Summit 2025 – Open Government, em Vitoria-Gasteiz,

Ela destaca que o intercâmbio de conhecimentos e práticas, em escala global, tem permitido, nesta semana de imersão nos temas, uma compreensão aprofundada das possibilidades e dos desafios contemporâneos sobre abertura de governo, transparência, participação cidadã e integridade. “São temáticas  importantes para o avanço da administração pública em nosso país e fortalecimento do espaço cívico e da democracia”, comenta. Karin arremata ao mencionar o potencial de ações de internacionalização em rede como esta.

Compartilhamento de pesquisas locais e globais e boas práticas em diferentes culturas aceleram a formação de novas redes e pesquisas internacionais | Foto – Arquivo Pessoal.

“A interação com pares internacionais permite a articulação com potenciais parceiros para projetos de pesquisa, a formação e fortalecimento de redes de colaboração e a internacionalização das atividades do grupo Politeia e da Udesc como um todo”, conclui, já com novos projetos e contatos para o Politeia ampliar suas ações, parcerias e impacto.

Deputado Mauro De Nadal (à esq) destacou projetos como o das Bancadas Regionais e o Alesc Itinerante | Fotos – Divulgação Alesc

No Congresso da Raga, o Deputado Mauro De Nadal e o Diretor da Escola do Legislativo da Alesc, Alexandre Lencina Fagundes, apresentam, também, resultados do projeto Parlamento Aberto: Inovação e Colaboração nas Câmaras de Vereadores Catarinenses.

Deputado Mauro de Nadal – Foto Divulgação Alesc

O projeto de pesquisa aplicada é realizado em parceria entre o grupo de pesquisa Politeia Udesc Esag e a Escola do Legislativo da Alesc e diversas organizações, com recursos da Fapesc, da Udesc e da Alesc. Confira aqui, nesta outra reportagem, um resumo da apresentação do Deputado Mauro De Nadal durante a Cúpula Global da Parceria para Governo Aberto (OGP).

O Congresso da Raga também sedia, paralelamente, a 1ª Conferência Internacional sobre Governança, Tecnologia e Direitos Digitais. O objetivo é promover a criação de redes de colaboração multissetoriais entre acadêmicos, profissionais de diversas disciplinas e outras partes interessadas que ajudem a avançar no campo da governança tecnológica e da proteção dos direitos digitais nas sociedades ibero-americanas e europeias, a partir de uma perspectiva inclusiva e sustentável.

Nova mestra em administração da Esag Udesc, pesquisadora do Politeia criou modelo para avaliar maturidade da accountability em contratações públicas

Natalia Milack Colombo apresentou estudo desenvolvido no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, que pode ser utilizado em diversos órgãos públicos para aprimorar a gestão de contratações 

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) apresenta nível de maturidade de baixo a médio em accountability e controle das contratações públicas. Esta é uma das  conclusões da dissertação de mestrado defendida dia 25 de setembro, pela pesquisadora do Politeia, agora mestra em Administração pela Esag Udesc, Natalia Milack Colombo.

Defesa ocorreu dia 25 de setembro, com a presença de familiares, amigos e servidores da Alesc | Fotos: Marcelo Barcelos – Politeia

Entre os achados da pesquisa, o estudo mostra as possibilidades para a instituição adotar critérios mais abrangentes de transparência, fiscalização, participação social, integridade e gestão de riscos. Esta é a 315ª defesa na história da Esag Udesc e a 8ª do Grupo Politeia ao longo deste 2025. 

“É um momento de apresentação, debate e aprendizagem sobre o trabalho realizado nesses anos de pesquisa e muita dedicação, dos encontros e suporte dos professores e colegas do mestrado, do grupo de pesquisa e da orientadora professora Paula Schommer. E, ainda, da irrestrita parceria dos colegas de Alesc. Sem essa turma durante a fase de coleta de dados e entrevistas, essa pesquisa não teria sido concluída de forma tão abrangente ”, agradeceu, emocionada, a nova mestra do Politeia e da Esag Udesc. 

A pesquisa conduzida por Natalia, sob orientação da professora Paula Chies Schommer, foi intitulada “Contratações Públicas e Accountability na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina”. A proposta apresentou um modelo inovador de avaliação de maturidade em accountability que pode ser adaptado e replicado em outros órgãos da administração pública. 

“Com base na literatura acadêmica e técnica, normas atuais e dados da realidade da Alesc, foi desenvolvido um instrumento que permitiu analisar o grau de maturidade da Alesc em accountability e controle nas contratações. Os resultados mostram que há oportunidades para aprimoramento em diferentes instâncias do processo de gestão de contratos, verificação de idoneidade, checagem de requisitos e conferência das etapas dos entregáveis”, detalhou Natalia. 

Pesquisa adotou multimétodos para avançar em temas como responsividade e controle das contratações públicas

A defesa pública da dissertação ocorreu na quinta-feira, 25 de setembro, na sala 07 da Udesc Esag, e contou com a presença de colegas, familiares e integrantes do grupo de pesquisa Politeia. O trabalho teve como avaliadores ‘os professores Fabiano Maury Raupp, da Udesc Esag, e Caio César de Medeiros Costa, da Universidade de Brasília (UnB).

O estudo, de natureza aplicada e abordagem qualitativa, foi realizado entre 2024 e 2025. Combinou levantamento documental e bibliográfico com observação participante e entrevistas com servidores e gestores da Alesc, onde Natalia é servidora concursada. 

A pesquisadora partiu do pressuposto de que os processos de compras governamentais são complexos e estratégicos, influenciando diretamente os resultados da administração pública e exigindo transparência, responsividade e controle.

Estudo analisou maturidade em contratações e accountability

Para aprofundar a análise, foi elaborado um protocolo de verificação de editais e contratos, baseado em normas jurídicas e técnicas, que revelou lacunas nos processos de contratação da Alesc. A observação, análise de documentos e as entrevistas com servidores foram cruciais para compreender as percepções dos atores envolvidos e identificar desafios institucionais.

Como resultado, foram desenvolvidos dois modelos de avaliação de maturidade — um detalhado e outro sintético. Juntos, formam uma matriz que aborda temas como participação social, transparência, capacitação de servidores, fiscalização de contratos, integridade, gestão de riscos e due diligence

Imagem junto à orientadora, Paula Schommer, mostra momento em que a pesquisadora do Politeia se torna mestra em administração da Esag Udesc

O estudo conclui com recomendações específicas para ampliar a accountability e o controle nas contratações da Alesc, visando tanto o aprimoramento da gestão pública quanto o enriquecimento do debate acadêmico sobre o tema.